Mulher, 41 anos, previamente saudável, apresenta hipertensão arterial de início recente, com valores persistentes em torno de 170–180 x 100–110 mmHg, apesar do início de terapia com um bloqueador de canal de cálcio e um inbidor da ECA.
Refere episódios de sudorese fria, ansiedade intensa súbita, cefaleia pulsátil, e palpitações irregulares, geralmente precipitados por mudança de posição ou durante evacuação. Nega tabagismo, e a função renal é normal. Exames iniciais mostram:
Potássio: 4,3 mEq/L.
Sódio: 140 mEq/L.
Creatinina: 0,7 mg/dL.
TSH: normal.
ECG: extrassístoles supraventriculares frequentes.
Cintilografia de tireoide: normal.
Entretanto, o médico nota que as metanefrinas plasmáticas estão limítrofes e que os episódios hipertensivos são muito irregulares, com períodos de pressão arterial normal entre as crises. A paciente também relata que, há meses, percebe nódulos indolores nos lábios e episódios de diarreia esporádica.
Qual etiologia deve ser fortemente considerada como causa da hipertensão dessa paciente?