“A Revolução Francesa não foi feita ou liderada por um partido ou movimento
organizado, no sentido moderno, nem por homens que estivessem tentando levar a cabo um programa
estruturado. Nem mesmo chegou a ter ‘líderes’ do tipo que as revoluções do século XX nos têm
apresentado, até o surgimento da figura pós-revolucionária de Napoleão. Não obstante, um
surpreendente consenso de ideias gerais entre um grupo social bastante coerente deu ao movimento
revolucionário uma unidade efetiva. O grupo era a ‘burguesia’; suas ideias eram as do liberalismo
clássico, conforme formuladas pelos ‘filósofos’ e ‘economistas’ e difundidas pela maçonaria e
associações informais. Até este ponto os ‘filósofos’ podem ser, com justiça, considerados responsáveis
pela Revolução. Ela teria ocorrido sem eles; mas eles provavelmente constituíram a diferença entre
um simples colapso de um velho regime e a sua substituição rápida e efetiva por um novo. Em sua
forma mais geral, a ideologia de 1789 era a maçônica, expressa com tão sublime inocência na Flauta
Mágica de Mozart (1791), uma das primeiras grandes obras de arte propagandísticas de uma época
em que as mais altas realizações artísticas pertenceram tantas vezes à propaganda. Mais
especificamente, as exigências do burguês foram delineadas na famosa Declaração dos Direitos do
Homem e do Cidadão, de 1789”.
Fonte: HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções. 9.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
Sobre as considerações realizadas pelo autor sobre a Revolução Francesa, assinale a alternativa INCORRETA.
Fonte: HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções. 9.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
Sobre as considerações realizadas pelo autor sobre a Revolução Francesa, assinale a alternativa INCORRETA.