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Leia o Texto, abaixo, para responder à questão.
A ideia corrente, no início do Século XX, de que os avanços tecnológicos eram responsáveis pela melhoria na qualidade de vida foi moldada a partir da concepção positivista de desenvolvimento, que buscava traduzir, para a dimensão social, os conceitos das ciências biológicas. A ideia de desenvolvimento implica crescimento, aprimoramento e capacitação, tornar algo ou alguém mais forte e apto. Essa associação fez com que a tecnologia fosse percebida, a priori, como uma ferramenta essencialmente benigna, capaz de proporcionar maior conforto à vida cotidiana, garantindo mais tempo para o desfrute do lazer, o cuidado da saúde e a convivência familiar.
É inegável que, em grande medida, tal promessa se efetivou. A luz elétrica, a água encanada, o automóvel, o avião, o rádio, a televisão, o computador, a Internet, entre outros exemplos de avanços tecnológicos, transformaram as relações humanas, influenciando as inter-relações entre pessoas e padrões tradicionais de ocupação do espaço. Na saúde, tais avanços foram evidenciados pelo uso de vacinas e antibióticos, cujo amplo uso contribui para a elevação da longevidade a patamares sem precedentes.
Apesar disso, a incorporação irrefletida da tecnologia criou novos problemas que a sociedade ainda não está apta a resolver. Seus efeitos adversos são inegáveis, e seu impacto ainda não foi mensurado com precisão. Não bastassem as consequências nefastas das relações de trabalho, características da produção industrial que sustenta a reprodução da tecnologia, também o êxodo rural acresceu outras variáveis ao cotidiano urbano. Tudo isso afeta a qualidade de vida a partir da degradação ambiental, da competitividade e do estresse. Essa situação contribuiu para o aumento de doenças crônicas, como o câncer, os derrames e outras ligadas a hábitos insalubres, à má alimentação, ao sedentarismo e ao estresse endêmico, que atingem pessoas cada vez mais jovens.
Tal realidade despertou a atenção da indústria farmacêutica, que não mede esforços para comercializar novos medicamentos que prometem a remissão total dos sintomas ou até mesmo a cura. Alguns deles são apresentados até como substitutos para uma vida saudável. Para incrementar as vendas, os investimentos em pesquisa de mercado e propaganda movimentam cifras exorbitantes. No afã do lucro contínuo, a apresentação de produtos com diferencial farmacêutico restringiu-se a quatro anos, enquanto que, na década de 1960, esse intervalo era de 12 anos.
ANVISA. Bioética e vigilância sanitária. (Com adaptações). Brasília: Anvisa, 2007. p.108.
Levando em consideração o texto como um todo e as orientações da prescrição gramatical no que se refere a textos escritos na modalidade padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (Conar) decidiu apertar o cerco contra a publicidade infantil. A partir de 1º de março, o órgão vai incluir uma nova restrição no código que regulamenta o setor. Agora, a ideia é barrar também as ações de merchandising que tenham crianças e jovens como alvo, bem como a participação destas nesse tipo de peça publicitária. O Conar já previa restrições com a publicidade infantil em geral.
A seção 11 do Código ganhará três novos tópicos referentes à questão do merchandising. “Este Código condena a ação de merchandising ou publicidade indireta contratada que empregue crianças, elementos do universo infantil ou outros artifícios com a deliberada finalidade de captar a atenção desse público específico, qualquer que seja o veículo utilizado”, afirma o texto do artigo 3º, uma das novas inclusões.
Segundo o órgão, a mudança partiu de uma solicitação da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), tendo em vista que o público infantil pode “enfrentar maior dificuldade para identificar manifestações publicitárias em conteúdos editoriais”.
A decisão foi tomada no fim do ano passado, mas só foi divulgada agora. O anúncio ocorre na mesma semana em que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), decidiu vetar uma lei estadual que limitava a publicidade de comida “pouco saudável” dirigida a crianças. “Compete à lei federal estabelecer meios que garantam à pessoa a possibilidade de se defender da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde”, afirmou Alckmin. Neste caso, a autorregulamentação já previa veto a ações de merchandising de alimentos, refrigerantes e sucos em programas dirigidos a crianças.
O presidente do Conar, Gilberto Leifert, afirma que o objetivo não é barrar totalmente a exposição das crianças à publicidade. “O consumo é indispensável à vida das pessoas e entendemos a publicidade como parte essencial da educação. Privar criança e adolescente do acesso à publicidade é limitar seu raciocínio, pois cidadãos responsáveis e consumidores conscientes dependem de informação nos dias de hoje”, diz Leifert, em nota à imprensa.
O Estado de S. Paulo (2013). “Conar limita ações de merchandising para crianças”. Adaptado.
Levando em consideração o quinto parágrafo do texto e as orientações da prescrição gramatical no que se refere a textos escritos na modalidade padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
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