Um paciente de 58 anos, transplantado renal há 2 anos,
faz uso contínuo de tacrolimo como parte de seu
esquema imunossupressor para prevenção de rejeição
do enxerto. Durante uma consulta de rotina, o
farmacêutico clínico observa que o paciente iniciou, por
conta própria, o uso de um fitoterápico contendo extrato de Hypericum perforatum (Erva-de-São-João) para
sintomas de depressão leve. O farmacêutico, ciente do
potencial de interações medicamentosas com o
tacrolimo, um fármaco de estreita margem terapêutica e
substrato do citocromo P450 3A4 (CYP3A4) e da
glicoproteína-P (P-gp), solicita imediatamente a dosagem
dos níveis sanguíneos de vale do imunossupressor e
avalia a função renal do paciente. A conduta do
farmacêutico se justifica pela alta probabilidade de
ocorrência de uma interação clinicamente relevante.
Diante do caso clínico apresentado, a consequência
farmacocinética mais provável e o risco clínico associado
a essa interação são: