Conforme a historiografia contemporânea sobre a
formação do Estado republicano no Brasil, a transição da
monarquia para a república, em 1889, pode ser compreendida
apenas como um golpe militar sem bases sociais amplas, que,
ao manter a estrutura agrária e as relações de poder oligárquico,
representou uma mera alteração de fachada, sem qualquer
ruptura significativa com o passado imperial no que tange à
exclusão política e social.