Um meteorologista visionário, vinculado ao setor de pesquisa de
um complexo industrial, reflete sobre um cenário climático crítico,
no qual a temperatura média global ultrapassa permanentemente
2,0 °C acima dos níveis pré-industriais, limiar associado à
transgressão de tipping points. Neste cenário projeta-se mudanças
significativas nos padrões da Circulação Geral da Atmosfera (CGA),
aumento na frequência e persistência de ondas de calor urbanas,
intensificação de eventos atmosféricos extremos (ciclones,
tempestades severas, tornados), dentre outros. A Camada Limite
Urbana (CLU), especificamente, tornar-se-ia mais instável durante
o dia (maior turbulência), e as inversões térmicas noturnas tornarse-iam mais intensas e duradouras, agravando a retenção de
poluentes. Paralelamente, discutem-se a substituição de
termelétricas fósseis por matrizes nucleares, eólicas e solares para
descarbonização.
Considerando as teleconexões entre os fenômenos de grandes escalas, a dinâmica da Camada Limite Atmosférica (CLA), o transporte de poluentes (convencionais e radiológicos) e a cascata de energia turbulenta de Kolmogorov, que rege a transferência da energia dos grandes aos pequenos turbilhões (eddies) e a consequente dispersão de substâncias na atmosfera, a avaliação mais adequada para o cenário de presságio do meteorologista é de que
Considerando as teleconexões entre os fenômenos de grandes escalas, a dinâmica da Camada Limite Atmosférica (CLA), o transporte de poluentes (convencionais e radiológicos) e a cascata de energia turbulenta de Kolmogorov, que rege a transferência da energia dos grandes aos pequenos turbilhões (eddies) e a consequente dispersão de substâncias na atmosfera, a avaliação mais adequada para o cenário de presságio do meteorologista é de que