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Texto para a questão.
Memória muscular: saiba quanto tempo o corpo leva para esquecer o treino
Entenda o motivo que faz a volta ao treino demorar mais do que você gostaria para conseguir levantar os mesmos pesos.
Quando nunca treinamos, é difícil começar; mas, quando retornamos à academia após um tempo parado, a sensação é de que o corpo responde melhor e mais rápido, fazendo com que o recomeço não seja tão difícil ou frustrante. Poderia ser a chamada “memória muscular” – mas os músculos, na verdade, não têm memória. O que chamamos disso é uma junção de fatores musculares e neurais, registrados pelo sistema nervoso, que tendem a facilitar a retomada do exercício, mesmo após algum tempo sem treinar.
Uma vez que o seu corpo já experimentou um movimento e já esteve na condição de melhor forma física, o organismo conhece o caminho neural de produção de substâncias necessárias e até de conhecimento de treino, conta doutora em neurociências e comportamento pelo Instituto de Psicologia (IP), da Universidade de São Paulo (USP), Andrea Peterson Zomignani.
De acordo com a pesquisa publicada na revista Cell Physiology neste ano, existem evidências de que o tecido muscular pode ser “preparado” por experiências anteriores positivas com o treinamento de força. Essa preparação pode aumentar as capacidades adaptativas a um estímulo posterior, mesmo após longos períodos longe da academia, explica João Paulo Manechini, coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
“Essa experiência positiva auxilia no processo hipertrófico e no ganho de força, mas muito mais relacionado a um aspecto coordenativo (neuromuscular) do que exclusivo do músculo em si”, afirma Manechini.
As adaptações positivas do corpo levam algumas semanas para que a memória muscular seja “gravada”. Ou seja, não adianta treinar uma semana e esperar que o cérebro mande informações declaradas para os músculos crescerem, sendo que você treinou por apenas pouco tempo e fez poucas repetições.
Um estudo da Universidade de Brown, nos Estados Unidos, publicado na Frontiers in Physiology, mostrou que essas adaptações neuromusculares positivas acontecem em um período médio de quatro semanas.
E também não vale ficar meses sem ir à academia e querer que o cérebro mande rapidamente as instruções para os músculos crescerem. O efeito do “destreinamento” é muito mais rápido do que o treinamento.
O mesmo estudo de Brown apontou que a partir de 2 semanas de inatividade, perdas neuromusculares (massa e força muscular) começam a ocorrer, e tornam-se mais acentuadas à medida que o sedentarismo se prolonga, podendo influenciar, inclusive, os aspectos coordenativos e de aprendizado. “Em doze semanas já é possível, sem nenhum tipo de treinamento, o corpo já voltar a um estado próximo ao pré-treino, a nível de memória”, conta Andrea. Assim como a gente não esquece como andar de bicicleta, não é como se voltássemos para a academia sem saber ligar a esteira, mas a resposta do corpo já é menor.
Os especialistas ainda destacam que experiências negativas atrapalham o retorno ao treino, pois nosso corpo possui mecanismos que fazem com que ele “queira evitar” experiências que levaram a um trauma anterior.
Movimentos ou exercícios que geram dor, desconforto ou te causaram algum tipo de lesão mais severa, podem ser registrados como “lembranças ruins” e, portanto, responder mal aos estímulos.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/memoria-muscular-saiba-quanto-tempo-o-corpo-leva-para-esquecer-o-treino/
Partindo do conceito de regência verbal como sendo a relação que define um verbo e seus complementos, marque o item correto em relação aos períodos que se seguem:
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Texto para a questão.
Memória muscular: saiba quanto tempo o corpo leva para esquecer o treino
Entenda o motivo que faz a volta ao treino demorar mais do que você gostaria para conseguir levantar os mesmos pesos.
Quando nunca treinamos, é difícil começar; mas, quando retornamos à academia após um tempo parado, a sensação é de que o corpo responde melhor e mais rápido, fazendo com que o recomeço não seja tão difícil ou frustrante. Poderia ser a chamada “memória muscular” – mas os músculos, na verdade, não têm memória. O que chamamos disso é uma junção de fatores musculares e neurais, registrados pelo sistema nervoso, que tendem a facilitar a retomada do exercício, mesmo após algum tempo sem treinar.
