TEXTO IV
Contrato polêmico e ‘cláusula da desgraça’
Um dos pontos mais discutidos durante o
depoimento foi o contrato de Virgínia com a casa
de apostas Esportes da Sorte. A CPI investiga se
influenciadores recebiam um percentual sobre as
perdas dos apostadores, o que ficou conhecido
como “cláusula da desgraça”.
Virgínia negou que seu contrato incluísse essa
cláusula e explicou que a única bonificação
prevista era um aumento de 30% no cachê caso ela
conseguisse dobrar o lucro da empresa. No entanto,
ela afirmou que essa meta nunca foi atingida.
“Esse valor nunca foi atingido, nunca recebi um real
a mais do que meu contrato de publicidade que fiz
por 18 meses. Era um valor fixo. Se eu dobrasse o
lucro, eu receberia 30% a mais da empresa. Mas isso
não chegou a acontecer”, disse a influenciadora.
Alertas sobre os riscos das apostas
Durante a sessão, Virgínia ressaltou que sempre
fez questão de alertar seus seguidores sobre os
riscos das bets. Ela afirmou que seguia as diretrizes
do Conselho Nacional de Autorregulamentação
Publicitária (Conar) e deixava claro que o jogo
envolvia tanto a possibilidade de ganhar quanto de
perder dinheiro.
“Eu sempre deixo muito claro que é um jogo, que
pode ganhar e pode perder. Que menores de 18 anos
são proibidos na plataforma. Se possui qualquer
tipo de vício, o recomendado é não entrar. E para
jogar com responsabilidade”, afirmou Virgínia.
Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/05/13/entenda-em5-pontos-por-que-virginia-foi-a-cpi-das-bets-e-o-que-ela-disse.ghtml.
Acesso em 28/08/2025.