Responda à questão com base no seguinte
poema:
A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem uma esperança
sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.
No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
Fonte: Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando
Pessoa. Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990).
I. O verso No rumor do cais, no bulício do rio apresenta um recurso de linguagem que evoca a sensação auditiva, criando uma espécie de sinestesia com o movimento.
II. No poema, a alternância entre O que tem que ser e O que tem que não ser pode ser interpretada como uma oposição entre fatalismo e liberdade de escolha.
Pode-se afirmar que: