Foram encontradas 192 questões.
Em um triângulo retângulo a hipotenusa mede 6 cm e um
dos catetos mede 2 cm. Assim, pode-se afirmar que o seno
do ângulo oposto ao maior cateto é:
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Davi viajou para a praia no seu carro. Na ida, durante 1 hora
e 40 minutos, ele viajou a 81 km/h; durante os 50 minutos
restantes, a 84 km/h. Considerando que na volta Davi fez o
mesmo trajeto da ida e que fez toda a viagem a 75 km/h,
pode-se afirmar que o tempo gasto na viagem de volta foi:
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Joaquim quer escolher 5 entre seus 18 netos para viajarem
juntos. De quantas maneiras diferentes Joaquim pode
fazer esta escolha?
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Dado o sistema 
Pode-se afirmar que y – z é igual a:
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Observe os algarismos a seguir:
0 1 3 4 6 7
A quantidade de números de três dígitos, maiores que 300 que podem ser formados utilizando os algarismos anteriores, sem repeti-los é:
0 1 3 4 6 7
A quantidade de números de três dígitos, maiores que 300 que podem ser formados utilizando os algarismos anteriores, sem repeti-los é:
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Sejam x e y números reais, com y ≠ 0, tal que x – y = 8 e
y2 – x2 = –32. O valor de x/y
é:
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Texto para responder à questão.
Eu sei, mas não devia
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de
fundos e a não ter outra vista que não seja as janelas ao
redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar
para fora. E porque não olha para fora logo se acostuma a
não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas
logo se acostuma acender mais cedo a luz. E a medida que se
acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado
porque está na hora. A tomar café correndo porque está
atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder
tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá pra
almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no
ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado
sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a
guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja
número para os mortos. E aceitando os números aceita não
acreditar nas negociações de paz, aceita ler todo dia da
guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no
telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem
receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava
tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o
de que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que
pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer filas para
pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que
cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para
ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que
se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes. A
abrir as revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e a ver
comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser
instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável
catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar
condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro
tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às
bactérias da água potável. À contaminação da água do mar.
À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir o passarinho,
a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se
afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta
acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila
e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a
gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho
está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E
se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai
dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono
atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza,
para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas,
sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para
poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida que
aos poucos se gasta e, que gasta, de tanto acostumar, se
perde de si mesma.
(COLASANTI, Marina. A casa das palavras e outras crônicas. São
Paulo: Ática, 2002.)
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Um Band-Aid na alma
Não gosto de escrever sobre datas marcadas, mas às
vezes acontece. Em cada virada de ano somos sacudidos por
sentimentos positivos e negativos quanto a essas festas que
para muitos são tormento.
Vale a história do copo meio cheio ou meio vazio. Para
alguns é tempo de melancolia: choramos os que morreram,
os que nos traíram, os que foram embora, os desejos
frustrados, os sonhos perdidos, a fortuna dissipada, o
emprego ruim, o salário pior ainda, a família pouco amorosa,
a situação do país, do mundo, de tudo.
Se formos mais otimistas, encararemos o ano passado,
a vida passada, o eu que já fomos, como transições naturais.
Não é preciso encarar a juventude, os primeiros sucessos, o
começo de uma relação que já foi encantada, como perda
irremediável: tudo continua com a gente.
Em lugar de detestar estes dias, podemos inventar e
até curtir qualquer celebração que reúna amigos ou família.
Não é essencial ser religioso: se os sentimentos, a família, as
amizades, a relação amorosa forem áridos, invocar Deus não
vai adiantar. Mas celebrar é vital – e nada como algumas
datas marcadas para lembrar que a vida não é apenas luta;
é também a possível alegria.
Não precisa ser com champanhe caro nem presentes
que vão nos endividar pelo ano inteiro: basta algum gesto
afetuoso verdadeiro, um calor humano que abrande aquelas
feridas da alma que sempre temos.
Quanto aos projetos, é melhor evitar aquela lista de
impossíveis. Importa cuidar mais da relação, ser mais gentil
com os pais e menos crítico com os filhos, falar mais com os
amigos, sair da redoma da amargura e abrir-se para o outro.
Ser fiel, ser sincero, ser bondoso: a primeira coisa num
namorado ou namorada, eu dizia sempre a meus filhos e
hoje digo aos netos, é que seja uma boa pessoa, leal, gentil.
O grosseiro é inadmissível. O ignorante é uma tristeza. O
falso, cínico ou infiel, é bom manter longe. Mas ainda que
sem brilho, um bom amor, um bom amigo, um bom pai e
mãe, um bom filho, fazem a festa.
Que faça sorrir. Mesmo para os descrentes, nestes dias
algo mágico circula por este mundo nem sempre bonito nem
bom. Mas, se nosso projeto for o eterno perder 10 quilos,
conseguir (isso não se consegue, acontece…) uma namorada
gostosa ou um marido rico – ou, quem sabe, uma parceira
carinhosa –, ganhar na loteria, vingar-se dos desafetos e
mostrar quem é o bom, é melhor esquecer: não valerão a
pena a festa nem o novo ano, pois vai ser tudo mentira, oco
e vazio.
Vale mandar um pensamento, e, se for o caso, uma
oração, aos que vivem privações emocionais ou materiais, que trabalham além do humanamente suportável, que
perderam o amor de sua vida ou um filho amado, que foram
esquecidos e decepcionados, que nesta data não vão
escutar nem uma voz cálida ao telefone.
Vamos nos permitir, sobretudo, a alegria perdida no
cansaço de tanta correria. Ela ainda existe: sabendo procurar,
a gente a encontra.
(Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/lya-
luft/. Acesso em: 09/01/2019. Com adaptações.)
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Um Band-Aid na alma
Não gosto de escrever sobre datas marcadas, mas às
vezes acontece. Em cada virada de ano somos sacudidos por
sentimentos positivos e negativos quanto a essas festas que
para muitos são tormento.
Vale a história do copo meio cheio ou meio vazio. Para
alguns é tempo de melancolia: choramos os que morreram,
os que nos traíram, os que foram embora, os desejos
frustrados, os sonhos perdidos, a fortuna dissipada, o
emprego ruim, o salário pior ainda, a família pouco amorosa,
a situação do país, do mundo, de tudo.
Se formos mais otimistas, encararemos o ano passado,
a vida passada, o eu que já fomos, como transições naturais.
Não é preciso encarar a juventude, os primeiros sucessos, o
começo de uma relação que já foi encantada, como perda
irremediável: tudo continua com a gente.
Em lugar de detestar estes dias, podemos inventar e
até curtir qualquer celebração que reúna amigos ou família.
Não é essencial ser religioso: se os sentimentos, a família, as
amizades, a relação amorosa forem áridos, invocar Deus não
vai adiantar. Mas celebrar é vital – e nada como algumas
datas marcadas para lembrar que a vida não é apenas luta;
é também a possível alegria.
Não precisa ser com champanhe caro nem presentes
que vão nos endividar pelo ano inteiro: basta algum gesto
afetuoso verdadeiro, um calor humano que abrande aquelas
feridas da alma que sempre temos.
Quanto aos projetos, é melhor evitar aquela lista de
impossíveis. Importa cuidar mais da relação, ser mais gentil
com os pais e menos crítico com os filhos, falar mais com os
amigos, sair da redoma da amargura e abrir-se para o outro.
Ser fiel, ser sincero, ser bondoso: a primeira coisa num
namorado ou namorada, eu dizia sempre a meus filhos e
hoje digo aos netos, é que seja uma boa pessoa, leal, gentil.
O grosseiro é inadmissível. O ignorante é uma tristeza. O
falso, cínico ou infiel, é bom manter longe. Mas ainda que
sem brilho, um bom amor, um bom amigo, um bom pai e
mãe, um bom filho, fazem a festa.
Que faça sorrir. Mesmo para os descrentes, nestes dias
algo mágico circula por este mundo nem sempre bonito nem
bom. Mas, se nosso projeto for o eterno perder 10 quilos,
conseguir (isso não se consegue, acontece…) uma namorada
gostosa ou um marido rico – ou, quem sabe, uma parceira
carinhosa –, ganhar na loteria, vingar-se dos desafetos e
mostrar quem é o bom, é melhor esquecer: não valerão a
pena a festa nem o novo ano, pois vai ser tudo mentira, oco
e vazio.
Vale mandar um pensamento, e, se for o caso, uma
oração, aos que vivem privações emocionais ou materiais, que trabalham além do humanamente suportável, que
perderam o amor de sua vida ou um filho amado, que foram
esquecidos e decepcionados, que nesta data não vão
escutar nem uma voz cálida ao telefone.
Vamos nos permitir, sobretudo, a alegria perdida no
cansaço de tanta correria. Ela ainda existe: sabendo procurar,
a gente a encontra.
(Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/lya-
luft/. Acesso em: 09/01/2019. Com adaptações.)
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Questão presente nas seguintes provas
Um Band-Aid na alma
Não gosto de escrever sobre datas marcadas, mas às
vezes acontece. Em cada virada de ano somos sacudidos por
sentimentos positivos e negativos quanto a essas festas que
para muitos são tormento.
Vale a história do copo meio cheio ou meio vazio. Para
alguns é tempo de melancolia: choramos os que morreram,
os que nos traíram, os que foram embora, os desejos
frustrados, os sonhos perdidos, a fortuna dissipada, o
emprego ruim, o salário pior ainda, a família pouco amorosa,
a situação do país, do mundo, de tudo.
Se formos mais otimistas, encararemos o ano passado,
a vida passada, o eu que já fomos, como transições naturais.
Não é preciso encarar a juventude, os primeiros sucessos, o
começo de uma relação que já foi encantada, como perda
irremediável: tudo continua com a gente.
Em lugar de detestar estes dias, podemos inventar e
até curtir qualquer celebração que reúna amigos ou família.
Não é essencial ser religioso: se os sentimentos, a família, as
amizades, a relação amorosa forem áridos, invocar Deus não
vai adiantar. Mas celebrar é vital – e nada como algumas
datas marcadas para lembrar que a vida não é apenas luta;
é também a possível alegria.
Não precisa ser com champanhe caro nem presentes
que vão nos endividar pelo ano inteiro: basta algum gesto
afetuoso verdadeiro, um calor humano que abrande aquelas
feridas da alma que sempre temos.
Quanto aos projetos, é melhor evitar aquela lista de
impossíveis. Importa cuidar mais da relação, ser mais gentil
com os pais e menos crítico com os filhos, falar mais com os
amigos, sair da redoma da amargura e abrir-se para o outro.
Ser fiel, ser sincero, ser bondoso: a primeira coisa num
namorado ou namorada, eu dizia sempre a meus filhos e
hoje digo aos netos, é que seja uma boa pessoa, leal, gentil.
O grosseiro é inadmissível. O ignorante é uma tristeza. O
falso, cínico ou infiel, é bom manter longe. Mas ainda que
sem brilho, um bom amor, um bom amigo, um bom pai e
mãe, um bom filho, fazem a festa.
Que faça sorrir. Mesmo para os descrentes, nestes dias
algo mágico circula por este mundo nem sempre bonito nem
bom. Mas, se nosso projeto for o eterno perder 10 quilos,
conseguir (isso não se consegue, acontece…) uma namorada
gostosa ou um marido rico – ou, quem sabe, uma parceira
carinhosa –, ganhar na loteria, vingar-se dos desafetos e
mostrar quem é o bom, é melhor esquecer: não valerão a
pena a festa nem o novo ano, pois vai ser tudo mentira, oco
e vazio.
Vale mandar um pensamento, e, se for o caso, uma
oração, aos que vivem privações emocionais ou materiais, que trabalham além do humanamente suportável, que
perderam o amor de sua vida ou um filho amado, que foram
esquecidos e decepcionados, que nesta data não vão
escutar nem uma voz cálida ao telefone.
Vamos nos permitir, sobretudo, a alegria perdida no
cansaço de tanta correria. Ela ainda existe: sabendo procurar,
a gente a encontra.
(Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/lya-
luft/. Acesso em: 09/01/2019. Com adaptações.)
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