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LINGUÍSTICA
Carta Educação: Há como mensurar o início das fake news? Vivemos uma ascensão das notícias falsas?
Pollyana Ferrari: “As fake news sempre existiram. No meu livro eu cito relatos e resumos de jornais fake desde Roma Antiga.
Então não é que a gente não tinha, sempre tivemos a imprensa marrom, o próprio Cidadão Kane, de 1941, é um exemplo, bem como
a Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Não estamos diante de um fenômeno novo, que começa em 2016. O que temos de considerar
é a questão da escala.
Com as redes sociais, basicamente as temos há 14 anos, todo mundo ganhou voz, temos produção de conteúdo via celulares,
blogs, influenciadores digitais. E, veja, eu não sou contra esse movimento, é positivo termos outras vozes para além da grande mídia.
A questão é que nos grandes veículos há etapas de apuração de informação, um mínimo de checagem, independentemente da linha
editorial que sigam. Não estou falando de viés político, mas de etapas de apuração. Com a pulverização, isso se perde. E, sim, estamos
em um momento de ascensão das fake news, o que é muito preocupante.
Carta Educação: Qual a relação entre fake news e pós-verdade?
Pollyana Ferrari: A pós-verdade aponta para uma sociedade informacional que compartilha personas digitais, desejos que não
tem lastro com o real. Vejo que às vezes as pessoas até têm dimensão de que determinada informação é falsa, mas como isso vai ao
encontro do seu desejo, ela compartilha.
Carta Educação: Como isso ganha força e pode ser prejudicial no contexto digital da Internet e das redes sociais?
Pollyana Ferrari: Vamos imaginar duas situações. Um jovem, adaptado à presença nessas plataformas e que acredita mais nos
seus amigos e na sua timeline do que nos veículos e até em seu professor. Agora, o idoso que, por sua vez, não está acostumado com a
presença digital e que vinha de uma relação com a informação em que se preservava uma checagem mínima. Isso parece inofensivo,
mas quando consideramos que só no Facebook há dois bilhões de pessoas, é preocupante. Isso sem contar os aplicativos de mensagens
instantâneas, como o Whatsapp, um dos mais utilizados pelos brasileiros e um dos disseminadores de fake news em potencial. O que
estou querendo dizer é que, geralmente, o dedo é mais rápido que o cérebro, se compartilha muita coisa sem checar informação,sem
questionar de onde vem a foto, o vídeo. É preciso ter senso crítico e questionar o que se recebe.
(Ana Luiza Basílio, Carta Capital. 2018.)
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Carta Educação: Há como mensurar o início das fake news? Vivemos uma ascensão das notícias falsas?
Pollyana Ferrari: “As fake news sempre existiram. No meu livro eu cito relatos e resumos de jornais fake desde Roma Antiga.
Então não é que a gente não tinha, sempre tivemos a imprensa marrom, o próprio Cidadão Kane, de 1941, é um exemplo, bem como
a Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Não estamos diante de um fenômeno novo, que começa em 2016. O que temos de considerar
é a questão da escala.
Com as redes sociais, basicamente as temos há 14 anos, todo mundo ganhou voz, temos produção de conteúdo via celulares,
blogs, influenciadores digitais. E, veja, eu não sou contra esse movimento, é positivo termos outras vozes para além da grande mídia.
A questão é que nos grandes veículos há etapas de apuração de informação, um mínimo de checagem, independentemente da linha
editorial que sigam. Não estou falando de viés político, mas de etapas de apuração. Com a pulverização, isso se perde. E, sim, estamos
em um momento de ascensão das fake news, o que é muito preocupante.
Carta Educação: Qual a relação entre fake news e pós-verdade?
Pollyana Ferrari: A pós-verdade aponta para uma sociedade informacional que compartilha personas digitais, desejos que não
tem lastro com o real. Vejo que às vezes as pessoas até têm dimensão de que determinada informação é falsa, mas como isso vai ao
encontro do seu desejo, ela compartilha.
Carta Educação: Como isso ganha força e pode ser prejudicial no contexto digital da Internet e das redes sociais?
