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É lastimável quando alguém simplifica em demasia as realidades complexas: perde a proporção dos fatos e se
põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. Enquanto essas simplificações permanecem nos limites do
idiossincrático, parece não haver maiores problemas, afinal cada um acredita naquilo que bem lhe apraz. Contudo, quando
essas simplificações ultrapassam tais limites e começam a sustentar ações para além do idiossincrático, a situação se torna,
no mínimo, preocupante.
É o que tem ocorrido ultimamente com certa discussão em torno da língua. Nessa área, há, sem dúvida, questões
maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política
linguística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós.
Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngue do país (o fato de o português ser
hegemônico não nos deve cegar para as muitas línguas indígenas, europeias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que
constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade
do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea.
Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos linguísticos que afetam
nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à
pesquisa científica da complexa realidade linguística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com
isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma-padrão real, bem como das demais
variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar
(hoje tão precarizado) ao padrão oral e escrito.
Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira
simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras da língua inglesa em
nosso cotidiano.
Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico
(composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d’água (algumas
poucas dezenas) num imenso oceano.
Mostra-nos ainda mais (e aqui um dado fundamental): muitos deles, pelas próprias ações dos falantes, estão já em
pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).
Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1305200117.htm. Acesso em 11 nov.2023. Adaptado.
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É lastimável quando alguém simplifica em demasia as realidades complexas: perde a proporção dos fatos e se
põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. Enquanto essas simplificações permanecem nos limites do
idiossincrático, parece não haver maiores problemas, afinal cada um acredita naquilo que bem lhe apraz. Contudo, quando
essas simplificações ultrapassam tais limites e começam a sustentar ações para além do idiossincrático, a situação se torna,
no mínimo, preocupante.
É o que tem ocorrido ultimamente com certa discussão em torno da língua. Nessa área, há, sem dúvida, questões
maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política
linguística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós.
Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngue do país (o fato de o português ser
hegemônico não nos deve cegar para as muitas línguas indígenas, europeias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que
constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade
do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea.
Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos linguísticos que afetam
nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à
pesquisa científica da complexa realidade linguística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com
isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma-padrão real, bem como das demais
variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar
(hoje tão precarizado) ao padrão oral e escrito.
Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira
simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras da língua inglesa em
nosso cotidiano.
Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico
(composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d’água (algumas
poucas dezenas) num imenso oceano.
Mostra-nos ainda mais (e aqui um dado fundamental): muitos deles, pelas próprias ações dos falantes, estão já em
pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).
Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1305200117.htm. Acesso em 11 nov.2023. Adaptado.
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É lastimável quando alguém simplifica em demasia as realidades complexas: perde a proporção dos fatos e se
põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. Enquanto essas simplificações permanecem nos limites do
idiossincrático, parece não haver maiores problemas, afinal cada um acredita naquilo que bem lhe apraz. Contudo, quando
essas simplificações ultrapassam tais limites e começam a sustentar ações para além do idiossincrático, a situação se torna,
no mínimo, preocupante.
É o que tem ocorrido ultimamente com certa discussão em torno da língua. Nessa área, há, sem dúvida, questões
maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política
linguística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós.
Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngue do país (o fato de o português ser
hegemônico não nos deve cegar para as muitas línguas indígenas, europeias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que
constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade
do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea.
Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos linguísticos que afetam
nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à
pesquisa científica da complexa realidade linguística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com
isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma-padrão real, bem como das demais
variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar
(hoje tão precarizado) ao padrão oral e escrito.
Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira
simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras da língua inglesa em
nosso cotidiano.
Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico
(composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d’água (algumas
poucas dezenas) num imenso oceano.
Mostra-nos ainda mais (e aqui um dado fundamental): muitos deles, pelas próprias ações dos falantes, estão já em
pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).
Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1305200117.htm. Acesso em 11 nov.2023. Adaptado.
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É lastimável quando alguém simplifica em demasia as realidades complexas: perde a proporção dos fatos e se
põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. Enquanto essas simplificações permanecem nos limites do
idiossincrático, parece não haver maiores problemas, afinal cada um acredita naquilo que bem lhe apraz. Contudo, quando
essas simplificações ultrapassam tais limites e começam a sustentar ações para além do idiossincrático, a situação se torna,
no mínimo, preocupante.
É o que tem ocorrido ultimamente com certa discussão em torno da língua. Nessa área, há, sem dúvida, questões
maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política
linguística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós.
Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngue do país (o fato de o português ser
hegemônico não nos deve cegar para as muitas línguas indígenas, europeias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que
constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade
do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea.
Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos linguísticos que afetam
nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à
pesquisa científica da complexa realidade linguística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com
isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma-padrão real, bem como das demais
variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar
(hoje tão precarizado) ao padrão oral e escrito.
Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira
simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras da língua inglesa em
nosso cotidiano.
Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico
(composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d’água (algumas
poucas dezenas) num imenso oceano.
Mostra-nos ainda mais (e aqui um dado fundamental): muitos deles, pelas próprias ações dos falantes, estão já em
pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).
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- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Modo
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Número
- MorfologiaVerbosConjugaçãoFlexão Verbal de Tempo
É lastimável quando alguém simplifica em demasia as realidades complexas: perde a proporção dos fatos e se
põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. Enquanto essas simplificações permanecem nos limites do
idiossincrático, parece não haver maiores problemas, afinal cada um acredita naquilo que bem lhe apraz. Contudo, quando
essas simplificações ultrapassam tais limites e começam a sustentar ações para além do idiossincrático, a situação se torna,
no mínimo, preocupante.
É o que tem ocorrido ultimamente com certa discussão em torno da língua. Nessa área, há, sem dúvida, questões
maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política
linguística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós.
Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngue do país (o fato de o português ser
hegemônico não nos deve cegar para as muitas línguas indígenas, europeias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que
constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade
do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea.
Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos linguísticos que afetam
nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à
pesquisa científica da complexa realidade linguística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com
isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma-padrão real, bem como das demais
variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar
(hoje tão precarizado) ao padrão oral e escrito.
Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira
simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras da língua inglesa em
nosso cotidiano.
Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico
(composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d’água (algumas
poucas dezenas) num imenso oceano.
Mostra-nos ainda mais (e aqui um dado fundamental): muitos deles, pelas próprias ações dos falantes, estão já em
pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).
Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1305200117.htm. Acesso em 11 nov.2023. Adaptado.
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É lastimável quando alguém simplifica em demasia as realidades complexas: perde a proporção dos fatos e se
põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. Enquanto essas simplificações permanecem nos limites do
idiossincrático, parece não haver maiores problemas, afinal cada um acredita naquilo que bem lhe apraz. Contudo, quando
essas simplificações ultrapassam tais limites e começam a sustentar ações para além do idiossincrático, a situação se torna,
no mínimo, preocupante.
É o que tem ocorrido ultimamente com certa discussão em torno da língua. Nessa área, há, sem dúvida, questões
maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política
linguística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós.
Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngue do país (o fato de o português ser
hegemônico não nos deve cegar para as muitas línguas indígenas, europeias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que
constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade
do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea.
Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos linguísticos que afetam
nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à
pesquisa científica da complexa realidade linguística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com
isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma-padrão real, bem como das demais
variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar
(hoje tão precarizado) ao padrão oral e escrito.
Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira
simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras da língua inglesa em
nosso cotidiano.
Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico
(composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d’água (algumas
poucas dezenas) num imenso oceano.
Mostra-nos ainda mais (e aqui um dado fundamental): muitos deles, pelas próprias ações dos falantes, estão já em
pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).
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põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. Enquanto essas simplificações permanecem nos limites do
idiossincrático, parece não haver maiores problemas, afinal cada um acredita naquilo que bem lhe apraz. Contudo, quando
essas simplificações ultrapassam tais limites e começam a sustentar ações para além do idiossincrático, a situação se torna,
no mínimo, preocupante.
É o que tem ocorrido ultimamente com certa discussão em torno da língua. Nessa área, há, sem dúvida, questões
maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política
linguística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós.
Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngue do país (o fato de o português ser
hegemônico não nos deve cegar para as muitas línguas indígenas, europeias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que
constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade
do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea.
Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos linguísticos que afetam
nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à
pesquisa científica da complexa realidade linguística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com
isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma-padrão real, bem como das demais
variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar
(hoje tão precarizado) ao padrão oral e escrito.
Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira
simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras da língua inglesa em
nosso cotidiano.
Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico
(composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d’água (algumas
poucas dezenas) num imenso oceano.
Mostra-nos ainda mais (e aqui um dado fundamental): muitos deles, pelas próprias ações dos falantes, estão já em
pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).
Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1305200117.htm. Acesso em 11 nov.2023. Adaptado.
“Enquanto essas simplificações permanecem nos limites do idiossincrático, parece não haver maiores problemas, afinal cada um acredita naquilo que bem lhe apraz. Contudo, quando essas simplificações ultrapassam tais limites e começam a sustentar ações para além do idiossincrático, a situação se torna, no mínimo, preocupante.” (linhas 2 a 5)
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É lastimável quando alguém simplifica em demasia as realidades complexas: perde a proporção dos fatos e se
põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. Enquanto essas simplificações permanecem nos limites do
idiossincrático, parece não haver maiores problemas, afinal cada um acredita naquilo que bem lhe apraz. Contudo, quando
essas simplificações ultrapassam tais limites e começam a sustentar ações para além do idiossincrático, a situação se torna,
no mínimo, preocupante.
