Homem de 23 anos, estudante universitário, é levado à Unidade
de Pronto Atendimento (UPA) por um amigo da moradia
estudantil, que o encontrou chorando, trancado no banheiro
com diversas cartelas de medicamentos próximas de si.
O paciente nega ter ingerido qualquer fármaco ou outras
substâncias, mas admite estar pensando em dar fim à própria
vida. Refere tristeza profunda há cerca de 2 meses, com piora
recente após o término de um relacionamento. Diz estar
“sem propósito na vida” e que “ninguém sentiria falta” se
ele morresse. Conta que viu na internet que tomar muitos
comprimidos de paracetamol seria a melhor forma de morrer.
Relata insônia inicial e terminal, perda de apetite, queda de
rendimento acadêmico e isolamento social. Nega uso atual de
drogas ilícitas, mas admite consumo de álcool eventualmente.
Abandonou psicoterapia após 2 sessões. Todos os familiares
vivem em outro estado.
Ao exame, apresenta-se vígil, orientado, com discurso
discretamente lentificado, sem alucinações ou delírios evidentes.
O contato visual é pobre, o afeto está intensamente rebaixado
e não modulante. Exames laboratoriais gerais solicitados à
chegada na UPA não mostram alterações.
Qual é a conduta adequada ao caso clínico apresentado?
Qual é a conduta adequada ao caso clínico apresentado?
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