Foram encontradas 30 questões.
“Em matéria de amor, deixa-se o homem inteligente embalar por estranhas ilusões. As mulheres são para ele entes de mais elevada natureza que a sua, ou pelo menos ele empresta-lhes as próprias ideias, supõe-lhes um coração como o seu, imagina-as capazes, como ele, de generosidade, nobreza e grandeza. Imagina que para agradar-lhes é preciso ter qualidades acima do vulgar. Respeitoso até à timidez, não ousa exprimir o seu amor em palavras; exala-o por meio de uma não interrompida série de meigos cuidados, ternos respeitos e atenções delicadas. Como nada quer à custa de uma indignidade, não se conserva continuamente ao pé daquela que ama, não a persegue, não a fatiga com a sua presença. O tolo, porém, não tem desses escrúpulos. A intrépida opinião que ele tem de si próprio o reveste de sangue frio e segurança. Satisfeito de si, nada lhe paralisa a audácia. Mostra a todos que a ama, e solicita com instância provas de amor. Para fazer-se notar daquela que ama, importuna-a, acompanha-a nas ruas, vigia-a nas igrejas e espia-a nos espetáculos. Arma-lhe laços grosseiros”.
(Texto com adaptações).
No trecho “o tolo, porém, não tem desses escrúpulos”, a conjunção “porém” pode ser classificada como:
Provas
“Em matéria de amor, deixa-se o homem inteligente embalar por estranhas ilusões. As mulheres são para ele entes de mais elevada natureza que a sua, ou pelo menos ele empresta-lhes as próprias ideias, supõe-lhes um coração como o seu, imagina-as capazes, como ele, de generosidade, nobreza e grandeza. Imagina que para agradar-lhes é preciso ter qualidades acima do vulgar. Respeitoso até à timidez, não ousa exprimir o seu amor em palavras; exala-o por meio de uma não interrompida série de meigos cuidados, ternos respeitos e atenções delicadas. Como nada quer à custa de uma indignidade, não se conserva continuamente ao pé daquela que ama, não a persegue, não a fatiga com a sua presença. O tolo, porém, não tem desses escrúpulos. A intrépida opinião que ele tem de si próprio o reveste de sangue frio e segurança. Satisfeito de si, nada lhe paralisa a audácia. Mostra a todos que a ama, e solicita com instância provas de amor. Para fazer-se notar daquela que ama, importuna-a, acompanha-a nas ruas, vigia-a nas igrejas e espia-a nos espetáculos. Arma-lhe laços grosseiros”.
(Texto com adaptações).
Na expressão “qualidades acima do vulgar”, o termo “vulgar” poderia ser substituído, sem prejuízo ao sentido pretendido pelo autor, por:
Provas
“Em matéria de amor, deixa-se o homem inteligente embalar por estranhas ilusões. As mulheres são para ele entes de mais elevada natureza que a sua, ou pelo menos ele empresta-lhes as próprias ideias, supõe-lhes um coração como o seu, imagina-as capazes, como ele, de generosidade, nobreza e grandeza. Imagina que para agradar-lhes é preciso ter qualidades acima do vulgar. Respeitoso até à timidez, não ousa exprimir o seu amor em palavras; exala-o por meio de uma não interrompida série de meigos cuidados, ternos respeitos e atenções delicadas. Como nada quer à custa de uma indignidade, não se conserva continuamente ao pé daquela que ama, não a persegue, não a fatiga com a sua presença. O tolo, porém, não tem desses escrúpulos. A intrépida opinião que ele tem de si próprio o reveste de sangue frio e segurança. Satisfeito de si, nada lhe paralisa a audácia. Mostra a todos que a ama, e solicita com instância provas de amor. Para fazer-se notar daquela que ama, importuna-a, acompanha-a nas ruas, vigia-a nas igrejas e espia-a nos espetáculos. Arma-lhe laços grosseiros”.
(Texto com adaptações).
