Para abordar as relações raciais na perspectiva da interseccionalidade e da interdisciplinaridade, uma professora organizou
uma sequência didática, no Ensino Médio, que articulava Literatura, História, Música e Arte. Escolheu a obra Um defeito de cor,
de Ana Maria Gonçalves, que narra a história romanceada de Luisa Mahin, ou Kehinde, figura simbólica da luta negra no Brasil,
e sua busca incansável por seu filho. Sua vida perpassa importantes eventos históricos, como a Independência, a Revolta dos
Malês e a luta abolicionista. A história do povo negro ocupa o centro dessa narrativa por meio do relato de Kehinde, desde a
sua infância em Savalu – Daomé (atual Benin) –, passando por seu sequestro, onde foi escravizada na Bahia e no Rio de Janeiro,
até seu retorno à África e sua volta ao Brasil no fim da vida. A escravização é problematizada com profunda reflexão sobre as
marcas deixadas por essa experiência.
Após a discussão da obra, a professora elaborou um plano de aula que tinha como proposta investigar temas suscitados pelo livro, como os movimentos políticos e os personagens envolvidos na narrativa. A organização da sequência didática, com utilização de obra literária, teve como finalidade
Após a discussão da obra, a professora elaborou um plano de aula que tinha como proposta investigar temas suscitados pelo livro, como os movimentos políticos e os personagens envolvidos na narrativa. A organização da sequência didática, com utilização de obra literária, teve como finalidade