Uma vez que o seu corpo já experimentou um movimento e já esteve na condição de melhor forma física, o organismo conhece o caminho neural de produção de substâncias necessárias e até de conhecimento de treino, conta doutora em neurociências e comportamento pelo Instituto de Psicologia (IP), da Universidade de São Paulo (USP), Andrea Peterson Zomignani.
De acordo com a pesquisa publicada na revista Cell Physiology neste ano, existem evidências de que o tecido muscular pode ser “preparado” por experiências anteriores positivas com o treinamento de força. Essa preparação pode aumentar as capacidades adaptativas a um estímulo posterior, mesmo após longos períodos longe da academia, explica João Paulo Manechini, coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
“Essa experiência positiva auxilia no processo hipertrófico e no ganho de força, mas muito mais relacionado a um aspecto coordenativo (neuromuscular) do que exclusivo do músculo em si”, afirma Manechini.
As adaptações positivas do corpo levam algumas semanas para que a memória muscular seja “gravada”. Ou seja, não adianta treinar uma semana e esperar que o cérebro mande informações declaradas para os músculos crescerem, sendo que você treinou por apenas pouco tempo e fez poucas repetições.
Um estudo da Universidade de Brown, nos Estados Unidos, publicado na Frontiers in Physiology, mostrou que essas adaptações neuromusculares positivas acontecem em um período médio de quatro semanas.
E também não vale ficar meses sem ir à academia e querer que o cérebro mande rapidamente as instruções para os músculos crescerem. O efeito do “destreinamento” é muito mais rápido do que o treinamento.
O mesmo estudo de Brown apontou que a partir de 2 semanas de inatividade, perdas neuromusculares (massa e força muscular) começam a ocorrer, e tornam-se mais acentuadas à medida que o sedentarismo se prolonga, podendo influenciar, inclusive, os aspectos coordenativos e de aprendizado. “Em doze semanas já é possível, sem nenhum tipo de treinamento, o corpo já voltar a um estado próximo ao pré-treino, a nível de memória”, conta Andrea. Assim como a gente não esquece como andar de bicicleta, não é como se voltássemos para a academia sem saber ligar a esteira, mas a resposta do corpo já é menor.
Os especialistas ainda destacam que experiências negativas atrapalham o retorno ao treino, pois nosso corpo possui mecanismos que fazem com que ele “queira evitar” experiências que levaram a um trauma anterior.
Movimentos ou exercícios que geram dor, desconforto ou te causaram algum tipo de lesão mais severa, podem ser registrados como “lembranças ruins” e, portanto, responder mal aos estímulos.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/memoria-muscular-saiba-quanto-tempo-o-corpo-leva-para-esquecer-o-treino/
Acerca da composição do texto, é correto afirmar que:
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Texto para a questão.
A Mulher Ramada
Verde-claro, verde-escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde-claro, verde-escuro, imenso lençol do gramado; lá longe o palácio. Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça do trabalho.
Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim, quando uma dor de solidão começou a enraizar-se no seu peito. E passados dias, e passados meses, só não passando a dor, disse o jardineiro a si mesmo que era tempo de ter uma companheira.
No dia seguinte, trazidas num saco duas belas mudas de rosa, o homem escolheu o lugar, ajoelhou-se, cavou cuidadoso a primeira cova, mediu um palmo, cavou a segunda, e com gestos sábios de amor enterrou as raízes. Ao redor afundou um pouco a terra, para que a água de chuva e rega mantivesse sempre molhados os pés da rosa.
Durante meses trabalhou conduzindo os ramos de forma a preencher o desenho que só ele sabia, podando os espigões teimosos que escapavam à harmonia exigida. E aos poucos, entre suas mãos, o arbusto foi tomando feitio, fazendo surgir dos pés plantados no gramado duas lindas pernas, depois o ventre, os seios, os gentis braços da mulher que seria sua. Por último, cuidado maior, a cabeça levemente inclinada para o lado.
O Jardineiro ainda deu os últimos retoques com a ponta da tesoura. Ajeitou o cabelo, arredondou a curva de um joelho. Depois, afastando-se para olhar, murmurou encantado:
- Bom dia, Rosamulher.
Mas, enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem uma só gota de vermelho brilhava no corpo da roseira.
Nua, obedecia ao esforço de seu jardineiro que, temendo que viesse a floração a romper tanta beleza, cortava rente todos os botões.
De tanto contrariar a primavera, adoeceu, pois, o jardineiro. E ardendo de amor e febre na cama, inutilmente chamou por sua amada.
Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim. Quando afinal conseguiu se levantar para procurá-la, percebeu de longe a marca da sua ausência. Embaralhando-se aos cabelos, desfazendo a curva da testa, uma rosa embabadava suas pétalas entre os olhos da mulher. E já outra no seio despontava
.
Parado diante dela, ele olhava e olhava. Perdida estava a perfeição do rosto, perdida a expressão do olhar. Mas do seu amor nada se perdia. Florida, pareceu-lhe ainda mais linda. Nunca Rosa mulher fora tão rosa. E seu coração de jardineiro soube que jamais teria coragem de podá-la. Nem mesmo para mantê-la presa em seu desenho.
Então, docemente a abraçou descansando a cabeça no seu ombro. E esperou. E sentindo sua espera, a mulher-rosa começou a brotar, lançando galhos, abrindo folhas, envolvendo-o em botões, casulo de flores e perfumes.
Ao longe, raras damas surpreenderam-se com o súbito esplendor da roseira. Um cavaleiro reteve seu cavalo. Por um instante pararam, atraídos. Depois voltaram a cabeça e a atenção, retomando seus caminhos. Sem perceber debaixo das flores o estreito abraço dos amantes.
Colasanti, M. A mulher Ramada. In:__.
Doze reis e a moça do Labirinto do vento – 12ª.ed. São Paulo: Global,2006, p. 26-28. Adaptado.
A interpretação textual está ligada às conclusões a que se pode chegar conectando as ideias do texto com a realidade. Dessa forma, por meio da intencionalidade discursiva do autor em “A mulher Ramada”, é correto afirmar que
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Texto para a questão.
A Mulher Ramada
Verde-claro, verde-escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde-claro, verde-escuro, imenso lençol do gramado; lá longe o palácio. Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça do trabalho.
Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim, quando uma dor de solidão começou a enraizar-se no seu peito. E passados dias, e passados meses, só não passando a dor, disse o jardineiro a si mesmo que era tempo de ter uma companheira.
No dia seguinte, trazidas num saco duas belas mudas de rosa, o homem escolheu o lugar, ajoelhou-se, cavou cuidadoso a primeira cova, mediu um palmo, cavou a segunda, e com gestos sábios de amor enterrou as raízes. Ao redor afundou um pouco a terra, para que a água de chuva e rega mantivesse sempre molhados os pés da rosa.
Durante meses trabalhou conduzindo os ramos de forma a preencher o desenho que só ele sabia, podando os espigões teimosos que escapavam à harmonia exigida. E aos poucos, entre suas mãos, o arbusto foi tomando feitio, fazendo surgir dos pés plantados no gramado duas lindas pernas, depois o ventre, os seios, os gentis braços da mulher que seria sua. Por último, cuidado maior, a cabeça levemente inclinada para o lado.
O Jardineiro ainda deu os últimos retoques com a ponta da tesoura. Ajeitou o cabelo, arredondou a curva de um joelho. Depois, afastando-se para olhar, murmurou encantado:
- Bom dia, Rosamulher.
Mas, enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem uma só gota de vermelho brilhava no corpo da roseira.
Nua, obedecia ao esforço de seu jardineiro que, temendo que viesse a floração a romper tanta beleza, cortava rente todos os botões.
De tanto contrariar a primavera, adoeceu, pois, o jardineiro. E ardendo de amor e febre na cama, inutilmente chamou por sua amada.
Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim. Quando afinal conseguiu se levantar para procurá-la, percebeu de longe a marca da sua ausência. Embaralhando-se aos cabelos, desfazendo a curva da testa, uma rosa embabadava suas pétalas entre os olhos da mulher. E já outra no seio despontava
.
