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Respondida
Observe a tirinha abaixo para responder à questão.
A sociedade do conhecimento conta com Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) que transformam os modos de ser, de conviver, de comunicação e de mobilização. As novas TIC afetam a educação e desenvolvem novos recursos, geram um novo tipo de aluno e exigem um novo tipo de professor. A tirinha satiriza uma situação de sala de aula e expressa, assim, uma crítica à escola que
Respondida
Observe a charge abaixo para responder à questão.
A Constituição brasileira de 1988 garante a todos os cidadãos brasileiros o direito de acesso e de permanência na escola. Para atender a esse desafio, tem sido defendida, entre outras questões, a necessidade de substituir a antiga concepção de avaliação escolar punitiva e excludente por outra forma de avaliação. Com base nessas informações, assinale a alternativa que expressa o apresentado na charge.
A
É um exemplo do uso das notas escolares que colocam os avaliados em uma situação classificatória. A cultura meritocrática naturaliza o uso das notas a fim de classificar os melhores e os piores avaliados. Essa concepção é naturalmente incorporada nas práticas escolares e esquece-se de ensar sobre o que, de fato, está encoberto por ela. A figura retrata uma concepção tradicional da avaliação.
B
A avaliação da aprendizagem exposta na figura é compreendida como um instrumento de reflexão sobre a prática pedagógica na busca pelo professor de melhores caminhos para orientar os alunos. Assim, compete ao docente analisar as informações advindas das avaliações, localizar que elementos podem contribuir ou dificultar as possibilidades de expressão, de aprendizagem e desenvolvimento e replanejar suas intervenções.
C
Na avaliação da aprendizagem escolar, o caráter formativo deve predominar sobre o quantitativo e o classificatório. Compete ao professor a adoção de estratégias para o progresso individual e contínuo que favoreça o crescimento do estudante, preservando a qualidade necessária para a sua formação escolar. Antes, a avaliação formal recaía exclusivamente sobre o aluno; agora, ela recai exclusivamente sobre o professor.
D
A figura analisa duas situações, em tempos diferentes, diante da avaliação do aluno. Avaliação, para ser constitutivamente avaliação, só pode ser qualitativa. Além disso, ela deve, preferencialmente, incorrer em notas e menções.
E
A charge expressa situações vivenciadas na escola, em dois momentos, diante de um resultado de uma avaliação de desempenho escolar. Avaliar é o ato dediagnosticar uma experiência, tendo em vista reorientá-la para produzir o melhor resultado possível; por isso, não é classificatória nem seletiva, ao contrário, é diagnóstica e inclusiva. O ato de examinar, por outro lado, é classificatório e seletivo e, por isso mesmo, excludente, já que não se destina à construção do melhor resultado possível; tem a ver, sim, com a classificação estática do que é examinado. O ato de avaliar tem seu foco na construção dos melhores resultados possíveis, enquanto o ato de examinar está centrado no julgamento de aprovação ou reprovação.
Respondida
A sala de aula é um espaço privilegiado de negociações e de produção de novos sentidos e significados a respeito, principalmente, dos diferentes conceitos escolares. Isso acontece em uma rede interativa complexa. Para Vygotsky, educar é nutrir possibilidades relacionais. Nessa perspectiva, compete ao professor
A
o papel de jardineiro. Fertiliza-se o solo, semeia-se, mantém-se o solo úmido, protege-se o broto de pragas e ervas daninhas para que possa crescer saudável e mostrar seus frutos. Não se interfere na planta. É necessário apenas protegê-la das adversidades para que possa desenvolver em plenitude suas potencialidades naturais. Nada deve limitar a semente.
B
o papel de escultor. A partir da pedra bruta, delinear e moldar formas reconhecíveis, estritamente conforme o plano gestado na imaginação do escultor. É claro que o material de que é feita a pedra bruta impõe algumas condições de limites para a ação do escultor. Limites estes, contudo, muito mais circunscritos aos instrumentos a utilizar que propriamente ao que se pretende esculpir. O que importa, pois, é o que foi planejado; o projeto que dirige e justifica todas as ações e os meios a serem empregados. Nada mais há que deva impor restrições ao plano do escultor.
