A
Considere o seguinte caso clínico: Homem, 68
anos, com diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica há 12 anos, em uso de ventilação mecânica (VM) não
invasiva domiciliar há 2 anos. Interna na UTI por
insuficiência respiratória com indicação de intubação
orotraqueal (IOT) e VM invasiva. No entanto, o
paciente havia escrito em suas diretivas antecipadas
de cuidado sua vontade em não ser submetido à IOT.
Os familiares e profissionais seguiram a diretiva do
paciente e ele faleceu em 2 dias. Essa conduta foi adequada, pois seguiram os princípios básicos que
norteiam a bioética e o processo de cuidar que são os
princípios da autonomia e, da justiça.
B
Considere o seguinte caso clínico: Homem, 85
anos, cardiopata grave com múltiplas comorbidades,
lúcido e orientado. Interna na UTI após precordialgia,
com indicação de angioplastia de urgência. O paciente
recusa o procedimento por acreditar que possa ser
fatal, porém, a família autoriza. A atitude da família
está correta do ponto de vista bioético, pois vai de
encontro ao princípio da beneficência que assegura o
bem-estar das pessoas.
C
Considere o seguinte caso clínico: Mulher, 89 anos,
com falência de múltiplos órgãos. Encontra-se
internada na UTI sedada, em uso de ventilação
mecânica e com uso de altas doses de vasopressores.
A família, auxiliada pela equipe, toma a decisão de não
aumentar o nível de suporte terapêutico já ofertado.
Essa família está tentando evitar o que é conhecido
como ortotanásia, ou seja, o prolongamento da vida
com sofrimento desnecessário.
D
O programa HumanizaSUS, criado pelo Ministério
da Saúde em 2003, refere-se à “Política Nacional de
Humanização da Atenção e Gestão do SUS” que é a
política que instaurou os Cuidados Paliativos dentro
dos Hospitais, estimulando com isso, a criação de
equipes multidisciplinares de cuidados paliativos.
E
Considere o seguinte caso clínico: Mulher, 48 anos,
internada na UTI por pneumonia adquirida na
comunidade em recuperação. Encontra-se orientada e
lúcida, em respiração espontânea, com redução
gradativa de suporte terapêutico. O fisioterapeuta
programa progressão da reabilitação a qual inclui
ortostatismo e potencial deambulação. A paciente, no
entanto, aceita realizar os exercícios à beira leito, mas
recusa deambulação por estar com medo “de que
possa piorar”. O fisioterapeuta insiste e diz se tratar
do protocolo da instituição e que a reabilitação física
“não causa mal algum”. O fisioterapeuta, nesse caso,
teve uma atitude humana, pois, apesar da recusa da
paciente, agiu com empatia ao garantir informações
adequadas sobre a terapêutica e auxiliar a aliviar o
sofrimento da paciente nesse momento.