Parado diante dela, ele olhava e olhava. Perdida estava a perfeição do rosto, perdida a expressão do olhar. Mas do seu amor nada se perdia. Florida, pareceu-lhe ainda mais linda. Nunca Rosa mulher fora tão rosa. E seu coração de jardineiro soube que jamais teria coragem de podá-la. Nem mesmo para mantê-la presa em seu desenho.
Então, docemente a abraçou descansando a cabeça no seu ombro. E esperou. E sentindo sua espera, a mulher-rosa começou a brotar, lançando galhos, abrindo folhas, envolvendo-o em botões, casulo de flores e perfumes.
Ao longe, raras damas surpreenderam-se com o súbito esplendor da roseira. Um cavaleiro reteve seu cavalo. Por um instante pararam, atraídos. Depois voltaram a cabeça e a atenção, retomando seus caminhos. Sem perceber debaixo das flores o estreito abraço dos amantes.
Colasanti, M. A mulher Ramada. In:__.
Doze reis e a moça do Labirinto do vento – 12ª.ed. São Paulo: Global,2006, p. 26-28. Adaptado.
Na passagem “E ardendo de amor e febre na cama, inutilmente chamou por sua amada”, o processo de formação específico da palavra em negrito é o mesmo do vocábulo destacado em
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A Mulher Ramada
Verde-claro, verde-escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde-claro, verde-escuro, imenso lençol do gramado; lá longe o palácio. Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça do trabalho.
Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim, quando uma dor de solidão começou a enraizar-se no seu peito. E passados dias, e passados meses, só não passando a dor, disse o jardineiro a si mesmo que era tempo de ter uma companheira.
No dia seguinte, trazidas num saco duas belas mudas de rosa, o homem escolheu o lugar, ajoelhou-se, cavou cuidadoso a primeira cova, mediu um palmo, cavou a segunda, e com gestos sábios de amor enterrou as raízes. Ao redor afundou um pouco a terra, para que a água de chuva e rega mantivesse sempre molhados os pés da rosa.
Durante meses trabalhou conduzindo os ramos de forma a preencher o desenho que só ele sabia, podando os espigões teimosos que escapavam à harmonia exigida. E aos poucos, entre suas mãos, o arbusto foi tomando feitio, fazendo surgir dos pés plantados no gramado duas lindas pernas, depois o ventre, os seios, os gentis braços da mulher que seria sua. Por último, cuidado maior, a cabeça levemente inclinada para o lado.
O Jardineiro ainda deu os últimos retoques com a ponta da tesoura. Ajeitou o cabelo, arredondou a curva de um joelho. Depois, afastando-se para olhar, murmurou encantado:
- Bom dia, Rosamulher.
Mas, enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem uma só gota de vermelho brilhava no corpo da roseira.
Nua, obedecia ao esforço de seu jardineiro que, temendo que viesse a floração a romper tanta beleza, cortava rente todos os botões.
De tanto contrariar a primavera, adoeceu, pois, o jardineiro. E ardendo de amor e febre na cama, inutilmente chamou por sua amada.
Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim. Quando afinal conseguiu se levantar para procurá-la, percebeu de longe a marca da sua ausência. Embaralhando-se aos cabelos, desfazendo a curva da testa, uma rosa embabadava suas pétalas entre os olhos da mulher. E já outra no seio despontava
.
Parado diante dela, ele olhava e olhava. Perdida estava a perfeição do rosto, perdida a expressão do olhar. Mas do seu amor nada se perdia. Florida, pareceu-lhe ainda mais linda. Nunca Rosa mulher fora tão rosa. E seu coração de jardineiro soube que jamais teria coragem de podá-la. Nem mesmo para mantê-la presa em seu desenho.
Então, docemente a abraçou descansando a cabeça no seu ombro. E esperou. E sentindo sua espera, a mulher-rosa começou a brotar, lançando galhos, abrindo folhas, envolvendo-o em botões, casulo de flores e perfumes.
Ao longe, raras damas surpreenderam-se com o súbito esplendor da roseira. Um cavaleiro reteve seu cavalo. Por um instante pararam, atraídos. Depois voltaram a cabeça e a atenção, retomando seus caminhos. Sem perceber debaixo das flores o estreito abraço dos amantes.
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Doze reis e a moça do Labirinto do vento – 12ª.ed. São Paulo: Global,2006, p. 26-28. Adaptado.
Na passagem “Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim[...]” a segmentação correta, quanto à estrutura dos elementos mórficos do verbo destacado, está na alternativa
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A Mulher Ramada
Verde-claro, verde-escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde-claro, verde-escuro, imenso lençol do gramado; lá longe o palácio. Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça do trabalho.
Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim, quando uma dor de solidão começou a enraizar-se no seu peito. E passados dias, e passados meses, só não passando a dor, disse o jardineiro a si mesmo que era tempo de ter uma companheira.
No dia seguinte, trazidas num saco duas belas mudas de rosa, o homem escolheu o lugar, ajoelhou-se, cavou cuidadoso a primeira cova, mediu um palmo, cavou a segunda, e com gestos sábios de amor enterrou as raízes. Ao redor afundou um pouco a terra, para que a água de chuva e rega mantivesse sempre molhados os pés da rosa.
Durante meses trabalhou conduzindo os ramos de forma a preencher o desenho que só ele sabia, podando os espigões teimosos que escapavam à harmonia exigida. E aos poucos, entre suas mãos, o arbusto foi tomando feitio, fazendo surgir dos pés plantados no gramado duas lindas pernas, depois o ventre, os seios, os gentis braços da mulher que seria sua. Por último, cuidado maior, a cabeça levemente inclinada para o lado.
O Jardineiro ainda deu os últimos retoques com a ponta da tesoura. Ajeitou o cabelo, arredondou a curva de um joelho. Depois, afastando-se para olhar, murmurou encantado:
- Bom dia, Rosamulher.
Mas, enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem uma só gota de vermelho brilhava no corpo da roseira.
Nua, obedecia ao esforço de seu jardineiro que, temendo que viesse a floração a romper tanta beleza, cortava rente todos os botões.
De tanto contrariar a primavera, adoeceu, pois, o jardineiro. E ardendo de amor e febre na cama, inutilmente chamou por sua amada.
Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim. Quando afinal conseguiu se levantar para procurá-la, percebeu de longe a marca da sua ausência. Embaralhando-se aos cabelos, desfazendo a curva da testa, uma rosa embabadava suas pétalas entre os olhos da mulher. E já outra no seio despontava
.
Parado diante dela, ele olhava e olhava. Perdida estava a perfeição do rosto, perdida a expressão do olhar. Mas do seu amor nada se perdia. Florida, pareceu-lhe ainda mais linda. Nunca Rosa mulher fora tão rosa. E seu coração de jardineiro soube que jamais teria coragem de podá-la. Nem mesmo para mantê-la presa em seu desenho.
Então, docemente a abraçou descansando a cabeça no seu ombro. E esperou. E sentindo sua espera, a mulher-rosa começou a brotar, lançando galhos, abrindo folhas, envolvendo-o em botões, casulo de flores e perfumes.
Ao longe, raras damas surpreenderam-se com o súbito esplendor da roseira. Um cavaleiro reteve seu cavalo. Por um instante pararam, atraídos. Depois voltaram a cabeça e a atenção, retomando seus caminhos. Sem perceber debaixo das flores o estreito abraço dos amantes.
Colasanti, M. A mulher Ramada. In:__.
Doze reis e a moça do Labirinto do vento – 12ª.ed. São Paulo: Global,2006, p. 26-28. Adaptado.
O conectivo destacado em “De tanto contrariar a primavera, adoeceu, pois, o jardineiro” tem o mesmo valor semântico do conectivo destacado no item
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A Mulher Ramada
Verde-claro, verde-escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde-claro, verde-escuro, imenso lençol do gramado; lá longe o palácio. Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça do trabalho.
Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim, quando uma dor de solidão começou a enraizar-se no seu peito. E passados dias, e passados meses, só não passando a dor, disse o jardineiro a si mesmo que era tempo de ter uma companheira.
No dia seguinte, trazidas num saco duas belas mudas de rosa, o homem escolheu o lugar, ajoelhou-se, cavou cuidadoso a primeira cova, mediu um palmo, cavou a segunda, e com gestos sábios de amor enterrou as raízes. Ao redor afundou um pouco a terra, para que a água de chuva e rega mantivesse sempre molhados os pés da rosa.
Durante meses trabalhou conduzindo os ramos de forma a preencher o desenho que só ele sabia, podando os espigões teimosos que escapavam à harmonia exigida. E aos poucos, entre suas mãos, o arbusto foi tomando feitio, fazendo surgir dos pés plantados no gramado duas lindas pernas, depois o ventre, os seios, os gentis braços da mulher que seria sua. Por último, cuidado maior, a cabeça levemente inclinada para o lado.
O Jardineiro ainda deu os últimos retoques com a ponta da tesoura. Ajeitou o cabelo, arredondou a curva de um joelho. Depois, afastando-se para olhar, murmurou encantado:
- Bom dia, Rosamulher.
Mas, enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem uma só gota de vermelho brilhava no corpo da roseira.
Nua, obedecia ao esforço de seu jardineiro que, temendo que viesse a floração a romper tanta beleza, cortava rente todos os botões.
De tanto contrariar a primavera, adoeceu, pois, o jardineiro. E ardendo de amor e febre na cama, inutilmente chamou por sua amada.
Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim. Quando afinal conseguiu se levantar para procurá-la, percebeu de longe a marca da sua ausência. Embaralhando-se aos cabelos, desfazendo a curva da testa, uma rosa embabadava suas pétalas entre os olhos da mulher. E já outra no seio despontava
.
Parado diante dela, ele olhava e olhava. Perdida estava a perfeição do rosto, perdida a expressão do olhar. Mas do seu amor nada se perdia. Florida, pareceu-lhe ainda mais linda. Nunca Rosa mulher fora tão rosa. E seu coração de jardineiro soube que jamais teria coragem de podá-la. Nem mesmo para mantê-la presa em seu desenho.
Então, docemente a abraçou descansando a cabeça no seu ombro. E esperou. E sentindo sua espera, a mulher-rosa começou a brotar, lançando galhos, abrindo folhas, envolvendo-o em botões, casulo de flores e perfumes.
Ao longe, raras damas surpreenderam-se com o súbito esplendor da roseira. Um cavaleiro reteve seu cavalo. Por um instante pararam, atraídos. Depois voltaram a cabeça e a atenção, retomando seus caminhos. Sem perceber debaixo das flores o estreito abraço dos amantes.
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“Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim [...]” Em se tratando da colocação pronominal em destaque, no trecho anterior, é dito corretamente que
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A Mulher Ramada
Verde-claro, verde-escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde-claro, verde-escuro, imenso lençol do gramado; lá longe o palácio. Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça do trabalho.
Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim, quando uma dor de solidão começou a enraizar-se no seu peito. E passados dias, e passados meses, só não passando a dor, disse o jardineiro a si mesmo que era tempo de ter uma companheira.
No dia seguinte, trazidas num saco duas belas mudas de rosa, o homem escolheu o lugar, ajoelhou-se, cavou cuidadoso a primeira cova, mediu um palmo, cavou a segunda, e com gestos sábios de amor enterrou as raízes. Ao redor afundou um pouco a terra, para que a água de chuva e rega mantivesse sempre molhados os pés da rosa.
Durante meses trabalhou conduzindo os ramos de forma a preencher o desenho que só ele sabia, podando os espigões teimosos que escapavam à harmonia exigida. E aos poucos, entre suas mãos, o arbusto foi tomando feitio, fazendo surgir dos pés plantados no gramado duas lindas pernas, depois o ventre, os seios, os gentis braços da mulher que seria sua. Por último, cuidado maior, a cabeça levemente inclinada para o lado.
O Jardineiro ainda deu os últimos retoques com a ponta da tesoura. Ajeitou o cabelo, arredondou a curva de um joelho. Depois, afastando-se para olhar, murmurou encantado:
- Bom dia, Rosamulher.
Mas, enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem uma só gota de vermelho brilhava no corpo da roseira.
Nua, obedecia ao esforço de seu jardineiro que, temendo que viesse a floração a romper tanta beleza, cortava rente todos os botões.
De tanto contrariar a primavera, adoeceu, pois, o jardineiro. E ardendo de amor e febre na cama, inutilmente chamou por sua amada.
Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim. Quando afinal conseguiu se levantar para procurá-la, percebeu de longe a marca da sua ausência. Embaralhando-se aos cabelos, desfazendo a curva da testa, uma rosa embabadava suas pétalas entre os olhos da mulher. E já outra no seio despontava
.
Parado diante dela, ele olhava e olhava. Perdida estava a perfeição do rosto, perdida a expressão do olhar. Mas do seu amor nada se perdia. Florida, pareceu-lhe ainda mais linda. Nunca Rosa mulher fora tão rosa. E seu coração de jardineiro soube que jamais teria coragem de podá-la. Nem mesmo para mantê-la presa em seu desenho.
Então, docemente a abraçou descansando a cabeça no seu ombro. E esperou. E sentindo sua espera, a mulher-rosa começou a brotar, lançando galhos, abrindo folhas, envolvendo-o em botões, casulo de flores e perfumes.
Ao longe, raras damas surpreenderam-se com o súbito esplendor da roseira. Um cavaleiro reteve seu cavalo. Por um instante pararam, atraídos. Depois voltaram a cabeça e a atenção, retomando seus caminhos. Sem perceber debaixo das flores o estreito abraço dos amantes.
Colasanti, M. A mulher Ramada. In:__.
Doze reis e a moça do Labirinto do vento – 12ª.ed. São Paulo: Global,2006, p. 26-28. Adaptado.
Atente-se aos trechos seguintes para marcar a alternativa correta.
I. “Assim o jardineiro via o mundo [...]”
II. “E seu coração de jardineiro soube que jamais teria coragem de podá-la [...]”
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Texto para a questão.
A Mulher Ramada
Verde-claro, verde-escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde-claro, verde-escuro, imenso lençol do gramado; lá longe o palácio. Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça do trabalho.
Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim, quando uma dor de solidão começou a enraizar-se no seu peito. E passados dias, e passados meses, só não passando a dor, disse o jardineiro a si mesmo que era tempo de ter uma companheira.
No dia seguinte, trazidas num saco duas belas mudas de rosa, o homem escolheu o lugar, ajoelhou-se, cavou cuidadoso a primeira cova, mediu um palmo, cavou a segunda, e com gestos sábios de amor enterrou as raízes. Ao redor afundou um pouco a terra, para que a água de chuva e rega mantivesse sempre molhados os pés da rosa.
Durante meses trabalhou conduzindo os ramos de forma a preencher o desenho que só ele sabia, podando os espigões teimosos que escapavam à harmonia exigida. E aos poucos, entre suas mãos, o arbusto foi tomando feitio, fazendo surgir dos pés plantados no gramado duas lindas pernas, depois o ventre, os seios, os gentis braços da mulher que seria sua. Por último, cuidado maior, a cabeça levemente inclinada para o lado.
O Jardineiro ainda deu os últimos retoques com a ponta da tesourac. Ajeitou o cabelo, arredondou a curva de um joelhob. Depois, afastando-se para olhar, murmurou encantado:
- Bom dia, Rosamulher.
Mas, enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem uma só gota de vermelho brilhava no corpo da roseira.
Nua, obedecia ao esforço de seu jardineiroa que, temendo que viesse a floração a romper tanta beleza, cortava rente todos os botões.
De tanto contrariar a primavera, adoeceu, pois, o jardineiro. E ardendo de amor e febre na cama, inutilmente chamou por sua amada.
Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim. Quando afinal conseguiu se levantar para procurá-la, percebeu de longe a marca da sua ausênciad. Embaralhando-se aos cabelos, desfazendo a curva da testa, uma rosa embabadava suas pétalas entre os olhos da mulher. E já outra no seio despontava
.
Parado diante dela, ele olhava e olhava. Perdida estava a perfeição do rosto, perdida a expressão do olhar. Mas do seu amor nada se perdia. Florida, pareceu-lhe ainda mais linda. Nunca Rosa mulher fora tão rosa. E seu coração de jardineiro soube que jamais teria coragem de podá-la. Nem mesmo para mantê-la presa em seu desenho.
