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Respondida
A sala de aula é um espaço privilegiado de negociações e de produção de novos sentidos e significados a respeito, principalmente, dos diferentes conceitos escolares. Isso acontece em uma rede interativa complexa. Para Vygotsky, educar é nutrir possibilidades relacionais. Nessa perspectiva, compete ao professor
Respondida
Para Vygotsky, “é muito mais importante ensinar a criança a pensar do que comunicar a ela determinados conhecimentos”. Na escola, a criança deveria aprender a transformar uma capacidade “em si” em uma capacidade “para si”, cabendo ao professor criar as condições para que os processos cognitivos se desenvolvam, “mas sem implantá-los diretamente na criança”. Diante do exposto, é correto afirmar que
A
o que a criança é capaz de fazer hoje em cooperação, será capaz de fazer sozinha amanhã. Portanto, o único tipo positivo de aprendizado é aquele que caminha à frente do desenvolvimento, servindo-lhe de guia; deve voltar-se não tanto para as funções já maduras, mas principalmente para as funções em amadurecimento. O aprendizado deve ser orientado para o futuro e não para o passado.
B
a educação deve ser planejada passo a passo, de modo a obter os resultados desejados na modelagem do aluno. O ideal é que haja reforço para a aprendizagem: positivo (recompensa) ou negativo (ação que evita uma consequência indesejada).
C
a prática escolar deve imitar os processos da natureza. Nas relações entre professor e aluno, devem ser consideradas as possibilidades e os interesses da criança. A organização do tempo e do currículo leva em conta os limites do corpo e a necessidade, tanto dos alunos quanto dos professores, de ter outras atividades.
D
a educação livresca, do livro didático, propiciada pela cultura tipográfica e pela imprensa é transformada em instrução, possibilitando o cancelamento das particularidades e subjetividades em proveito da homogeneidade, da uniformidade e da abstração.
E
a tecnologia impressa dá ao homem a primeira máquina de ensinar, o livro. Também, hoje, há guias e manuais de ensino que prescrevem como deve ser a condução do trabalho educacional. Aprender significa aceitar e fixar na memória ou no hábito um fato ou uma habilidade. Ensinar é uma doutrinação daquele fato ou conceito
Respondida
A avaliação, segundo Cláudia de Oliveira Fernandes e Luiz Carlos de Freitas, é uma das atividades do processo pedagógico e deve ocorrer em consonância com os princípios de aprendizagem adotados e com a função que a educação escolar tenha na sociedade. A avaliação é uma atividade que envolve legitimidade técnica e política. Tradicionalmente, as experiências brasileiras em avaliação do desempenho escolar são marcadas por uma concepção que
A
tem a marca da lógica da inclusão, do diálogo, da construção da autonomia, da mediação, da participação, da construção da responsabilidade com o coletivo. Essa concepção de avaliação parte do princípio de que todas as pessoas são capazes de aprender e de que as ações educativas, as estratégias de ensino, os conteúdos das disciplinas devem ser planejados a partir dessas infinitas possibilidades de aprender dos estudantes.
B
classifica as aprendizagens em certas ou erradas e, dessa forma, termina por separar aqueles estudantes que aprenderam os conteúdos programados para a série em que se encontram daqueles que não aprenderam. Essa perspectiva de avaliação classificatória e seletiva, muitas vezes, torna-se um fator de exclusão escolar.
C
está fundamentada por princípios, a saber: avaliação a serviço da ação, ou seja, avaliação que prevê a melhoria da aprendizagem e do ensino; avaliação como projeto de futuro. O professor interpreta a prova não para saber o que o aluno não sabe, mas para pensar em quais estratégias pedagógicas ele deverá desenvolver para atender esse aluno; avaliação para o reconhecimento do aluno.
D
inclui, promove crescimento, desenvolve possibilidades para que os sujeitos realizem aprendizagens vida afora; socializa experiências, perpetua e constrói cultura. O papel da avaliação não é o de classificar e selecionar os estudantes, mas sim o de auxiliar professores e estudantes a compreenderem, de forma mais organizada, seus processos de ensinar e aprender.
E
não a concebe como algo distinto do processo de aprendizagem. Os estudantes aprendem de variadas formas, em tempos nem sempre tão homogêneos, a partir de diferentes vivências pessoais e experiências anteriores.
Respondida
A chave, tanto para a reorganização do conhecimento escolar em currículo, quanto para o próprio desenvolvimento deste, é a clareza quanto ao papel da aquisição de competências e habilidades na formação do cidadão. Nessa perspectiva, é correto afirmar que as competências e habilidades
A
implicam uma concepção tarefeira de aprendizagem, em que o professor é convertido em espécie de adestrador e o aluno em repetidor. As competências e habilidades possibilitam e geram os desempenhos, confundindo-se com eles.
B
surgem na concepção pedagógica em que o foco da
ação escolar está exatamente no ensino e não na aprendizagem, em que o professor desempenha o importante papel de orientador, cabendo ao aluno uma participação passiva e constante no processo de elaboração e sedimentação de seu próprio conhecimento.
C
pressupõem o abandono dos conteúdos ditos escolares, uma vez que as estruturas da inteligência se formam e se reorganizam na ação consciente sobre o mundo, sobre os fenômenos naturais, sociais e culturais. Há um permanente tecer e entretecer de competências, desempenho e experiências, de alto poder explicativo, que atuam como ferramentas intelectuais no confronto com a realidade.
D
não implicam uma aprendizagem mecânica. Competências e habilidades são modalidades estruturais da inteligência; são os esquemas mentais de que afirma Piaget, constituindo antes um conjunto de potencialidades e possibilidades do que de resultados ou desempenhos.
E
implicam também a aquisição dos conhecimentos escolares presentes nos conjuntos de definições a serem memorizados e transmitidos pela aula expositiva, pelo livro didático, pelo quadro de giz, pelo caderno ou pela prova. Discorrer ou até ouvir alguém discorrer sobre um conceito, procedimento ou teoria habilita o estudante a agir no momento em que o domínio de tal conceito, procedimento ou teoria é requisitado.
Respondida
No Projeto Político-Pedagógico, deve-se conceber a organização do espaço físico da instituição escolar de tal modo que este seja compatível com as características de seus sujeitos, além da natureza e das finalidades da educação, deliberadas e assumidas pela comunidade educacional. A noção de espaço foi sendo reconstruída, ressignificada, enriquecida, deixando de ser vista apenas em sua dimensão geométrica para assumir a dimensão social. Sobre o espaço físico das instituições educacionais, assinale a alternativa incorreta .
A
É um espaço neutro. A construção de um prédio escolar é erigida pelas exigências técnicas. São as normas técnicas da engenharia e das Agências Reguladoras que decidem sobre a disposição da escola no terreno, impermeabilização das paredes, dimensão das salas de aula e das janelas, espaçamento das carteiras e suas medidas, ventilação, iluminação, acústica e circulação.
B
É produtor de sentidos e significados no processo histórico-educacional. Um espaço, ao ser delineado, não se mantém como um simples espaço arquitetural.
C
É possível afirmar que construir o espaço da escola como lugar implica dar-lhe determinados significados a partir de teorias, propostas e projetos educacionais. A distribuição das pessoas, dos objetos, do mobiliário, dos ambientes nunca é feita de forma aleatória e neutra, mas sim de maneira intencional.
D
Expressa o método pedagógico e o currículo, pois eles modificam e remodelam o espaço escolar, revelando, assim, sua teoria e suas práticas escolares. O espaço carrega, em sua configuração como território e lugar signos, símbolos e vestígios da condição e das relações sociais de e entre aqueles que o habitam.
E
Não é neutro e está impregnado de signos, símbolos e marcas de quem o produz, o organiza e nele convive, por isso tem significações afetivas e culturais. O espaço faz parte do currículo oculto, ou seja, normas e valores que não estão escritas são efetivamente transmitidos pela escola.
Respondida
A reflexão sobre o currículo está instalada como tema central nos projetos político-pedagógicos das escolas e nas propostas dos sistemas de ensino, pois o currículo constitui base importante para o trabalho pedagógico. Um currículo, de acordo com o proposto pelo Parecer CNE/CEB nº 7/2010, que se pretende democrático, deve visar
A
à aquisição e à assimilação pelos alunos do conhecimento formal, de recortes didáticos do conhecimento sistematizado, criado a partir do desenvolvimento cultural da humanidade, pois a instituição escolar foi constituída como o espaço de socialização do conhecimento formal historicamente construído.
B
a reproduzir as experiências históricas e as do cotidiano. A escola não é um espaço de ampliação da experiência humana, e sim de reprodução, devendo, para tanto, se limitar às experiências cotidianas e à transmissão dos saberes universais de forma generalista.
C
ao uso prático do conhecimento, portanto deve limitar-se aos conhecimentos relacionados às vivências do aluno, às realidades regionais e ao mundo do trabalho, com base no chamado conhecimento do cotidiano.
D
à humanização de todos. Há a necessidade de se estimular novas formas de organização dos componentes curriculares, dispondo-os em eixos temáticos, que são considerados eixos fundantes, pois conferem relevância ao currículo e podem estar, assim, a serviço da diversidade.
E
à universalização padronizadora. As boas práticas das instituições educacionais de elaboração de projetos configuram a existência de projetos que são trabalhados, escolarmente, pelos professores, em uma lógica normativa e em um ritual de cumprimento de macrodecisões, mesmo que a sua justificativa seja feita na base da autonomia das escolas e de identidades curriculares locais.
Respondida
As novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) prometem gerar uma transformação radical da vida em sociedade ao permitir que todos falem e se façam ouvir, condição-chave para a construção de uma sociedade participativa e igualitária a todos os cidadãos. Por esse motivo, há necessidade de oportunizar o acesso ao mundo digital e virtual a todos, sem exclusão. A educação a distância (EAD) é aquela que ocorre quando o ensinante e o aprendente
Respondida
Hoje é necessário utilizar e compreender o recurso digital como forma de ampliação de conhecimento coletivo dentro do curso da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O mundo contemporâneo tem demandas que se utilizam da comunicação digital e a EJA não pode ser desvinculada de seu uso. O principal desafio em trabalhar as tecnologias da informação e da comunicação digital com jovens e adultos é(são)
A
a homogeneidade do agrupamento turma, pois todos apresentam defasagem de aprendizagem e de idade/ série. Esse aspecto dificulta a aprendizagem colaborativa e a interação solidária. No contexto descrito, o computador passa a ser utilizado só para receber informações voltadas ao cotidiano do jovem e do adulto. Para a EJA não é possível programar currículos abertos, flexíveis e conectados.
B
o desencanto dos alunos com a educação. Os alunos da EJA são sujeitos que chegam à escola carregando saberes, vivências, culturas, valores, visões de mundo e de trabalho já cristalizados e uma longa história de fracasso escolar. A inclusão digital é, em primeiro lugar, amplo acesso à tecnologia, e a escola é o único e centralizador polo de difusão desses conhecimentos para os alunos da EJA.
C
a pobreza dos alunos e da EJA. Se o Telecentro ou mesmo as Lan Houses são lugares onde as pessoas podem aprender sobre novas tecnologias, isso não precisa, necessariamente, acontecer na escola. As escolas podem ser, no caso da EJA, o local onde os adultos aprendem a ler e escrever, e até mesmo sobre conhecimentos básicos de informática.
D
os custos para implantar nas escolas as tecnologias da informação e comunicação. Comprar aparelhos eletrônicos de última geração tem alto custo. A educação com lápis, papel e borracha de um lado, lousa/ quadro-negro e giz de outro, com a obsolescência do conteúdo programático, já é difícil de ser garantida para os alunos da EJA, quanto mais uma educação tendo as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) transversais ao currículo.
E
superar resistências. A escola só pratica a inclusão digital quando, nos currículos e nos projetos pedagógicos, as tecnologias da informação e da comunicação não são vistas apenas como ferramentas, mas como recursos instituintes de novas formas de aprender e ensinar, na perspectiva das redes colaborativas e de autonomia do sujeito. Diante do exposto, o professor precisa assumir uma postura mais relacional, dialógica, cultural, contextual e comunitária.
Respondida
Planejamento educacional é práxis criadora, ou seja, não reitera e reproduz práticas sociais transpostas de realidades distintas que se mostram como exemplos a serem seguidos, de modo indiscriminado. Para que um projeto pedagógico se realize, são necessários 3 componentes: saber, poder e querer. Conhecer o que se deseja ou se necessita, tornar sua realização possível e, de fato, ter vontade de que se concretize. É correto afirmar que, para elaborar um projeto educacional, é necessário
A
compreendê-lo como um conjunto de atividades que resultará em um produto, ou seja, um documento programático, pronto e acabado, no qual aparecem sistematizadas as principais concepções, os fundamentos, as orientações curriculares e organizacionais de uma instituição educativa.
B
considerar criticamente os limites e possibilidades do contexto da instituição educacional, definindo os princípios norteadores da ação, determinando o que se quer conseguir, estabelecendo caminhos e etapas para o trabalho, designando tarefas para cada um dos sujeitos envolvidos e avaliando o processo e os resultados.
C
construir um plano com a finalidade de apresentá-lo quando for solicitado, para atender às exigências de organismos centrais, entendendo-o como um instrumento de controle voltado para o cumprimento de normas técnicas, de aplicação de estatísticas e de cumprimento de metas. Não tem caráter processual, e sim o de guia para as ações rumo às mudanças projetadas.
D
elaborar um documento passível de ser convertido em uma relação insumo/ processo/ produto. O planejamento de ensino implica, especialmente, uma ação baseada na lógica da racionalidade técnica.
E
conceber, previamente, um tipo de organização escolar ideal, construir a utopia educacional da instituição formativa. Sonhar, resgatar os sonhos e as utopias, romper com a lógica técnica burocrática. Trata-se de elaborar um documento que trace as ações dos processos de ruptura com aquilo que está instituído.
Respondida
Leia o texto abaixo para responder à questão.
O currículo pode ser definido como: “experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, permeadas pelas relações sociais, buscando articular vivências e saberes dos alunos com os conhecimentos historicamente acumulados e contribuindo para construir as identidades dos
estudantes”.
Moreira e Silva, 1994. In: PARECER CNE/CEB nº 7/2010.
A fonte em que residem os conhecimentos escolares são as práticas socialmente construídas. Segundo os autores, essas práticas se constituem em “âmbitos de referência dos currículos” e correspondem
A
aos saberes e às práticas docentes, ou seja, às fontes de informação que o professor seleciona para desenhar o currículo, às configurações das experiências desejáveis pelos professores para os alunos.
B
aos institutos pedagógicos que organizam os
saberes prontos, historicamente elaborados, e às editoras que pesquisam e publicam os livros didáticos, pois o conhecimento é uma representação do mundo real e existe separado e independentemente da pessoa que o retém.
C
às instituições produtoras do conhecimento científico (universidades e centros de pesquisa); ao mundo do trabalho; aos desenvolvimentos tecnológicos; às atividades desportivas e corporais; à produção artística; ao campo da saúde; às formas diversas de exercício da cidadania; aos movimentos sociais.
D
às instâncias governamentais responsáveis pela elaboração das diretrizes curriculares nacionais. Os documentos institucionais, atualmente, apresentam o currículo das partes para o todo, com ênfase nas habilidades básicas, valorizam o seguimento rigoroso do currículo preestabelecido e apresentam atividades curriculares que têm como base, fundamentalmente, os livros-texto e de exercícios.
E
às práticas e propostas desenvolvidas nas escolas; às instâncias governamentais produtoras das orientações curriculares oficiais; às instituições produtoras dos saberes artístico e científico. Enfim, referem-se à escola, ao governo e às universidades.