Se retomo o diálogo com o meu suposto leitor e lhe pergunto agora: “Quais os nomes de cada uma das ilhas que compõem o
arquipélago das Filipinas?” (cerca de 7 100 ilhas). Ou: “Quais os nomes de cada uma das Ilhas Virgens (cerca de 53), território
do Mar das Antilhas incorporado aos EE.UU.?”. Com certeza, o referido leitor não saberá responder a estas perguntas e, mesmo,
é possível que sequer soubesse da existência das tais Ilhas Virgens. É evidente, contudo, que essa situação não se configura
como problemática. E quando o não saber é levado a um grau extremo, implicando a impossibilidade absoluta do saber,
configura-se, como já se disse, o mistério. Mistério, porém, não é sinônimo de problema. É, ao contrário e frequentemente,
a solução do problema, e, quiçá, de todos os problemas.
SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Autores Associados, 1996.
Uma professora da 3ª série do Ensino Médio solicitou à turma que fizesse a leitura do trecho em voz alta e, em seguida, questionou que tipo de noção se poderia extrair da ótica de Saviani. Após discutirem em grupo, os estudantes concluíram que:
SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Autores Associados, 1996.
Uma professora da 3ª série do Ensino Médio solicitou à turma que fizesse a leitura do trecho em voz alta e, em seguida, questionou que tipo de noção se poderia extrair da ótica de Saviani. Após discutirem em grupo, os estudantes concluíram que: