Em sua obra "A Elite do atraso”, o sociólogo Jessé
Souza realiza uma revisão critica das explicações sobre
o Brasil que, segundo ele, em vez de superar o racismo
e as desigualdades, os recriaram sob nova roupagens,
culturalistas. Tratar-se-ia de uma tradição intelectual que
se apresenta como critica, mas deixa de revisar
profundamente o problema da escravidão e suas
consequências. Isso se revela de diversas formas no
presente, inclusive no desprezo que mantém as elites em
relação aos pobres no Brasil.
Nas palavras o autor:
"Até a década de 1920, o racismo fenotípico, baseado na cor da pele e nos tragos fisionômicos, era reconhecido como ciência tanto internacionalmente quanto nacionalmente. Era ele que esclarecia, por exemplo, a questão fundamental de explicar a diferença de desenvolvimento entre os diversos povos. Pouco a pouco esse tipo de racismo foi criticado e substituído pelo culturalismo. O culturalismo julgava ter vencido o paradigma racista e tê-lo superado por algo não só cientificamente superior, mas também moralmente melhor.
Afinal, não seria mais simplesmente habitar um corpo com certas características fenotípicas ou certa cor de pele que explicaria o comportamento das pessoas, mas, sim, o estoque cultural que ela herda. Essa explicação tornou-se tão dominante que ela rapidamente saiu dos círculos científicos e tomou o senso comum que compõe o conjunto de crenças dominantes compartilhadas pela esmagadora maioria de indivíduos de uma sociedade.
O culturalismo tornou-se uma espécie de "senso comum internacional” para a explicação das diferenças sociais e de desenvolvimento relativo no mundo inteiro. O instante de ouro do culturalismo foi a entronização da teoria da modernização produzida especialmente nos EUA do segundo pós-guerra e disseminada a partir dai no mundo inteiro. Ela explicava precisamente o porquê de algumas sociedades serem ricas e adiantadas e outras pobres e atrasadas" (Souza, 2017, p. 15-16).
Quatro autores da lista a seguir são objeto da critica incisiva de Jessé de Souza. Quais são eles?
1.Celso Furtado.
2.Chico de Oliveira.
3.Gilberto Freyre.
4 Maria de Conceição Tavares.
5.0ctavio lanni.
6.Raymundo Faoro.
7.Roberto DaMatta. 8.Sérgio Buarque de Holanda.
Assinale a alternativa correta:
Nas palavras o autor:
"Até a década de 1920, o racismo fenotípico, baseado na cor da pele e nos tragos fisionômicos, era reconhecido como ciência tanto internacionalmente quanto nacionalmente. Era ele que esclarecia, por exemplo, a questão fundamental de explicar a diferença de desenvolvimento entre os diversos povos. Pouco a pouco esse tipo de racismo foi criticado e substituído pelo culturalismo. O culturalismo julgava ter vencido o paradigma racista e tê-lo superado por algo não só cientificamente superior, mas também moralmente melhor.
Afinal, não seria mais simplesmente habitar um corpo com certas características fenotípicas ou certa cor de pele que explicaria o comportamento das pessoas, mas, sim, o estoque cultural que ela herda. Essa explicação tornou-se tão dominante que ela rapidamente saiu dos círculos científicos e tomou o senso comum que compõe o conjunto de crenças dominantes compartilhadas pela esmagadora maioria de indivíduos de uma sociedade.
O culturalismo tornou-se uma espécie de "senso comum internacional” para a explicação das diferenças sociais e de desenvolvimento relativo no mundo inteiro. O instante de ouro do culturalismo foi a entronização da teoria da modernização produzida especialmente nos EUA do segundo pós-guerra e disseminada a partir dai no mundo inteiro. Ela explicava precisamente o porquê de algumas sociedades serem ricas e adiantadas e outras pobres e atrasadas" (Souza, 2017, p. 15-16).
Quatro autores da lista a seguir são objeto da critica incisiva de Jessé de Souza. Quais são eles?
1.Celso Furtado.
2.Chico de Oliveira.
3.Gilberto Freyre.
4 Maria de Conceição Tavares.
5.0ctavio lanni.
6.Raymundo Faoro.
7.Roberto DaMatta. 8.Sérgio Buarque de Holanda.
Assinale a alternativa correta: