Foram encontradas 380 questões.
Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
Entrada
Manoel de Barros
Distâncias somavam a gente para menos. Nossa morada
estava tão perto do abandono que dava até para a gente pegar
nele. Eu conversava bobagens profundas com os sapos, com
as águas e com as árvores. Meu avô abastecia a solidão. A
natureza avançava nas minhas palavras tipo assim: o dia está
frondoso em borboletas. No amanhecer o sol põe glórias em
meu olho. O cinzento da tarde me empobrece. E o rio encosta
as margens em minha voz. Essa fusão com a natureza tirava
de mim a liberdade de pensar. Eu queria que as garças me
gorjeassem. Então comecei a fazer desenhos verbais de
imagens. Me dei bem. Perdoem-me os leitores desta entrada,
mas vou copiar alguns desenhos verbais que fiz para este livro.
Acho-os como os impossíveis verossímeis do mestre
Aristóteles. Dou quatro exemplos: 1) É nos loucos que grassam
os luarais; 2) Eu queria crescer para passarinho; 3) Sapo é um
pedaço de chão que pula; 4) Poesia é a infância da língua. Sei
que os meus desenhos verbais nada significam. Nada. Mas, se
o nada desaparecer, a poesia acaba. Eu sei. Sobre o nada eu
tenho profundidades.
BARROS, Manoel. Poesia Completa. Leya: São Paulo, 2010, p. 07.
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Manoel de Barros
Distâncias somavam a gente para menos. Nossa morada
estava tão perto do abandono que dava até para a gente pegar
nele. Eu conversava bobagens profundas com os sapos, com
as águas e com as árvores. Meu avô abastecia a solidão. A
natureza avançava nas minhas palavras tipo assim: o dia está
frondoso em borboletas. No amanhecer o sol põe glórias em
meu olho. O cinzento da tarde me empobrece. E o rio encosta
as margens em minha voz. Essa fusão com a natureza tirava
de mim a liberdade de pensar. Eu queria que as garças me
gorjeassem. Então comecei a fazer desenhos verbais de
imagens. Me dei bem. Perdoem-me os leitores desta entrada,
mas vou copiar alguns desenhos verbais que fiz para este livro.
Acho-os como os impossíveis verossímeis do mestre
Aristóteles. Dou quatro exemplos: 1) É nos loucos que grassam
os luarais; 2) Eu queria crescer para passarinho; 3) Sapo é um
pedaço de chão que pula; 4) Poesia é a infância da língua. Sei
que os meus desenhos verbais nada significam. Nada. Mas, se
o nada desaparecer, a poesia acaba. Eu sei. Sobre o nada eu
tenho profundidades.
BARROS, Manoel. Poesia Completa. Leya: São Paulo, 2010, p. 07.
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Manoel de Barros
Distâncias somavam a gente para menos. Nossa morada
estava tão perto do abandono que dava até para a gente pegar
nele. Eu conversava bobagens profundas com os sapos, com
as águas e com as árvores. Meu avô abastecia a solidão. A
natureza avançava nas minhas palavras tipo assim: o dia está
frondoso em borboletas. No amanhecer o sol põe glórias em
meu olho. O cinzento da tarde me empobrece. E o rio encosta
as margens em minha voz. Essa fusão com a natureza tirava
de mim a liberdade de pensar. Eu queria que as garças me
gorjeassem. Então comecei a fazer desenhos verbais de
imagens. Me dei bem. Perdoem-me os leitores desta entrada,
mas vou copiar alguns desenhos verbais que fiz para este livro.
Acho-os como os impossíveis verossímeis do mestre
Aristóteles. Dou quatro exemplos: 1) É nos loucos que grassam
os luarais; 2) Eu queria crescer para passarinho; 3) Sapo é um
pedaço de chão que pula; 4) Poesia é a infância da língua. Sei
que os meus desenhos verbais nada significam. Nada. Mas, se
o nada desaparecer, a poesia acaba. Eu sei. Sobre o nada eu
tenho profundidades.
BARROS, Manoel. Poesia Completa. Leya: São Paulo, 2010, p. 07.
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Texto 1
Mati Diop discute colonialismo na Berlinale com
documentário sobre relíquias roubadas de Benin
Por RODRIGO FONSECA, de Berlim
Sob a bênção dos orixás, a atriz e diretora Mati Diop, francosenegalesa que ganhou fama depois de conquistar o Grande
Prêmio do Júri do Festival de Cannes com "Atlantique" (2019),
abriu uma frente importante para as narrativas de não ficção na
disputa pelo Urso de Ouro de 2024. Na manhã deste domingo,
ela exibiu em solo alemão o .doc "Dahomey" – e colecionou
elogios. A produção reconstitui o processo de regresso de 26
relíquias ao governo do Benin. São obras de arte (algumas de
cunho religioso) expatriadas para a França durante o jugo
colonial de países africanos.
"Faço cinema para tornar os fatos tangíveis para as pessoas",
disse Mati, na Berlinale.
Sua narrativa flerta com a fantasia ao dar voz a uma das
estatuetas em trânsito, uma carranca que ganha o nome de 26.
A partir dela, ouvimos reflexões sobre pertença, identidade e
brutalidade da colonização. Em resposta ao JORNAL DO
BRASIL, Mati destacou a presença do músico Wally Badaron,
um colaborador de Carlinhos Brown.
"Esse filme nasceu como um projeto de ficção e eu queria que
ele contasse com a dimensão de fantasia de um artista de
origem africana", disse a cineasta ao JB. "Essa história fala da
originalidade da nossa cultura".
Disponível em: <Mati Diop discute colonialismo na Berlinale com
documentário sobre relíquias roubadas de Benin (jb.com.br)>. Acesso em:
21 fev. 2024. [Adaptado].
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Texto 1
Mati Diop discute colonialismo na Berlinale com
documentário sobre relíquias roubadas de Benin
Por RODRIGO FONSECA, de Berlim
Sob a bênção dos orixás, a atriz e diretora Mati Diop, francosenegalesa que ganhou fama depois de conquistar o Grande
Prêmio do Júri do Festival de Cannes com "Atlantique" (2019),
abriu uma frente importante para as narrativas de não ficção na
disputa pelo Urso de Ouro de 2024. Na manhã deste domingo,
ela exibiu em solo alemão o .doc "Dahomey" – e colecionou
elogios. A produção reconstitui o processo de regresso de 26
relíquias ao governo do Benin. São obras de arte (algumas de
cunho religioso) expatriadas para a França durante o jugo
colonial de países africanos.
"Faço cinema para tornar os fatos tangíveis para as pessoas",
disse Mati, na Berlinale.
Sua narrativa flerta com a fantasia ao dar voz a uma das
estatuetas em trânsito, uma carranca que ganha o nome de 26.
A partir dela, ouvimos reflexões sobre pertença, identidade e
brutalidade da colonização. Em resposta ao JORNAL DO
BRASIL, Mati destacou a presença do músico Wally Badaron,
um colaborador de Carlinhos Brown.
"Esse filme nasceu como um projeto de ficção e eu queria que
ele contasse com a dimensão de fantasia de um artista de
origem africana", disse a cineasta ao JB. "Essa história fala da
originalidade da nossa cultura".
Disponível em: <Mati Diop discute colonialismo na Berlinale com
documentário sobre relíquias roubadas de Benin (jb.com.br)>. Acesso em:
21 fev. 2024. [Adaptado].
Com base nas informações da notícia, é possível entender que a repatriação de obras de arte retratadas no filme significa
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3273559
Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Caldas Novas-GO
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Caldas Novas-GO
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Leia o texto a seguir.
A disponibilização dos seis cultivares de pequizeiro para os viveiristas, agricultores e consumidores após 25 anos de pesquisa é um marco importante. As cultivares geneticamente superiores e o sistema de produção desenvolvidos por meio da parceria entre a Embrapa Cerrados e a Emater Goiás são soluções tecnológicas para produção de mudas precoces, homogêneas, vigorosas e saudáveis, que terão destino certo para implantação de pomares e produção de pequi com e sem espinhos para os diferentes nichos de mercado, incluindo a agroindústria
SILVA NETO, Sebastião Pedro da. Pequizeiro: a frutífera nativa de vanguarda. In: Cultivares de pequizeiro. Goiânia, GO: Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária, 2022, p. 3.
