Uma professora de Sociologia propôs uma reflexão sobre movimentos sociais, especialmente sobre a pauta das relações
étnico-raciais no Brasil. A pesquisadora Nilma Lino Gomes problematiza a dupla condição do movimento negro de “educar”
e “ser reeducado” continuamente, marcando assim os avanços nos campos político e teórico-acadêmico. Nesse sentido,
o movimento negro está presente em diferentes contextos e possui como pautas históricas, entre outras: denúncia ao racismo
e busca por equidade, por meio de políticas compensatórias, a exemplo das ações afirmativas.
A aprovação da Lei n. 12 711/13 constituiu-se em uma importante política de acesso ao Ensino Superior Federal, estipulando
cotas para a escola pública, e, dentro destas, estabeleceu cotas étnico-raciais e sociais. Considerando os dados oficiais acerca
dos impactos da Lei de Cotas, o professor de Sociologia trouxe material de apoio para a sala de aula, a fim de debater com
os estudantes, o acesso ao Ensino Superior. Durante a aula, observou que, para os estudantes, a universidade era um sonho
distante, e a maior parte não se percebia em posições de prestígio, sobretudo por desconhecer pessoas negras em profissões
como médicos(as), engenheiros(as) etc. Nesse contexto, a proposição político pedagógica que se mostra adequada para
entender a efetividade da luta do movimento negro brasileiro é um(a)