Alguns meses depois de ter agredido Caio, causando-lhe graves
lesões corporais, Tício foi denunciado pelo órgão do Ministério
Público como incurso nas sanções penais correspondentes ao
delito praticado.
Após a tramitação do processo penal, foi proferida sentença
condenatória em desfavor de Tício, a qual, à míngua de
interposição de qualquer recurso, transitou em julgado.
Uma vez já liquidados, no juízo cível, os valores das verbas
indenizatórias a que fazia jus, totalizando a importância de
duzentos mil reais, Caio deduziu pretensão de cumprimento de
sentença em face de Tício, que, regularmente intimado, não pagou
a verba nem indicou bens à penhora.
Na sequência, Caio indicou à constrição judicial o imóvel de
propriedade de Tício, que, tão logo ciente, invocou a sua
impenhorabilidade, alegando, para tanto, tratar-se de bem de
família.
Após o cotejo entre os argumentos veiculados por ambas as
partes, o juiz, verificando que o imóvel indicado por Caio era o
único integrante do patrimônio de Tício, servindo-lhe, ademais, de
residência, concluiu tratar-se de bem de família. Daí ter o
magistrado proferido decisão em que pronunciava a sua
impenhorabilidade.
Nesse cenário, é correto afirmar que:
Nesse cenário, é correto afirmar que: