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3744146 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC

TEXTO III

A gramática da inclusão

[...]

Se “todes” usado no Museu da Língua Portuguesa reinaugurado em 12 de julho passado, em São Paulo, causou polêmica, – o secretário nacional de Cultura, Mário Frias, ameaçou “tomar medidas” para impedir o que chamou de “vandalização” da língua –, não é menor o barulho entre linguistas e até mesmo militantes das causas que envolvem transexuais, travestis, não binários ou intersexo.

Uma coisa é certa: o consenso está longe, mas a discussão posta. No debate, para uns a dita linguagem neutra é considerada um movimento social, parte da evolução da língua. Outros a encaram como um possível modismo.

Sírio Possenti, professor titular do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entende que não é possível ignorar as formas discriminatórias marcadas na língua: “A língua não funciona no vácuo”, diz.

É a mesma visão de outros importantes filólogos procurados por Extra Classe, mas alguns optaram em não aprofundar o tema e não participar da reportagem e nem mesmo autorizaram a publicação das justificativas de suas negativas. Medo de cancelamentos?

Mais corajoso, Carlos Alberto Faraco, pelo menos, explica suas razões. “Eu estou evitando entrar nessa polêmica. Já me envolvi em muitas polêmicas linguísticas e resolvi não participar desta. Se publico, será inevitável o bate-boca”, afirma o ex-reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e autor de um dos mais usados manuais de linguística, o Linguística Histórica. Uma Introdução ao Estudo da História das Línguas (Parábola).

Outro renomado linguista pede para omitir seu nome e é categórico: “Iiiiixi! Ninguém quer mexer com isso. É modismo que não cola”.

[...] Fonte: BARRETO, M. M. A gramática da inclusão. 2021. Disponível em: https://www.extraclasse.org.br/geral/2021/10/agramatica-

da-inclusao/. Acesso em: 16 set. 2022.

Em relação ao texto III, as expressões “Museu da Língua Portuguesa”, “São Paulo”, “Carlos Alberto Faraco”, “Sírio Possenti”, “Instituto de Estudos da Linguagem”, “Universidade Estadual de Campinas”, “Carlos Alberto Faraco” e “Universidade Federal do Paraná” estão grafadas com iniciais maiúsculas porque:

 

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