Caso clínico para responder à questão.
Uma gestante de 18 anos de idade, que está com idade
gestacional de 20 semanas de vida intrauterina (VIU), buscou
o serviço de urgência odontológica em um consultório
odontológico particular. Sua queixa principal era de dor. Ao
exame clínico, observou-se inflamação do tecido gengival
que recobria parcialmente o dente 38, o qual se encontra
retido. Paciente referiu otalgia, disfagia, halitose e trismo. Ao
exame físico observou-se linfadenopatia cervical. A paciente
informou ser alérgica a penicilinas. A figura apresentada
esquematiza o caso.
Para melhor condução do caso era essencial que o
procedimento fosse realizado no menor tempo possível,
garantindo que a paciente não sentisse dor. Assim, o
profissional iniciou a técnica anestésica posicionando-se ao
lado do paciente e ligeiramente posterior, traçando uma linha
imaginária do ponto do dedo até a rafe pterigomandibular,
para determinar a altura da injeção (em torno de 6 mm a
10 mm acima do plano oclusal). A penetração da agulha
ocorreu na interseção de dois pontos - o primeiro ponto, que
se situa ao longo da linha anteroposterior descrita para
indicar a altura da injeção, e o segundo ponto, que se situa
em uma linha vertical que atravessa o primeiro ponto (cerca
de 3/4 da distância da borda anterior do ramo). A penetração
de agulha foi em torno de 2/4 do comprimento da agulha odontológica longa, até que tocou levemente o osso. A
extremidade da agulha foi posicionada um pouco acima do
forame mandibular. Injetou-se lentamente a solução
anestésica, estando o corpo da seringa carpule voltado para a
direção dos pré-molares do lado oposto.
Essa descrição representa a técnica para o bloqueio do nervo