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3894330 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: IMPARH
Orgão: Pref. Fortaleza-CE

Rousseau nos apresenta um processo formativo para seu aluno fictício Emílio, desde o seu

nascimento até o ingresso adulto na sociedade. O que devemos ressalvar é que a construção do caráter se

inicia na infância e, na adolescência, ele será aprimorado. Aqui o educando deverá aprender a discernir entre o

bem e o mal, o certo e o errado, sempre auxiliado pelo seu preceptor, que, aliás, é imprescindível para que

haja um crescimento pessoal, intelectual e moral do aluno.

O genebrino pensou um projeto de educação que fizesse com que as pessoas pudessem

reconstruir sua identidade, preparando um ser humano que pudesse pensar e agir por conta própria, sem ser

levado pelo pensamento de outrem ou corrompido por uma sociedade artificializada que rege as relações

humanas.

O papel da educação, segundo Rousseau (2004), é contribuir para o crescimento e melhoria das

pessoas, e esta educação começa na família e na escola, para que, a partir da convivência e interação com o

outro, o sujeito possa conviver em sociedade aprendendo a distinguir entre o certo e o errado. Apesar de

muitas de suas ideias ainda não serem bem aceitas na pedagogia atual, Emílio ainda serve como referência

para a formação do “[...] respeito pelo outro, como princípio da sociabilidade moral entre os seres humanos”

(POKOJESKI, 2009, p. 14).

O que o genebrino almeja é um aluno que possua um coração bom, coberto por uma

personalidade formada e amadurecida junto com seu educador; alguém que apresente em sua essência uma

liberdade intelectual, moral e social. Para Rousseau (2004), a criança nessa idade tem um corpo sadio, os

membros ágeis, o espírito justo e sem preconceitos, o coração livre e sem paixões que não perturba ninguém,

vive feliz e livre por meio do que a natureza lhe ofereceu. Portanto, questiona o filósofo: “[...] achais que uma

criança que chegou assim aos quinze anos tenha perdido os anos precedentes?” (ROUSSEAU, 2004, p. 283).

ROMANI, Simone; RAJOBAC, Raimundo. Iluminismo pedagógico: educação e adolescência no Livro III do Emílio de Rousseau. Revista Espaço Acadêmico. Maringá, n. 125, out., 2011, p. 109.

Com concernência aos princípios da regência verbal e ao contexto em que os verbos do último parágrafo estão contidos, pode-se afirmar, com a devida EXATIDÃO, que:
 

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