Desde adolescente, Roberta sentia como se houvesse uma tempestade constante dentro dela. Às vezes, o céu se abria em
uma luz intensa — e ela ria, fazia planos, se sentia capaz de tudo. Outras vezes, tudo escurecia em segundos, sem aviso.
Bastava uma mensagem não respondida, uma mudança de tom de voz, ou o simples silêncio. “Você não se importa comigo”, ela dizia ao namorado, Bento, com os olhos marejados. “Claro que me importo, Roberta, eu só estava no trabalho.”
Mas em sua percepção, o silêncio do namorado era uma forma de abandono. E o abandono era uma dor insuportável para
Roberta. Depois da briga, vinha o arrependimento. Roberta chorava até dormir. No dia seguinte, pedia desculpas, dizendo
que tinha medo de perder as pessoas e prometia mudar. Bento continuava o namoro por amor, talvez por pena, ou por
acreditar que ela queria melhorar. Certo dia, Roberta teve um ataque de fúria e tentou esfaquear Bento. O que incorreu no
término da relação. Em seguida, Roberta cortou o cabelo e pintou com novos tons e assim, teve algumas intervenções
psiquiátricas em decorrência das tentativas de suicídio. Diante desse cenário – sintomas apresentados - marque a alternativa que reflete a possível psicopatologia de Roberta.