Mulher de 75 anos, previamente independente, procura o
ambulatório referindo fraqueza progressiva há um ano. Relata
que até o ano passado conseguia fazer caminhadas no bairro e
realizar
atividades
domésticas
sem
dificuldade,
mas
progressivamente vem apresentando dificuldade para subir
escadas, levantar-se da cadeira sem apoio e carregar sacolas de
compras. Alimenta-se com dieta pobre em proteínas (ingesta
estimada de 0,6 g/kg/dia) e evita exposição solar por medo de
câncer de pele. Nega perda ponderal recente, doenças crônicas
ou uso contínuo de medicamentos. Ao exame físico: lúcida,
orientada, eupneica, sem edemas ou sinais de desnutrição. Força
de preensão palmar (dinamometria) = 14 kg (ponto de corte para
mulheres < 16 kg), velocidade de marcha = 0,6 m/s (ponto de
corte < 0,8 m/s), teste de sentar e levantar 5 vezes =18 segundos
(valor de referência < 15 s). IMC = 22 kg/m², circunferência da
panturrilha = 31 cm. Hemograma, função renal, hepática e
tireoidiana normais. Dosagem sérica de 25-hidroxivitamina D = 18
ng/mL.
Com base nos critérios diagnósticos do Grupo Europeu de Trabalho sobre Sarcopenia em Pessoas Idosas (European Working Group on Sarcopenia in Older People – 2019) e nas recomendações clínicas mais atuais, o diagnóstico e a conduta mais adequados são:
Com base nos critérios diagnósticos do Grupo Europeu de Trabalho sobre Sarcopenia em Pessoas Idosas (European Working Group on Sarcopenia in Older People – 2019) e nas recomendações clínicas mais atuais, o diagnóstico e a conduta mais adequados são: