Uma professora de Português dos Anos Finais do Ensino
Fundamental, de uma escola de uma capital brasileira, observou
que, reiteradamente, uma parte de seus estudantes apresentou
um comportamento verbal que indicou discriminação em
relação a grupos minorizados. Esse comportamento chamou sua
atenção, pois, de acordo com a definição da ONU, um discurso
de ódio refere-se a qualquer tipo de comunicação que incentive
ou promova discriminação ou ataques contra uma pessoa ou
grupo com base em distinções como raça, religião, etnia, gênero,
nacionalidade, entre outros. Considerando que as falas dos
estudantes ultrapassaram o limite da opinião, aproximando-se
do discurso de ódio, a professora elaborou um pequeno corpus,
com conteúdo ofensivo e que fere os direitos humanos, extraído
de uma rede social, para promover a discussão e combater esse
tipo de manifestação.

A liberdade de expressão ultrapassa um limite quando afeta
alguém de forma ofensiva e criminosa. Dessa forma, a intenção
da professora foi abordar a multissemiose e a multimodalidade
dos textos do corpus e promover uma leitura crítica a partir
dos elementos que compõem as mensagens propagadas por
usuários nas redes sociais.
Disponível em: https://odioouopiniao.mdh.gov.br.
Acesso em: 10 maio 2025 (adaptado).