C
garantir o pleno exercício do sujeito e não estabelecer um ideal comum que limite suas diferenças pessoais. Não é possível exercer uma influência direta e produzir mudanças em um organismo alheio, sendo possível apenas educar a si mesmo, isto é, modificar as reações inatas através da própria experiência.
D
garantir a liberdade de cátedra, pois, assim, pode moldar cada aluno à sua própria imagem. O professor desempenha um papel ativo no processo de educação: modela, corta, divide e entalha os elementos do meio para que estes realizem o objetivo buscado.
E
planejar e criar as intervenções que possibilitem a emergência das potencialidades do aluno. O ensino é, fundamentalmente, diálogo; o importante, para o professor, não é falar do ou sobre o aluno, mas com o aluno. Nem o aluno, nem o professor são os mesmos após o diálogo.
Respondida
Para Vygotsky, “é muito mais importante ensinar a criança a pensar do que comunicar a ela determinados conhecimentos”. Na escola, a criança deveria aprender a transformar uma capacidade “em si” em uma capacidade “para si”, cabendo ao professor criar as condições para que os processos cognitivos se desenvolvam, “mas sem implantá-los diretamente na criança”. Diante do exposto, é correto afirmar que
A
o que a criança é capaz de fazer hoje em cooperação, será capaz de fazer sozinha amanhã. Portanto, o único tipo positivo de aprendizado é aquele que caminha à frente do desenvolvimento, servindo-lhe de guia; deve voltar-se não tanto para as funções já maduras, mas principalmente para as funções em amadurecimento. O aprendizado deve ser orientado para o futuro e não para o passado.
B
a educação deve ser planejada passo a passo, de modo a obter os resultados desejados na modelagem do aluno. O ideal é que haja reforço para a aprendizagem: positivo (recompensa) ou negativo (ação que evita uma consequência indesejada).
C
a prática escolar deve imitar os processos da natureza. Nas relações entre professor e aluno, devem ser consideradas as possibilidades e os interesses da criança. A organização do tempo e do currículo leva em conta os limites do corpo e a necessidade, tanto dos alunos quanto dos professores, de ter outras atividades.
D
a educação livresca, do livro didático, propiciada pela cultura tipográfica e pela imprensa é transformada em instrução, possibilitando o cancelamento das particularidades e subjetividades em proveito da homogeneidade, da uniformidade e da abstração.
E
a tecnologia impressa dá ao homem a primeira máquina de ensinar, o livro. Também, hoje, há guias e manuais de ensino que prescrevem como deve ser a condução do trabalho educacional. Aprender significa aceitar e fixar na memória ou no hábito um fato ou uma habilidade. Ensinar é uma doutrinação daquele fato ou conceito
Respondida
A avaliação, segundo Cláudia de Oliveira Fernandes e Luiz Carlos de Freitas, é uma das atividades do processo pedagógico e deve ocorrer em consonância com os princípios de aprendizagem adotados e com a função que a educação escolar tenha na sociedade. A avaliação é uma atividade que envolve legitimidade técnica e política. Tradicionalmente, as experiências brasileiras em avaliação do desempenho escolar são marcadas por uma concepção que
A
tem a marca da lógica da inclusão, do diálogo, da construção da autonomia, da mediação, da participação, da construção da responsabilidade com o coletivo. Essa concepção de avaliação parte do princípio de que todas as pessoas são capazes de aprender e de que as ações educativas, as estratégias de ensino, os conteúdos das disciplinas devem ser planejados a partir dessas infinitas possibilidades de aprender dos estudantes.
B
classifica as aprendizagens em certas ou erradas e, dessa forma, termina por separar aqueles estudantes que aprenderam os conteúdos programados para a série em que se encontram daqueles que não aprenderam. Essa perspectiva de avaliação classificatória e seletiva, muitas vezes, torna-se um fator de exclusão escolar.
C
está fundamentada por princípios, a saber: avaliação a serviço da ação, ou seja, avaliação que prevê a melhoria da aprendizagem e do ensino; avaliação como projeto de futuro. O professor interpreta a prova não para saber o que o aluno não sabe, mas para pensar em quais estratégias pedagógicas ele deverá desenvolver para atender esse aluno; avaliação para o reconhecimento do aluno.
D
inclui, promove crescimento, desenvolve possibilidades para que os sujeitos realizem aprendizagens vida afora; socializa experiências, perpetua e constrói cultura. O papel da avaliação não é o de classificar e selecionar os estudantes, mas sim o de auxiliar professores e estudantes a compreenderem, de forma mais organizada, seus processos de ensinar e aprender.
E
não a concebe como algo distinto do processo de aprendizagem. Os estudantes aprendem de variadas formas, em tempos nem sempre tão homogêneos, a partir de diferentes vivências pessoais e experiências anteriores.
Respondida
A chave, tanto para a reorganização do conhecimento escolar em currículo, quanto para o próprio desenvolvimento deste, é a clareza quanto ao papel da aquisição de competências e habilidades na formação do cidadão. Nessa perspectiva, é correto afirmar que as competências e habilidades
A
implicam uma concepção tarefeira de aprendizagem, em que o professor é convertido em espécie de adestrador e o aluno em repetidor. As competências e habilidades possibilitam e geram os desempenhos, confundindo-se com eles.
B
surgem na concepção pedagógica em que o foco da
ação escolar está exatamente no ensino e não na aprendizagem, em que o professor desempenha o importante papel de orientador, cabendo ao aluno uma participação passiva e constante no processo de elaboração e sedimentação de seu próprio conhecimento.
C
pressupõem o abandono dos conteúdos ditos escolares, uma vez que as estruturas da inteligência se formam e se reorganizam na ação consciente sobre o mundo, sobre os fenômenos naturais, sociais e culturais. Há um permanente tecer e entretecer de competências, desempenho e experiências, de alto poder explicativo, que atuam como ferramentas intelectuais no confronto com a realidade.
D
não implicam uma aprendizagem mecânica. Competências e habilidades são modalidades estruturais da inteligência; são os esquemas mentais de que afirma Piaget, constituindo antes um conjunto de potencialidades e possibilidades do que de resultados ou desempenhos.
E
implicam também a aquisição dos conhecimentos escolares presentes nos conjuntos de definições a serem memorizados e transmitidos pela aula expositiva, pelo livro didático, pelo quadro de giz, pelo caderno ou pela prova. Discorrer ou até ouvir alguém discorrer sobre um conceito, procedimento ou teoria habilita o estudante a agir no momento em que o domínio de tal conceito, procedimento ou teoria é requisitado.
Respondida
No Projeto Político-Pedagógico, deve-se conceber a organização do espaço físico da instituição escolar de tal modo que este seja compatível com as características de seus sujeitos, além da natureza e das finalidades da educação, deliberadas e assumidas pela comunidade educacional. A noção de espaço foi sendo reconstruída, ressignificada, enriquecida, deixando de ser vista apenas em sua dimensão geométrica para assumir a dimensão social. Sobre o espaço físico das instituições educacionais, assinale a alternativa incorreta .
A
É um espaço neutro. A construção de um prédio escolar é erigida pelas exigências técnicas. São as normas técnicas da engenharia e das Agências Reguladoras que decidem sobre a disposição da escola no terreno, impermeabilização das paredes, dimensão das salas de aula e das janelas, espaçamento das carteiras e suas medidas, ventilação, iluminação, acústica e circulação.
B
É produtor de sentidos e significados no processo histórico-educacional. Um espaço, ao ser delineado, não se mantém como um simples espaço arquitetural.
C
É possível afirmar que construir o espaço da escola como lugar implica dar-lhe determinados significados a partir de teorias, propostas e projetos educacionais. A distribuição das pessoas, dos objetos, do mobiliário, dos ambientes nunca é feita de forma aleatória e neutra, mas sim de maneira intencional.
D
Expressa o método pedagógico e o currículo, pois eles modificam e remodelam o espaço escolar, revelando, assim, sua teoria e suas práticas escolares. O espaço carrega, em sua configuração como território e lugar signos, símbolos e vestígios da condição e das relações sociais de e entre aqueles que o habitam.
E
Não é neutro e está impregnado de signos, símbolos e marcas de quem o produz, o organiza e nele convive, por isso tem significações afetivas e culturais. O espaço faz parte do currículo oculto, ou seja, normas e valores que não estão escritas são efetivamente transmitidos pela escola.
