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4003636 Ano: 2025
Disciplina: Medicina
Banca: IDCAP
Orgão: HEMOBA
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Em consulta ambulatorial para ajuste de terapia, é avaliado um homem de 65 anos com histórico de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2 e infarto agudo do miocárdio há 5 anos, em uso regular de AAS, clopidogrel, atorvastatina, enalapril e metoprolol, é admitido com quadro de insuficiência cardíaca descompensada, perfil "B" (quente e úmido). Após otimização com furosemida intravenosa e vasodilatador, o paciente melhora da congestão e recebe alta. Na consulta de seguimento ambulatorial, ele se encontra euvolêmico, em classe funcional II (NYHA), com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) de 35% em ecocardiograma recente. O médico assistente considera adicionar novos medicamentos ao esquema terapêutico para otimizar o tratamento e reduzir a mortalidade. Considerando as diretrizes atuais para o tratamento da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFER), analise as afirmativas:

I.A introdução de um antagonista do receptor mineralocorticoide, como a espironolactona, está indicada, pois demonstrou redução de mortalidade e hospitalizações em pacientes com ICFER sintomáticos (NYHA II-IV) e FEVE ≤ 35%, desde que a função renal e os níveis de potássio permitam.
II.A substituição do inibidor da ECA (enalapril) por um inibidor da neprilisina e do receptor de angiotensina (INRA), como a associação sacubitril/valsartana, é uma recomendação forte para pacientes que permanecem sintomáticos apesar da terapia tripla otimizada.
III.A adição de um inibidor do cotransportador sódio-glicose 2 (iSGLT2), como a dapagliflozina ou a empagliflozina, é uma terapia fundamental que demonstrou reduzir desfechos cardiovasculares (morte e hospitalização por IC) em pacientes com ICFER, independentemente da presença de diabetes.

Está correto o que se afirma em:
 

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Médico - Clínica Geral

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