A chamada “ordem vestfaliana” consolidou-se,
sobretudo no século XX, como narrativa estruturante da
gênese da soberania territorial moderna. A
historiografia crítica (Osiander, Teschke, Krasner,
Philpott) enfatiza que os tratados de 1648 surgiram
como acomodações político-confessionais regionais,
com arranjos dinásticos heterogêneos, jurisdições
compostas e racionalidades ainda ligadas ao Antigo
Regime, cujas interpretações posteriores projetaram
coerências sistêmicas inexistentes à época. Assinale a
alternativa plenamente compatível com esse
enquadramento.