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4015969 Ano: 2026
Disciplina: Medicina
Banca: FGV
Orgão: TJ-RJ
Homem de 38 anos é trazido ao pronto-socorro por familiares com história de ter participado de evento social há aproximadamente 18 horas, no qual consumiu bebida alcoólica destilada de procedência desconhecida. Familiares relatam que o paciente retornou para casa apresentando quadro de embriaguez habitual, tendo dormido normalmente durante a noite. Acordou pela manhã queixando-se de cefaleia intensa, náuseas e dor abdominal difusa, sintomas que inicialmente foram atribuídos a ressaca alcoólica. Ao longo do dia, apresentou piora progressiva do estado geral, com vômitos repetidos, confusão mental e queixas de visão turva com dificuldade para enxergar. Ao exame físico na admissão: paciente confuso, Glasgow 13 (abertura ocular espontânea, resposta verbal confusa, obediência a comandos), desidratado, mucosas secas, pressão arterial 98 x 62 mmHg, frequência cardíaca 118 bpm, frequência respiratória 28 incursões por minuto profundas e regulares (padrão de Kussmaul), temperatura axilar 36,2 °C, saturação periférica de oxigênio 98% em ar ambiente; pupilas isocóricas e fotorreagentes, com midríase bilateral discreta; abdômen difusamente doloroso à palpação sem sinais de irritação peritoneal. Exame neurológico com reflexos tendinosos profundos globalmente diminuídos. 
Exames laboratoriais iniciais:
• hemograma com hemoglobina 14,2 g/dL
• leucócitos 11.800/mm³ com 78% de neutrófilos
• plaquetas 198.000/mm³  
Função renal:
• ureia 58 mg/dL (VR: 10-50 mg/dL)
• creatinina 1,8 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL)
Eletrólitos:
• sódio 138 mEq/L
• potássio 4,2 mEq/L
• cloreto 98 mEq/L
Glicemia 168 mg/dL.
Função hepática:
• transaminase glutâmico-oxalacética 78 UI/L
• transaminase glutâmico-pirúvica 82 UI/L
• bilirrubinas totais 0,9 mg/dL
Amilase sérica 420 UI/L (VR: até 100 UI/L).
Osmolaridade sérica medida 348 mOsm/kg (VR: 280-295 mOsm/kg).
Gasometria arterial: pH 7,18, PaCO2 18 mmHg, PaO2 102 mmHg, bicarbonato 6,8 mEq/L, excesso de bases menos 20 mEq/L, lactato 2,8 mmol/L (VR: 0,5-2,2 mmol/L).
Eletrocardiograma com taquicardia sinusal sem outras alterações agudas.
A conduta apropriada para o manejo desse paciente é:
 

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