Um paciente do sexo masculino, 22 anos, previamente
hígido, apresenta queixa de perda visual subaguda,
indolor e severa no olho direito, seguida, duas semanas
depois, por um quadro idêntico no olho esquerdo. O
exame de fundo de olho na fase aguda revela discos
ópticos hiperemiados e edemaciados, com tortuosidade
vascular peripapilar, sem hemorragias ou exsudatos. Meses depois, o exame mostra uma palidez acentuada
do setor temporal de ambos os discos ópticos e defeitos
campimétricos centrocecais densos. A história familiar
revela que um tio materno teve perda visual semelhante
na juventude. Diante deste cenário, o diagnóstico mais
provável e a base fisiopatológica correspondente são: