Paciente de 38 anos queixa-se de dor pélvica há 2 dias, mais evidenciada em fossa ilíaca esquerda, de moderada intensidade. Ao exame físico geral: sinais vitais normais; abdômen discretamente doloroso à palpação profunda de fossa ilíaca esquerda, sem sinais de peritonismo. Ao exame ginecológico: ausência de leucorreia, colo e vagina normais. História ginecológica e obstétrica: G2 C2 DUC há 2 anos. Ciclos menstruais regulares (+/- 28 dias), DUM: há 17 dias. MAC: condom. História mórbida pessoal: lúpusneritematoso sistêmico (não sabe informar sobre status dos anticorpos antifosfolipídicos). Afastada a possibilidade de gravidez. Realizada ecografia transvaginal com o seguinte laudo: “Útero em RVF, volume de 62 cm³, miométrio e endométrio normais. Ovário direito com volume de 4 cm³, sem anormalidades, e ovário esquerdo com volume de 79 cm³, apresentando duas imagens anecoicas, promotoras de reforço acústico posterior com linhas horizontais lineares e septos finos em seu interior, sem fluxo ao Doppler, medindo 4,4 x 2,3 cm e 2,7 x 2,4 cm. Impressão diagnóstica: cisto complexo em ovário esquerdo (provável cisto hemorrágico)”.
Diante desse quadro, qual é a conduta a ser tomada?