Um recém-nascido (RN) em uma maternidade
municipal de médio porte apresentou um quadro de
icterícia precoce. O pediatra plantonista do
município, após avaliação laboratorial, confirmou a
incompatibilidade Rh e indicou fototerapia intensiva
imediata. A maternidade, por ser de médio porte,
não possui leitos de UTI Neonatal nem o
equipamento de fototerapia de alta intensidade,
apenas a fototerapia padrão. O RN necessita de vaga
em um hospital de alta complexidade em uma capital
vizinha, mas a Central de Regulação Estadual
informa que há apenas leitos disponíveis em hospitais
da rede privada, que não possuem convênio com o
SUS. O Secretário Municipal de Saúde exige que o
RN seja transferido imediatamente para um desses
hospitais privados, argumentando que a vida do
paciente é o alvo principal e que o princípio do direito
à saúde deve prevalecer. Com base na Lei nº
8.080/90, que define as diretrizes de organização e
funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS),
qual é a conduta que melhor reflete os princípios e a
estrutura legal do SUS diante desta situação?