No texto, a interação entre a ciência e o mercado resultou em
A disponibilização dos seis cultivares de pequizeiro para os viveiristas, agricultores e consumidores após 25 anos de pesquisa é um marco importante. As cultivares geneticamente superiores e o sistema de produção desenvolvidos por meio da parceria entre a Embrapa Cerrados e a Emater Goiás são soluções tecnológicas para produção de mudas precoces, homogêneas, vigorosas e saudáveis, que terão destino certo para implantação de pomares e produção de pequi com e sem espinhos para os diferentes nichos de mercado, incluindo a agroindústria
SILVA NETO, Sebastião Pedro da. Pequizeiro: a frutífera nativa de vanguarda. In: Cultivares de pequizeiro. Goiânia, GO: Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária, 2022, p. 3.
No texto, a interação entre a ciência e o mercado resultou em
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3273558
Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Caldas Novas-GO
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Caldas Novas-GO
Provas:
De acordo com os dados do Ministério do Trabalho e Emprego, 729 trabalhadores foram encontrados em situação análoga à escravidão em Goiás até novembro de 2023. Isso tornou o Estado líder no ranking brasileiro de trabalhadores encontrados nessa situação. Onde se concentra a grande maioria desses casos?
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3273557
Ano: 2024
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Caldas Novas-GO
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Caldas Novas-GO
Provas:
Leia o texto a seguir.
Dentro do território Kalunga, distante 65 km da sede de Monte Alegre, a comunidade quilombola Tinguizal, formada por 78 famílias, está abrigando um projeto liderado pela “Associação Mulheres Quilombo Kalunga de Monte Alegre” que está, ponto a ponto, descobrindo na costura uma alternativa para gerar renda. Atualmente, 32 mulheres participam das atividades de corte e costura na associação, produzindo, de forma precária, roupas, acessórios e tapetes com adereços tradicionais. A produção, ainda incipiente, é comercializada na região ou levada pelas mãos de voluntários para Brasília (DF). É o que faz, com prazer, a líder comunitária Maria Helena Serafim Rodrigues, conhecida como Tuia Kalunga. “Nos inspiramos na história, na memória e na vivência. Como ainda não temos grandes recursos de vendas, o que fazemos é apenas para comprar e repor matéria-prima”, afirma.
Mulheres Kalunga em Monte Alegre de Goiás. Agência SEBRAE de Notícias. 16/06/2023. Disponível em: < https://encurtador.com.br/uDV48 >. Acesso em: 24 fev. 2024.
De acordo com as informações do texto, de que forma o tal projeto contribuiu com a comunidade local?
Dentro do território Kalunga, distante 65 km da sede de Monte Alegre, a comunidade quilombola Tinguizal, formada por 78 famílias, está abrigando um projeto liderado pela “Associação Mulheres Quilombo Kalunga de Monte Alegre” que está, ponto a ponto, descobrindo na costura uma alternativa para gerar renda. Atualmente, 32 mulheres participam das atividades de corte e costura na associação, produzindo, de forma precária, roupas, acessórios e tapetes com adereços tradicionais. A produção, ainda incipiente, é comercializada na região ou levada pelas mãos de voluntários para Brasília (DF). É o que faz, com prazer, a líder comunitária Maria Helena Serafim Rodrigues, conhecida como Tuia Kalunga. “Nos inspiramos na história, na memória e na vivência. Como ainda não temos grandes recursos de vendas, o que fazemos é apenas para comprar e repor matéria-prima”, afirma.
Mulheres Kalunga em Monte Alegre de Goiás. Agência SEBRAE de Notícias. 16/06/2023. Disponível em: < https://encurtador.com.br/uDV48 >. Acesso em: 24 fev. 2024.
De acordo com as informações do texto, de que forma o tal projeto contribuiu com a comunidade local?
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3110756
Ano: 2024
Disciplina: Administração de Recursos Materiais
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Caldas Novas-GO
Disciplina: Administração de Recursos Materiais
Banca: Verbena
Orgão: Câm. Caldas Novas-GO
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O sistema de gestão cujos objetivos são reduzir os
desperdícios do sistema de produção, melhorar a qualidade
dos produtos, diminuir o tempo de entrega dos produtos aos
clientes e, ainda, estabelecer um processo de inovação
incremental contínuo é denominado de
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Um conjunto de ações voltadas para a satisfação do
colaborador no trabalho, a integração social e a saúde no
ambiente de trabalho é denominado de
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