A detecção laboratorial da malária, nos protocolos
de vigilância epidemiológica brasileiros, privilegia o
exame parasitológico de sangue como método
padrão-ouro. No entanto, a introdução de testes
moleculares e sorológicos em populações de difícil
acesso, com carga parasitária reduzida e histórico de
coinfecção por arboviroses, desafia a hierarquia
diagnóstica tradicional. À luz dessa realidade, é
correto afirmar que o diagnóstico da malária, embora
formalmente ancorado na microscopia direta, requer
uma abordagem combinada e contextualizada,
sobretudo em áreas de eliminação ou baixa
endemicidade, onde a sensibilidade dos métodos
clássicos pode ser comprometida.