Então, docemente a abraçou descansando a cabeça no seu ombro. E esperou. E sentindo sua espera, a mulher-rosa começou a brotar, lançando galhos, abrindo folhas, envolvendo-o em botões, casulo de flores e perfumes.
Ao longe, raras damas surpreenderam-se com o súbito esplendor da roseira. Um cavaleiro reteve seu cavalo. Por um instante pararam, atraídos. Depois voltaram a cabeça e a atenção, retomando seus caminhos. Sem perceber debaixo das flores o estreito abraço dos amantes.
Colasanti, M. A mulher Ramada. In:__.
Doze reis e a moça do Labirinto do vento – 12ª.ed. São Paulo: Global,2006, p. 26-28. Adaptado.
Partindo do conceito de regência verbal como sendo a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam ou os circunstanciam, marque o item que traz uma informação correta sobre essa relação nos períodos que seguem
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A Mulher Ramada
Verde-claro, verde-escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde-claro, verde-escuro, imenso lençol do gramado; lá longe o palácio. Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça do trabalho.
Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim, quando uma dor de solidão começou a enraizar-se no seu peito. E passados dias, e passados meses, só não passando a dor, disse o jardineiro a si mesmo que era tempo de ter uma companheira.
No dia seguinte, trazidas num saco duas belas mudas de rosa, o homem escolheu o lugar, ajoelhou-se, cavou cuidadoso a primeira cova, mediu um palmo, cavou a segunda, e com gestos sábios de amor enterrou as raízes. Ao redor afundou um pouco a terra, para que a água de chuva e rega mantivesse sempre molhados os pés da rosa.
Durante meses trabalhou conduzindo os ramos de forma a preencher o desenho que só ele sabia, podando os espigões teimosos que escapavam à harmonia exigida. E aos poucos, entre suas mãos, o arbusto foi tomando feitio, fazendo surgir dos pés plantados no gramado duas lindas pernas, depois o ventre, os seios, os gentis braços da mulher que seria sua. Por último, cuidado maior, a cabeça levemente inclinada para o lado.
O Jardineiro ainda deu os últimos retoques com a ponta da tesoura. Ajeitou o cabelo, arredondou a curva de um joelho. Depois, afastando-se para olhar, murmurou encantado:
- Bom dia, Rosamulher.
Mas, enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem uma só gota de vermelho brilhava no corpo da roseira.
Nua, obedecia ao esforço de seu jardineiro que, temendo que viesse a floração a romper tanta beleza, cortava rente todos os botões.
De tanto contrariar a primavera, adoeceu, pois, o jardineiro. E ardendo de amor e febre na cama, inutilmente chamou por sua amada.
Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim. Quando afinal conseguiu se levantar para procurá-la, percebeu de longe a marca da sua ausência. Embaralhando-se aos cabelos, desfazendo a curva da testa, uma rosa embabadava suas pétalas entre os olhos da mulher. E já outra no seio despontava
.
Parado diante dela, ele olhava e olhava. Perdida estava a perfeição do rosto, perdida a expressão do olhar. Mas do seu amor nada se perdia. Florida, pareceu-lhe ainda mais linda. Nunca Rosa mulher fora tão rosa. E seu coração de jardineiro soube que jamais teria coragem de podá-la. Nem mesmo para mantê-la presa em seu desenho.
Então, docemente a abraçou descansando a cabeça no seu ombro. E esperou. E sentindo sua espera, a mulher-rosa começou a brotar, lançando galhos, abrindo folhas, envolvendo-o em botões, casulo de flores e perfumes.
Ao longe, raras damas surpreenderam-se com o súbito esplendor da roseira. Um cavaleiro reteve seu cavalo. Por um instante pararam, atraídos. Depois voltaram a cabeça e a atenção, retomando seus caminhos. Sem perceber debaixo das flores o estreito abraço dos amantes.
Colasanti, M. A mulher Ramada. In:__.
Doze reis e a moça do Labirinto do vento – 12ª.ed. São Paulo: Global,2006, p. 26-28. Adaptado.
O verbo destacado em “[...] temendo que viesse a floração a romper tanta beleza [...]”, transposto para a segunda pessoa do plural do pretérito mais-que-perfeito, está corretamente estruturado no item
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