É evidente que o ser humano — muito mais do que a
abelha ou do que qualquer outro animal gregário — é um animal
político. A natureza nada faz sem um propósito e o ser humano é
o único entre os animais que tem o dom da palavra (logos). Ora, a
simples voz (phoné) pode indicar a dor e o prazer — e outros
animais a possuem —, mas a palavra tem a finalidade de
expressar o conveniente e o nocivo — e, portanto, também o
justo e o injusto; a característica específica do ser humano em
comparação com os outros animais é que somente ele tem o
sentimento do bem e do mal, do justo e do injusto e de outras
qualidades morais, e é a comunidade de seres com tais
sentimentos morais que constitui a família e a cidade (pólis).
Aristóteles. Política. Mário da Gama Kury (Trad.). Brasília: UnB, 1997, p. 15 (com adaptações).
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