Uma professora da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de uma Escola Família Agrícola (EFA) inicia sua aula com os seguintes
dizeres: “Em muitas de nossas roças, a lagarta tem causado estragos, destruindo as plantações de milho. De que modo vocês,
suas famílias e ancestrais lidavam com isso? Existem saberes que podemos usar?”. Segundo a professora, esses questionamentos
buscam o diálogo entre os conhecimentos tradicionais e os acadêmicos. Valendo-se da Etnobiologia, são valorizadas as
experiências e o manejo tradicional da terra, ao mesmo tempo que é aprofundada a compreensão dos fenômenos naturais.
Nesse contexto, a professora propõe aos estudantes uma prática para solucionar os desafios cotidianos do campo, por exemplo,
uma situação comum na agricultura familiar: o surgimento de uma superpopulação de insetos, que ameaça a plantação de
milho da comunidade local, causada pelo desmatamento e uso de agrotóxicos nas fazendas vizinhas. A professora conclui a
aula, mencionando que a valorização dos conhecimentos tradicionais e a promoção de diálogos de saberes podem contribuir
para o fortalecimento das comunidades e ainda promover a sustentabilidade e conservação da vida e da cultura.
Para atender aos objetivos do diálogo de saberes, a professora constrói um contexto capaz de promover o aprendizado quando propõe
Para atender aos objetivos do diálogo de saberes, a professora constrói um contexto capaz de promover o aprendizado quando propõe