Respondida
A reflexão sobre o currículo está instalada como tema central nos projetos político-pedagógicos das escolas e nas propostas dos sistemas de ensino, pois o currículo constitui base importante para o trabalho pedagógico. Um currículo, de acordo com o proposto pelo Parecer CNE/CEB nº 7/2010, que se pretende democrático, deve visar
A
à aquisição e à assimilação pelos alunos do conhecimento formal, de recortes didáticos do conhecimento sistematizado, criado a partir do desenvolvimento cultural da humanidade, pois a instituição escolar foi constituída como o espaço de socialização do conhecimento formal historicamente construído.
B
a reproduzir as experiências históricas e as do cotidiano. A escola não é um espaço de ampliação da experiência humana, e sim de reprodução, devendo, para tanto, se limitar às experiências cotidianas e à transmissão dos saberes universais de forma generalista.
C
ao uso prático do conhecimento, portanto deve limitar-se aos conhecimentos relacionados às vivências do aluno, às realidades regionais e ao mundo do trabalho, com base no chamado conhecimento do cotidiano.
D
à humanização de todos. Há a necessidade de se estimular novas formas de organização dos componentes curriculares, dispondo-os em eixos temáticos, que são considerados eixos fundantes, pois conferem relevância ao currículo e podem estar, assim, a serviço da diversidade.
E
à universalização padronizadora. As boas práticas das instituições educacionais de elaboração de projetos configuram a existência de projetos que são trabalhados, escolarmente, pelos professores, em uma lógica normativa e em um ritual de cumprimento de macrodecisões, mesmo que a sua justificativa seja feita na base da autonomia das escolas e de identidades curriculares locais.
Respondida
As novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) prometem gerar uma transformação radical da vida em sociedade ao permitir que todos falem e se façam ouvir, condição-chave para a construção de uma sociedade participativa e igualitária a todos os cidadãos. Por esse motivo, há necessidade de oportunizar o acesso ao mundo digital e virtual a todos, sem exclusão. A educação a distância (EAD) é aquela que ocorre quando o ensinante e o aprendente
Respondida
Hoje é necessário utilizar e compreender o recurso digital como forma de ampliação de conhecimento coletivo dentro do curso da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O mundo contemporâneo tem demandas que se utilizam da comunicação digital e a EJA não pode ser desvinculada de seu uso. O principal desafio em trabalhar as tecnologias da informação e da comunicação digital com jovens e adultos é(são)
A
a homogeneidade do agrupamento turma, pois todos apresentam defasagem de aprendizagem e de idade/ série. Esse aspecto dificulta a aprendizagem colaborativa e a interação solidária. No contexto descrito, o computador passa a ser utilizado só para receber informações voltadas ao cotidiano do jovem e do adulto. Para a EJA não é possível programar currículos abertos, flexíveis e conectados.
B
o desencanto dos alunos com a educação. Os alunos da EJA são sujeitos que chegam à escola carregando saberes, vivências, culturas, valores, visões de mundo e de trabalho já cristalizados e uma longa história de fracasso escolar. A inclusão digital é, em primeiro lugar, amplo acesso à tecnologia, e a escola é o único e centralizador polo de difusão desses conhecimentos para os alunos da EJA.
C
a pobreza dos alunos e da EJA. Se o Telecentro ou mesmo as Lan Houses são lugares onde as pessoas podem aprender sobre novas tecnologias, isso não precisa, necessariamente, acontecer na escola. As escolas podem ser, no caso da EJA, o local onde os adultos aprendem a ler e escrever, e até mesmo sobre conhecimentos básicos de informática.
D
os custos para implantar nas escolas as tecnologias da informação e comunicação. Comprar aparelhos eletrônicos de última geração tem alto custo. A educação com lápis, papel e borracha de um lado, lousa/ quadro-negro e giz de outro, com a obsolescência do conteúdo programático, já é difícil de ser garantida para os alunos da EJA, quanto mais uma educação tendo as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) transversais ao currículo.
E
superar resistências. A escola só pratica a inclusão digital quando, nos currículos e nos projetos pedagógicos, as tecnologias da informação e da comunicação não são vistas apenas como ferramentas, mas como recursos instituintes de novas formas de aprender e ensinar, na perspectiva das redes colaborativas e de autonomia do sujeito. Diante do exposto, o professor precisa assumir uma postura mais relacional, dialógica, cultural, contextual e comunitária.