É o que tem ocorrido ultimamente com certa discussão em torno da língua. Nessa área, há, sem dúvida, questões
maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política
linguística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós.
Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngue do país (o fato de o português ser
hegemônico não nos deve cegar para as muitas línguas indígenas, europeias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que
constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade
do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea.
Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos linguísticos que afetam
nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à
pesquisa científica da complexa realidade linguística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com
isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma-padrão real, bem como das demais
variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar
(hoje tão precarizado) ao padrão oral e escrito.
Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira
simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras da língua inglesa em
nosso cotidiano.
Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico
(composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d’água (algumas
poucas dezenas) num imenso oceano.
Mostra-nos ainda mais (e aqui um dado fundamental): muitos deles, pelas próprias ações dos falantes, estão já em
pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).
Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1305200117.htm. Acesso em 11 nov.2023. Adaptado.
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É lastimável quando alguém simplifica em demasia as realidades complexas: perde a proporção dos fatos e se
põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. Enquanto essas simplificações permanecem nos limites do
idiossincrático, parece não haver maiores problemas, afinal cada um acredita naquilo que bem lhe apraz. Contudo, quando
essas simplificações ultrapassam tais limites e começam a sustentar ações para além do idiossincrático, a situação se torna,
no mínimo, preocupante.
É o que tem ocorrido ultimamente com certa discussão em torno da língua. Nessa área, há, sem dúvida, questões
maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política
linguística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós.
Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngue do país (o fato de o português ser
hegemônico não nos deve cegar para as muitas línguas indígenas, europeias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que
constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade
do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea.
Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos linguísticos que afetam
nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à
pesquisa científica da complexa realidade linguística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com
isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma-padrão real, bem como das demais
variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar
(hoje tão precarizado) ao padrão oral e escrito.
Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira
simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras da língua inglesa em
nosso cotidiano.
Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico
(composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d’água (algumas
poucas dezenas) num imenso oceano.
Mostra-nos ainda mais (e aqui um dado fundamental): muitos deles, pelas próprias ações dos falantes, estão já em
pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).
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põe a fazer afirmações desprovidas de qualquer fundamento. Enquanto essas simplificações permanecem nos limites do
idiossincrático, parece não haver maiores problemas, afinal cada um acredita naquilo que bem lhe apraz. Contudo, quando
essas simplificações ultrapassam tais limites e começam a sustentar ações para além do idiossincrático, a situação se torna,
no mínimo, preocupante.
É o que tem ocorrido ultimamente com certa discussão em torno da língua. Nessa área, há, sem dúvida, questões
maiúsculas a serem enfrentadas. O Brasil precisa desencadear um amplo debate com vista à elaboração de uma nova política
linguística para si, superando os efeitos deletérios de uma situação ainda muito mal resolvida entre nós.
Essa nova política deverá, entre outros aspectos, reconhecer o caráter multilíngue do país (o fato de o português ser
hegemônico não nos deve cegar para as muitas línguas indígenas, europeias e asiáticas que aqui se falam, multiplicidade que
constitui parte significativa do patrimônio cultural brasileiro). Ao mesmo tempo, deverá reconhecer a grande e rica diversidade
do português falado aqui, vencendo, de vez, o mito da língua única e homogênea.
Será preciso incluir, nessa nova política, um combate sistemático a todos os preconceitos linguísticos que afetam
nossas relações sociais e que constituem pesado fator de exclusão social. E incluir, ainda, um incentivo permanente à
pesquisa científica da complexa realidade linguística nacional e à ampla divulgação de seus resultados, estimulando com
isso, por exemplo, um registro mais adequado, em gramáticas e dicionários, da norma-padrão real, bem como das demais
variedades do português, viabilizando uma comparação sistemática de todas elas, como forma de subsidiar o acesso escolar
(hoje tão precarizado) ao padrão oral e escrito.
Apesar de termos essas tarefas maiúsculas à frente, foi uma questão minúscula que, a partir de uma grosseira
simplificação dos fatos, acabou por tomar corpo em prejuízo de todo o resto: a presença de palavras da língua inglesa em
nosso cotidiano.
Uma observação cuidadosa e honesta dos fatos nos mostra que, proporcionalmente ao tamanho do nosso léxico
(composto por cerca de 500 mil palavras), esses estrangeirismos não passam de uma insignificante gota d’água (algumas
poucas dezenas) num imenso oceano.
Mostra-nos ainda mais (e aqui um dado fundamental): muitos deles, pelas próprias ações dos falantes, estão já em
pleno refluxo (a maioria terá, como em qualquer outra época da história da língua, vida efêmera).
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