Nos verbos “empresta-lhes”, “supõe-lhes” e “agradar- lhes”, empregados no trecho selecionado, o pronome “lhes” retoma no texto o substantivo:
Provas
“Em matéria de amor, deixa-se o homem inteligente embalar por estranhas ilusões. As mulheres são para ele entes de mais elevada natureza que a sua, ou pelo menos ele empresta-lhes as próprias ideias, supõe-lhes um coração como o seu, imagina-as capazes, como ele, de generosidade, nobreza e grandeza. Imagina que para agradar-lhes é preciso ter qualidades acima do vulgar. Respeitoso até à timidez, não ousa exprimir o seu amor em palavras; exala-o por meio de uma não interrompida série de meigos cuidados, ternos respeitos e atenções delicadas. Como nada quer à custa de uma indignidade, não se conserva continuamente ao pé daquela que ama, não a persegue, não a fatiga com a sua presença. O tolo, porém, não tem desses escrúpulos. A intrépida opinião que ele tem de si próprio o reveste de sangue frio e segurança. Satisfeito de si, nada lhe paralisa a audácia. Mostra a todos que a ama, e solicita com instância provas de amor. Para fazer-se notar daquela que ama, importuna-a, acompanha-a nas ruas, vigia-a nas igrejas e espia-a nos espetáculos. Arma-lhe laços grosseiros”.
(Texto com adaptações).
No trecho “deixa-se o homem inteligente embalar”, a partícula “-se”, presente em “deixa-se”, exerce a função de:
Provas
“Em matéria de amor, deixa-se o homem inteligente embalar por estranhas ilusões. As mulheres são para ele entes de mais elevada natureza que a sua, ou pelo menos ele empresta-lhes as próprias ideias, supõe-lhes um coração como o seu, imagina-as capazes, como ele, de generosidade, nobreza e grandeza. Imagina que para agradar-lhes é preciso ter qualidades acima do vulgar. Respeitoso até à timidez, não ousa exprimir o seu amor em palavras; exala-o por meio de uma não interrompida série de meigos cuidados, ternos respeitos e atenções delicadas. Como nada quer à custa de uma indignidade, não se conserva continuamente ao pé daquela que ama, não a persegue, não a fatiga com a sua presença. O tolo, porém, não tem desses escrúpulos. A intrépida opinião que ele tem de si próprio o reveste de sangue frio e segurança. Satisfeito de si, nada lhe paralisa a audácia. Mostra a todos que a ama, e solicita com instância provas de amor. Para fazer-se notar daquela que ama, importuna-a, acompanha-a nas ruas, vigia-a nas igrejas e espia-a nos espetáculos. Arma-lhe laços grosseiros”.
(Texto com adaptações).
Em relação à interpretação do texto, pode-se afirmar que o seu autor:
Provas
“Como os pavões andassem em época de muda, uma gralha teve a ideia de aproveitar as penas caídas. – Enfeito-me com estas penas e viro pavão! Disse e fez. Ornamentou-se com as lindas penas de olhos azuis e saiu pavoneando por ali a fora, rumo ao terreiro das gralhas, na certeza de produzir um maravilhoso efeito. Mas o trunfo lhe saiu às avessas. As gralhas perceberam o embuste, riram-se dela e enxotaram-na à força de bicadas. Corrida assim dali, dirigiu-se ao terreiro dos pavões pensando lá consigo: – Fui tola. Desde que tenho penas de pavão, pavão sou e só entre pavões poderei viver. Mau cálculo. No terreiro dos pavões coisa igual lhe aconteceu. Os pavões de verdade reconheceram o pavão de mentira e também a correram de lá sem dó. E a pobre tola, bicada e esfolada, ficou sozinha no mundo. Deixou de ser gralha e não chegou a ser pavão, conseguindo apenas o ódio de umas e o desprezo de outros”.
(Texto com adaptações).
Na última oração do texto – “conseguindo apenas o ódio de umas e o desprezo de outros” –, os termos “umas” e “outros” dizem respeito, respectivamente, a:
Provas
“Como os pavões andassem em época de muda, uma gralha teve a ideia de aproveitar as penas caídas. – Enfeito-me com estas penas e viro pavão! Disse e fez. Ornamentou-se com as lindas penas de olhos azuis e saiu pavoneando por ali a fora, rumo ao terreiro das gralhas, na certeza de produzir um maravilhoso efeito. Mas o trunfo lhe saiu às avessas. As gralhas perceberam o embuste, riram-se dela e enxotaram-na à força de bicadas. Corrida assim dali, dirigiu-se ao terreiro dos pavões pensando lá consigo: – Fui tola. Desde que tenho penas de pavão, pavão sou e só entre pavões poderei viver. Mau cálculo. No terreiro dos pavões coisa igual lhe aconteceu. Os pavões de verdade reconheceram o pavão de mentira e também a correram de lá sem dó. E a pobre tola, bicada e esfolada, ficou sozinha no mundo. Deixou de ser gralha e não chegou a ser pavão, conseguindo apenas o ódio de umas e o desprezo de outros”.
