O Sétimo Selo (1956), de Ingmar Bergman, trata da volta ao castelo de origem de um cavaleiro e de seu escudeiro que haviam participado do movimento das Cruzadas. O cavaleiro é abordado pela morte (personificada em um homem todo vestido de preto) e, antes que ele seja por ela levado, eles disputam uma partida de xadrez. Como o cavaleiro vence, são-lhe permitidos mais alguns dias de vida até uma nova disputa. (...)
De Mario Monicelli, O Incrível Exército de Brancaleone é, em tom de sátira, narrativa da crise do feudalismo europeu, em que, com o aumento do número de servos desocupados e nobres sem terra, os valores cavalheirescos se tornam, nessas circunstâncias, anacrônicos e cômicos. (...)
De Jean Jacques Annaud, O Nome da Rosa, embasado no livro de Umberto Eco, ao focalizar a vida dentro de um mosteiro, revela correntes de pensamento da Igreja medieval e práticas da Inquisição, cenário em que um monge franciscano representa o intelectual renascentista, humanista e racional.
José Jobson Arruda. Nova história moderna e contemporânea. Bauru:
EDUSC; São Paulo: Bandeirantes Gráfica, 2004, p. 20 (com adaptações).
Tendo esses fragmentos de texto como referência, julgue o item a seguir.
Presença central no filme de Bergmam citado no primeiro fragmento de texto, as Cruzadas podem ser definidas como movimento de expansão da Europa feudal em crise e, como tal, desprovidas de motivação religiosa e de sentido social.