Pollyana Ferrari: Vamos imaginar duas situações. Um jovem, adaptado à presença nessas plataformas e que acredita mais nos
seus amigos e na sua timeline do que nos veículos e até em seu professor. Agora, o idoso que, por sua vez, não está acostumado com a
presença digital e que vinha de uma relação com a informação em que se preservava uma checagem mínima. Isso parece inofensivo,
mas quando consideramos que só no Facebook há dois bilhões de pessoas, é preocupante. Isso sem contar os aplicativos de mensagens
instantâneas, como o Whatsapp, um dos mais utilizados pelos brasileiros e um dos disseminadores de fake news em potencial. O que
estou querendo dizer é que, geralmente, o dedo é mais rápido que o cérebro, se compartilha muita coisa sem checar informação,sem
questionar de onde vem a foto, o vídeo. É preciso ter senso crítico e questionar o que se recebe.
(Ana Luiza Basílio, Carta Capital. 2018.)
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Carta Educação: Há como mensurar o início das fake news? Vivemos uma ascensão das notícias falsas?
Pollyana Ferrari: “As fake news sempre existiram. No meu livro eu cito relatos e resumos de jornais fake desde Roma Antiga.
Então não é que a gente não tinha, sempre tivemos a imprensa marrom, o próprio Cidadão Kane, de 1941, é um exemplo, bem como
a Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Não estamos diante de um fenômeno novo, que começa em 2016. O que temos de considerar
é a questão da escala.
Com as redes sociais, basicamente as temos há 14 anos, todo mundo ganhou voz, temos produção de conteúdo via celulares,
blogs, influenciadores digitais. E, veja, eu não sou contra esse movimento, é positivo termos outras vozes para além da grande mídia.
A questão é que nos grandes veículos há etapas de apuração de informação, um mínimo de checagem, independentemente da linha
editorial que sigam. Não estou falando de viés político, mas de etapas de apuração. Com a pulverização, isso se perde. E, sim, estamos
em um momento de ascensão das fake news, o que é muito preocupante.
Carta Educação: Qual a relação entre fake news e pós-verdade?
Pollyana Ferrari: A pós-verdade aponta para uma sociedade informacional que compartilha personas digitais, desejos que não
tem lastro com o real. Vejo que às vezes as pessoas até têm dimensão de que determinada informação é falsa, mas como isso vai ao
encontro do seu desejo, ela compartilha.
Carta Educação: Como isso ganha força e pode ser prejudicial no contexto digital da Internet e das redes sociais?
Pollyana Ferrari: Vamos imaginar duas situações. Um jovem, adaptado à presença nessas plataformas e que acredita mais nos
seus amigos e na sua timeline do que nos veículos e até em seu professor. Agora, o idoso que, por sua vez, não está acostumado com a
presença digital e que vinha de uma relação com a informação em que se preservava uma checagem mínima. Isso parece inofensivo,
mas quando consideramos que só no Facebook há dois bilhões de pessoas, é preocupante. Isso sem contar os aplicativos de mensagens
instantâneas, como o Whatsapp, um dos mais utilizados pelos brasileiros e um dos disseminadores de fake news em potencial. O que
estou querendo dizer é que, geralmente, o dedo é mais rápido que o cérebro, se compartilha muita coisa sem checar informação,sem
questionar de onde vem a foto, o vídeo. É preciso ter senso crítico e questionar o que se recebe.
(Ana Luiza Basílio, Carta Capital. 2018.)

(Disponível em: https://www.ivancabral.com/2011/06/charge-do-dia-rede-social.html)
Considerando-se os contextos apresentados, a resposta dada pela entrevistada e a charge, pode-se afirmar em relação à expressão “rede social” que:
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Carta Educação: Há como mensurar o início das fake news? Vivemos uma ascensão das notícias falsas?
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Então não é que a gente não tinha, sempre tivemos a imprensa marrom, o próprio Cidadão Kane, de 1941, é um exemplo, bem como
a Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Não estamos diante de um fenômeno novo, que começa em 2016. O que temos de considerar
é a questão da escala.
Com as redes sociais, basicamente as temos há 14 anos, todo mundo ganhou voz, temos produção de conteúdo via celulares,
blogs, influenciadores digitais. E, veja, eu não sou contra esse movimento, é positivo termos outras vozes para além da grande mídia.
A questão é que nos grandes veículos há etapas de apuração de informação, um mínimo de checagem, independentemente da linha
editorial que sigam. Não estou falando de viés político, mas de etapas de apuração. Com a pulverização, isso se perde. E, sim, estamos
em um momento de ascensão das fake news, o que é muito preocupante.
Carta Educação: Qual a relação entre fake news e pós-verdade?
Pollyana Ferrari: A pós-verdade aponta para uma sociedade informacional que compartilha personas digitais, desejos que não
tem lastro com o real. Vejo que às vezes as pessoas até têm dimensão de que determinada informação é falsa, mas como isso vai ao
encontro do seu desejo, ela compartilha.
