A globalização, intensificada no final do século XX, produziu novas formas de interdependência econômica, cultural e tecnológica, mas também consolidou hierarquias geopolíticas e desigualdades estruturais persistentes. Milton Santos caracteriza esse processo como “globalização perversa”, subordinada à lógica do capital financeiro e à manutenção de periferias dependentes, enquanto David Harvey aponta a compressão espaço-tempo e a reconfiguração das escalas de poder como dimensões centrais. Nesse contexto, blocos econômicos como União Europeia, Mercosul e Nafta emergiram como estratégias de integração regional, ainda que limitadas por assimetrias internas, tensões políticas e fragilidades institucionais.
À luz dessas interpretações críticas, assinale a proposição mais consistente com a literatura especializada: