Os radicais livres, caracterizados pela presença de elétrons
desemparelhados, são espécies altamente reativas que
desempenham um papel significativo na saúde humana.
Essas moléculas podem ser geradas por meio de vários
processos endógenos, como a respiração mitocondrial
e a ativação de células imunes, bem como por fontes
exógenas, incluindo radiação, poluição e tabagismo.
Embora os radicais livres sejam essenciais para certos
processos fisiológicos, como a sinalização celular e a defesa
imunológica, sua superprodução pode perturbar o delicado
equilíbrio entre oxidantes e antioxidantes, levando ao
estresse oxidativo. O estresse oxidativo resulta em danos
a biomoléculas críticas, como DNA, proteínas e lipídios,
contribuindo para a patogênese de diversas doenças.
Condições crônicas como câncer, doenças cardiovasculares,
distúrbios neurodegenerativos e doenças inflamatórias
têm sido fortemente associadas aos efeitos nocivos dos
radicais livres.
Referência: Chandimali, N., Bak, S.G., Park, E.H. et al.
Free radicals and their impact on health and antioxidant defenses:
a review. Cell Death Discov. 11, 19 (2025).
Internet: <doi.org> (com adaptação).
Acerca dos mecanismos bioquímicos relacionados aos radicais livres, julgue o item a seguir.
O excesso de radicais livres pode induzir peroxidação lipídica, com dano às membranas celulares.