Carta Educação: Como isso ganha força e pode ser prejudicial no contexto digital da Internet e das redes sociais?
Pollyana Ferrari: Vamos imaginar duas situações. Um jovem, adaptado à presença nessas plataformas e que acredita mais nos
seus amigos e na sua timeline do que nos veículos e até em seu professor. Agora, o idoso que, por sua vez, não está acostumado com a
presença digital e que vinha de uma relação com a informação em que se preservava uma checagem mínima. Isso parece inofensivo,
mas quando consideramos que só no Facebook há dois bilhões de pessoas, é preocupante. Isso sem contar os aplicativos de mensagens
instantâneas, como o Whatsapp, um dos mais utilizados pelos brasileiros e um dos disseminadores de fake news em potencial. O que
estou querendo dizer é que, geralmente, o dedo é mais rápido que o cérebro, se compartilha muita coisa sem checar informação,sem
questionar de onde vem a foto, o vídeo. É preciso ter senso crítico e questionar o que se recebe.
(Ana Luiza Basílio, Carta Capital. 2018.)
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Carta Educação: Há como mensurar o início das fake news? Vivemos uma ascensão das notícias falsas?
Pollyana Ferrari: “As fake news sempre existiram. No meu livro eu cito relatos e resumos de jornais fake desde Roma Antiga.
Então não é que a gente não tinha, sempre tivemos a imprensa marrom, o próprio Cidadão Kane, de 1941, é um exemplo, bem como
a Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Não estamos diante de um fenômeno novo, que começa em 2016. O que temos de considerar
é a questão da escala.
Com as redes sociais, basicamente as temos há 14 anos, todo mundo ganhou voz, temos produção de conteúdo via celulares,
blogs, influenciadores digitais. E, veja, eu não sou contra esse movimento, é positivo termos outras vozes para além da grande mídia.
A questão é que nos grandes veículos há etapas de apuração de informação, um mínimo de checagem, independentemente da linha
editorial que sigam. Não estou falando de viés político, mas de etapas de apuração. Com a pulverização, isso se perde. E, sim, estamos
em um momento de ascensão das fake news, o que é muito preocupante.
Carta Educação: Qual a relação entre fake news e pós-verdade?
Pollyana Ferrari: A pós-verdade aponta para uma sociedade informacional que compartilha personas digitais, desejos que não
tem lastro com o real. Vejo que às vezes as pessoas até têm dimensão de que determinada informação é falsa, mas como isso vai ao
encontro do seu desejo, ela compartilha.
Carta Educação: Como isso ganha força e pode ser prejudicial no contexto digital da Internet e das redes sociais?
Pollyana Ferrari: Vamos imaginar duas situações. Um jovem, adaptado à presença nessas plataformas e que acredita mais nos
seus amigos e na sua timeline do que nos veículos e até em seu professor. Agora, o idoso que, por sua vez, não está acostumado com a
presença digital e que vinha de uma relação com a informação em que se preservava uma checagem mínima. Isso parece inofensivo,
mas quando consideramos que só no Facebook há dois bilhões de pessoas, é preocupante. Isso sem contar os aplicativos de mensagens
instantâneas, como o Whatsapp, um dos mais utilizados pelos brasileiros e um dos disseminadores de fake news em potencial. O que
estou querendo dizer é que, geralmente, o dedo é mais rápido que o cérebro, se compartilha muita coisa sem checar informação,sem
questionar de onde vem a foto, o vídeo. É preciso ter senso crítico e questionar o que se recebe.
(Ana Luiza Basílio, Carta Capital. 2018.)
I. Relaciona-se a práticas do campo jornalístico-midiático.
II. Objetiva, principalmente, transmitir informações e contribuir para a formação de opinião.
III. A partir de expressões, exclusivamente objetivas, a entrevistada apresenta suas respostas.
Está correto o que se afirma em
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Então não é que a gente não tinha, sempre tivemos a imprensa marrom, o próprio Cidadão Kane, de 1941, é um exemplo, bem como
a Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Não estamos diante de um fenômeno novo, que começa em 2016. O que temos de considerar
é a questão da escala.
Com as redes sociais, basicamente as temos há 14 anos, todo mundo ganhou voz, temos produção de conteúdo via celulares,
blogs, influenciadores digitais. E, veja, eu não sou contra esse movimento, é positivo termos outras vozes para além da grande mídia.
