Nos currículos escolares brasileiros – inclusive nos cursos de
Licenciatura em História –, a História do Brasil frequentemente
ocupa pouco espaço. As questões nacionais são negligenciadas,
e as explicações históricas centradas na Europa ganham maior
relevância do que a história nacional e local, tornando a história
do Brasil apenas um apêndice periférico da história global.
Nos últimos anos, tem-se observado um esforço no debate e
nas discussões sobre o pressuposto eurocêntrico no ensino e
na pesquisa. No entanto, a base epistemológica de formação
dos professores de História pouco se alterou. O que existe são
iniciativas individuais ou de grupos isolados que vêm repensando
o ensino e a pesquisa, ampliando o leque de possibilidades por
meio da contextualização da vida em sociedade e da articulação
entre a história individual e a história coletiva a partir de uma
perspectiva regional e local. Esse movimento, fundamentado
na relação entre passado e presente, busca considerar as
contribuições europeias, indígenas e africanas no processo de
construção, compreensão e reinterpretação da história do Brasil.
BITTENCOURT, C. M. F. Ensino de História: fundamentos e métodos.
São Paulo: Cortez, 2004 (adaptado