Paciente de 8 anos, 30kg, é levado pela mãe
para atendimento hospitalar na emergência.
Apresenta, há quatro dias, crises intensas de tosse,
principalmente à noite, dispneia e odinofagia, sem
febre. Já havia buscado atendimento em unidade
de pronto-atendimento há dois dias, onde realizou
inalações com β2-agonista, em regime frequente e
intermitente, por 1 hora, e foi liberado com receita
de inalações com β2-agonista e corticoide inalatório,
de 6 em 6 horas. Mesmo em uso adequado das
medicações, retornava em consulta por persistência
da tosse e piora da falta de ar. Estava aceitando
a dieta via oral, mas vomitava após a tosse. A
mãe relata que o filho apresenta história de asma
desde os 3 anos de idade, com várias internações
prévias, mas nenhuma no último ano ou em UTI.
Nas crises, usava salbutamol por inalação, e essa
é a terceira crise nos últimos três meses, causa da
busca por atendimentos frequentes em unidades
de emergência. A genitora relata ainda que era
tabagista e que, naquele momento, não havia luz
elétrica no domicílio, fato que relacionou com a
piora do filho. Na chegada à instituição de saúde, o
menino apresentava-se alerta e taquidispneico, com:
FR 43irpm; SpO2 90% em ar ambiente; utilização da
musculatura acessória, com tiragens de fúrcula e
subcostal. Na ausculta pulmonar, boa entrada de ar,
aumento do tempo expiratório e sibilos inspiratórios
e expiratórios difusos foram verificados. O paciente
apresenta extremidades bem perfundidas, oroscopia
normal e pele íntegra. Qual a conduta imediata a ser
realizada?