A questão é que nos grandes veículos há etapas de apuração de informação, um mínimo de checagem, independentemente da linha
editorial que sigam. Não estou falando de viés político, mas de etapas de apuração. Com a pulverização, isso se perde. E, sim, estamos
em um momento de ascensão das fake news, o que é muito preocupante.
Carta Educação: Qual a relação entre fake news e pós-verdade?
Pollyana Ferrari: A pós-verdade aponta para uma sociedade informacional que compartilha personas digitais, desejos que não
tem lastro com o real. Vejo que às vezes as pessoas até têm dimensão de que determinada informação é falsa, mas como isso vai ao
encontro do seu desejo, ela compartilha.
Carta Educação: Como isso ganha força e pode ser prejudicial no contexto digital da Internet e das redes sociais?
Pollyana Ferrari: Vamos imaginar duas situações. Um jovem, adaptado à presença nessas plataformas e que acredita mais nos
seus amigos e na sua timeline do que nos veículos e até em seu professor. Agora, o idoso que, por sua vez, não está acostumado com a
presença digital e que vinha de uma relação com a informação em que se preservava uma checagem mínima. Isso parece inofensivo,
mas quando consideramos que só no Facebook há dois bilhões de pessoas, é preocupante. Isso sem contar os aplicativos de mensagens
instantâneas, como o Whatsapp, um dos mais utilizados pelos brasileiros e um dos disseminadores de fake news em potencial. O que
estou querendo dizer é que, geralmente, o dedo é mais rápido que o cérebro, se compartilha muita coisa sem checar informação,sem
questionar de onde vem a foto, o vídeo. É preciso ter senso crítico e questionar o que se recebe.
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Então não é que a gente não tinha, sempre tivemos a imprensa marrom, o próprio Cidadão Kane, de 1941, é um exemplo, bem como
a Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Não estamos diante de um fenômeno novo, que começa em 2016. O que temos de considerar
é a questão da escala.
Com as redes sociais, basicamente as temos há 14 anos, todo mundo ganhou voz, temos produção de conteúdo via celulares,
blogs, influenciadores digitais. E, veja, eu não sou contra esse movimento, é positivo termos outras vozes para além da grande mídia.
A questão é que nos grandes veículos há etapas de apuração de informação, um mínimo de checagem, independentemente da linha
editorial que sigam. Não estou falando de viés político, mas de etapas de apuração. Com a pulverização, isso se perde. E, sim, estamos
em um momento de ascensão das fake news, o que é muito preocupante.
Carta Educação: Qual a relação entre fake news e pós-verdade?
Pollyana Ferrari: A pós-verdade aponta para uma sociedade informacional que compartilha personas digitais, desejos que não
tem lastro com o real. Vejo que às vezes as pessoas até têm dimensão de que determinada informação é falsa, mas como isso vai ao
encontro do seu desejo, ela compartilha.
Carta Educação: Como isso ganha força e pode ser prejudicial no contexto digital da Internet e das redes sociais?
Pollyana Ferrari: Vamos imaginar duas situações. Um jovem, adaptado à presença nessas plataformas e que acredita mais nos
seus amigos e na sua timeline do que nos veículos e até em seu professor. Agora, o idoso que, por sua vez, não está acostumado com a
presença digital e que vinha de uma relação com a informação em que se preservava uma checagem mínima. Isso parece inofensivo,
mas quando consideramos que só no Facebook há dois bilhões de pessoas, é preocupante. Isso sem contar os aplicativos de mensagens
instantâneas, como o Whatsapp, um dos mais utilizados pelos brasileiros e um dos disseminadores de fake news em potencial. O que
estou querendo dizer é que, geralmente, o dedo é mais rápido que o cérebro, se compartilha muita coisa sem checar informação,sem
questionar de onde vem a foto, o vídeo. É preciso ter senso crítico e questionar o que se recebe.
(Ana Luiza Basílio, Carta Capital. 2018.)
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Pollyana Ferrari: “As fake news sempre existiram. No meu livro eu cito relatos e resumos de jornais fake desde Roma Antiga.
Então não é que a gente não tinha, sempre tivemos a imprensa marrom, o próprio Cidadão Kane, de 1941, é um exemplo, bem como
a Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Não estamos diante de um fenômeno novo, que começa em 2016. O que temos de considerar
é a questão da escala.