(Texto com adaptações).
Em seu texto, Monteiro Lobato afirma que, para a gralha da história, “o trunfo lhe saiu às avessas”. Marque a alternativa que indica uma expressão equivalente.
Provas
“Como os pavões andassem em época de muda, uma gralha teve a ideia de aproveitar as penas caídas. – Enfeito-me com estas penas e viro pavão! Disse e fez. Ornamentou-se com as lindas penas de olhos azuis e saiu pavoneando por ali a fora, rumo ao terreiro das gralhas, na certeza de produzir um maravilhoso efeito. Mas o trunfo lhe saiu às avessas. As gralhas perceberam o embuste, riram-se dela e enxotaram-na à força de bicadas. Corrida assim dali, dirigiu-se ao terreiro dos pavões pensando lá consigo: – Fui tola. Desde que tenho penas de pavão, pavão sou e só entre pavões poderei viver. Mau cálculo. No terreiro dos pavões coisa igual lhe aconteceu. Os pavões de verdade reconheceram o pavão de mentira e também a correram de lá sem dó. E a pobre tola, bicada e esfolada, ficou sozinha no mundo. Deixou de ser gralha e não chegou a ser pavão, conseguindo apenas o ódio de umas e o desprezo de outros”.
(Texto com adaptações).
Em dois momentos do texto, o autor emprega o sinal de pontuação denominado travessão. Em ambos os casos, esse sinal é utilizado no texto para:
Provas
“Como os pavões andassem em época de muda, uma gralha teve a ideia de aproveitar as penas caídas. – Enfeito-me com estas penas e viro pavão! Disse e fez. Ornamentou-se com as lindas penas de olhos azuis e saiu pavoneando por ali a fora, rumo ao terreiro das gralhas, na certeza de produzir um maravilhoso efeito. Mas o trunfo lhe saiu às avessas. As gralhas perceberam o embuste, riram-se dela e enxotaram-na à força de bicadas. Corrida assim dali, dirigiu-se ao terreiro dos pavões pensando lá consigo: – Fui tola. Desde que tenho penas de pavão, pavão sou e só entre pavões poderei viver. Mau cálculo. No terreiro dos pavões coisa igual lhe aconteceu. Os pavões de verdade reconheceram o pavão de mentira e também a correram de lá sem dó. E a pobre tola, bicada e esfolada, ficou sozinha no mundo. Deixou de ser gralha e não chegou a ser pavão, conseguindo apenas o ódio de umas e o desprezo de outros”.
(Texto com adaptações).
No trecho “enfeito-me com estas penas e viro pavão”, os dois verbos, embora conjugados no tempo presente do indicativo, servem para indicar:
Provas
“Como os pavões andassem em época de muda, uma gralha teve a ideia de aproveitar as penas caídas. – Enfeito-me com estas penas e viro pavão! Disse e fez. Ornamentou-se com as lindas penas de olhos azuis e saiu pavoneando por ali a fora, rumo ao terreiro das gralhas, na certeza de produzir um maravilhoso efeito. Mas o trunfo lhe saiu às avessas. As gralhas perceberam o embuste, riram-se dela e enxotaram-na à força de bicadas. Corrida assim dali, dirigiu-se ao terreiro dos pavões pensando lá consigo: – Fui tola. Desde que tenho penas de pavão, pavão sou e só entre pavões poderei viver. Mau cálculo. No terreiro dos pavões coisa igual lhe aconteceu. Os pavões de verdade reconheceram o pavão de mentira e também a correram de lá sem dó. E a pobre tola, bicada e esfolada, ficou sozinha no mundo. Deixou de ser gralha e não chegou a ser pavão, conseguindo apenas o ódio de umas e o desprezo de outros”.
(Texto com adaptações).
Quanto à interpretação do texto, marque a alternativa que contém uma frase que melhor resume a moral da história.
Provas
Caderno Container