Com as redes sociais, basicamente as temos há 14 anos, todo mundo ganhou voz, temos produção de conteúdo via celulares,
blogs, influenciadores digitais. E, veja, eu não sou contra esse movimento, é positivo termos outras vozes para além da grande mídia.
A questão é que nos grandes veículos há etapas de apuração de informação, um mínimo de checagem, independentemente da linha
editorial que sigam. Não estou falando de viés político, mas de etapas de apuração. Com a pulverização, isso se perde. E, sim, estamos
em um momento de ascensão das fake news, o que é muito preocupante.
Carta Educação: Qual a relação entre fake news e pós-verdade?
Pollyana Ferrari: A pós-verdade aponta para uma sociedade informacional que compartilha personas digitais, desejos que não
tem lastro com o real. Vejo que às vezes as pessoas até têm dimensão de que determinada informação é falsa, mas como isso vai ao
encontro do seu desejo, ela compartilha.
Carta Educação: Como isso ganha força e pode ser prejudicial no contexto digital da Internet e das redes sociais?
Pollyana Ferrari: Vamos imaginar duas situações. Um jovem, adaptado à presença nessas plataformas e que acredita mais nos
seus amigos e na sua timeline do que nos veículos e até em seu professor. Agora, o idoso que, por sua vez, não está acostumado com a
presença digital e que vinha de uma relação com a informação em que se preservava uma checagem mínima. Isso parece inofensivo,
mas quando consideramos que só no Facebook há dois bilhões de pessoas, é preocupante. Isso sem contar os aplicativos de mensagens
instantâneas, como o Whatsapp, um dos mais utilizados pelos brasileiros e um dos disseminadores de fake news em potencial. O que
estou querendo dizer é que, geralmente, o dedo é mais rápido que o cérebro, se compartilha muita coisa sem checar informação,sem
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- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
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Pollyana Ferrari: “As fake news sempre existiram. No meu livro eu cito relatos e resumos de jornais fake desde Roma Antiga.
Então não é que a gente não tinha, sempre tivemos a imprensa marrom, o próprio Cidadão Kane, de 1941, é um exemplo, bem como
a Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Não estamos diante de um fenômeno novo, que começa em 2016. O que temos de considerar
é a questão da escala.
Com as redes sociais, basicamente as temos há 14 anos, todo mundo ganhou voz, temos produção de conteúdo via celulares,
blogs, influenciadores digitais. E, veja, eu não sou contra esse movimento, é positivo termos outras vozes para além da grande mídia.
A questão é que nos grandes veículos há etapas de apuração de informação, um mínimo de checagem, independentemente da linha
editorial que sigam. Não estou falando de viés político, mas de etapas de apuração. Com a pulverização, isso se perde. E, sim, estamos
em um momento de ascensão das fake news, o que é muito preocupante.
Carta Educação: Qual a relação entre fake news e pós-verdade?
Pollyana Ferrari: A pós-verdade aponta para uma sociedade informacional que compartilha personas digitais, desejos que não
tem lastro com o real. Vejo que às vezes as pessoas até têm dimensão de que determinada informação é falsa, mas como isso vai ao
encontro do seu desejo, ela compartilha.
Carta Educação: Como isso ganha força e pode ser prejudicial no contexto digital da Internet e das redes sociais?
Pollyana Ferrari: Vamos imaginar duas situações. Um jovem, adaptado à presença nessas plataformas e que acredita mais nos
seus amigos e na sua timeline do que nos veículos e até em seu professor. Agora, o idoso que, por sua vez, não está acostumado com a
presença digital e que vinha de uma relação com a informação em que se preservava uma checagem mínima. Isso parece inofensivo,
mas quando consideramos que só no Facebook há dois bilhões de pessoas, é preocupante. Isso sem contar os aplicativos de mensagens
instantâneas, como o Whatsapp, um dos mais utilizados pelos brasileiros e um dos disseminadores de fake news em potencial. O que
estou querendo dizer é que, geralmente, o dedo é mais rápido que o cérebro, se compartilha muita coisa sem checar informação,sem
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Vício na fala
Para dizer milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
(ANDRADE, Oswald. Pau-Brasil. 2. Ed. São Paulo: Globo, 2003. P. 119.)
I. A linguagem utilizada no texto foi determinada pelo efeito pretendido pelo autor.
II. A forma como o autor se refere à linguagem utilizada pelos falantes demonstra preconceito linguístico.
III. O autor valoriza a função social dos falantes que é a de construir casas. Com isso, coloca o modo deles falarem como irrelevante.
Está correto o que se afirma apenas em
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