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Abrev. é preciso
Muito combatidas em alguns contextos de produção escrita da atualidade, as abreviaturas constituem parte importante da escrita de uma língua. Apesar das polêmicas que norteiam o assunto serem atuais, a prática de abreviar não é exclusiva dos tempos de hoje. Algumas necessidades de nossos antepassados fizeram que esse costume fosse muito difundido bem antes de sonharmos com os computadores modernos.
Durante os primeiros séculos da história do Brasil, o uso de abreviaturas nos documentos aqui escritos era constante. Entre os fatores que favoreciam a proliferação das abreviaturas nos documentos, havia a significativa distância entre Brasil e Portugal, com a consequente dificuldade de adquirir materiais para a escrita (tintas, papéis, plumas), e a ausência de um sistema ortográfico oficial para a língua portuguesa, além, é claro, da maior velocidade adquirida ao se abreviar palavras de textos produzidos à mão.
Aliás, quando o assunto é abreviar, logo vem à mente o debate sobre o uso indiscriminado das abreviaturas na Internet. Esse tema vem provocando muitas discussões entre estudiosos da linguagem, pais e professores de português devido à preocupação de que o hábito, muito presente na vida dos jovens, afete outros contextos de produção escrita. Polêmicas à parte, podemos entender essa prática como uma forma que os internautas encontram de garantir uma comunicação mais rápida, para poderem se comunicar com várias pessoas ao mesmo tempo.
Maria Cristina Parreira da Silva e Abner Maicon Fortunato Batista. Internet: <http://linguaportuguesa.uol.com.br> (com adaptações).
Acerca das ideias e dos aspectos gramaticais do texto acima, julgue o próximo item.
Infere-se das informações expressas no texto que a autora considera a chegada dos colonizadores portugueses como o momento em que se inicia a história do Brasil.
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Abrev. é preciso
Muito combatidas em alguns contextos de produção escrita da atualidade, as abreviaturas constituem parte importante da escrita de uma língua. Apesar das polêmicas que norteiam o assunto serem atuais, a prática de abreviar não é exclusiva dos tempos de hoje. Algumas necessidades de nossos antepassados fizeram que esse costume fosse muito difundido bem antes de sonharmos com os computadores modernos.
Durante os primeiros séculos da história do Brasil, o uso de abreviaturas nos documentos aqui escritos era constante. Entre os fatores que favoreciam a proliferação das abreviaturas nos documentos, havia a significativa distância entre Brasil e Portugal, com a consequente dificuldade de adquirir materiais para a escrita (tintas, papéis, plumas), e a ausência de um sistema ortográfico oficial para a língua portuguesa, além, é claro, da maior velocidade adquirida ao se abreviar palavras de textos produzidos à mão.
Aliás, quando o assunto é abreviar, logo vem à mente o debate sobre o uso indiscriminado das abreviaturas na Internet. Esse tema vem provocando muitas discussões entre estudiosos da linguagem, pais e professores de português devido à preocupação de que o hábito, muito presente na vida dos jovens, afete outros contextos de produção escrita. Polêmicas à parte, podemos entender essa prática como uma forma que os internautas encontram de garantir uma comunicação mais rápida, para poderem se comunicar com várias pessoas ao mesmo tempo.
Maria Cristina Parreira da Silva e Abner Maicon Fortunato Batista. Internet: <http://linguaportuguesa.uol.com.br> (com adaptações).
Acerca das ideias e dos aspectos gramaticais do texto acima, julgue o próximo item.
Atendendo-se à norma gramatical, o primeiro período do texto poderia ser substituído pela seguinte construção: Na atualidade, combate-se muito, em certos contextos de escrita, as abreviaturas, que são, de fato, parte importante da língua escrita.
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Abrev. é preciso
Muito combatidas em alguns contextos de produção escrita da atualidade, as abreviaturas constituem parte importante da escrita de uma língua. Apesar das polêmicas que norteiam o assunto serem atuais, a prática de abreviar não é exclusiva dos tempos de hoje. Algumas necessidades de nossos antepassados fizeram que esse costume fosse muito difundido bem antes de sonharmos com os computadores modernos.
Durante os primeiros séculos da história do Brasil, o uso de abreviaturas nos documentos aqui escritos era constante. Entre os fatores que favoreciam a proliferação das abreviaturas nos documentos, havia a significativa distância entre Brasil e Portugal, com a consequente dificuldade de adquirir materiais para a escrita (tintas, papéis, plumas), e a ausência de um sistema ortográfico oficial para a língua portuguesa, além, é claro, da maior velocidade adquirida ao se abreviar palavras de textos produzidos à mão.
Aliás, quando o assunto é abreviar, logo vem à mente o debate sobre o uso indiscriminado das abreviaturas na Internet. Esse tema vem provocando muitas discussões entre estudiosos da linguagem, pais e professores de português devido à preocupação de que o hábito, muito presente na vida dos jovens, afete outros contextos de produção escrita. Polêmicas à parte, podemos entender essa prática como uma forma que os internautas encontram de garantir uma comunicação mais rápida, para poderem se comunicar com várias pessoas ao mesmo tempo.
Maria Cristina Parreira da Silva e Abner Maicon Fortunato Batista. Internet: <http://linguaportuguesa.uol.com.br> (com adaptações).
Acerca das ideias e dos aspectos gramaticais do texto acima, julgue o próximo item.
Contrariamente à opinião de estudiosos da linguagem e pais, a autora do texto defende o uso indiscriminado das abreviaturas, o que é confirmado no título do texto.
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Abrev. é preciso
Muito combatidas em alguns contextos de produção escrita da atualidade, as abreviaturas constituem parte importante da escrita de uma língua. Apesar das polêmicas que norteiam o assunto serem atuais, a prática de abreviar não é exclusiva dos tempos de hoje. Algumas necessidades de nossos antepassados fizeram que esse costume fosse muito difundido bem antes de sonharmos com os computadores modernos.
Durante os primeiros séculos da história do Brasil, o uso de abreviaturas nos documentos aqui escritos era constante. Entre os fatores que favoreciam a proliferação das abreviaturas nos documentos, havia a significativa distância entre Brasil e Portugal, com a consequente dificuldade de adquirir materiais para a escrita (tintas, papéis, plumas), e a ausência de um sistema ortográfico oficial para a língua portuguesa, além, é claro, da maior velocidade adquirida ao se abreviar palavras de textos produzidos à mão.
Aliás, quando o assunto é abreviar, logo vem à mente o debate sobre o uso indiscriminado das abreviaturas na Internet. Esse tema vem provocando muitas discussões entre estudiosos da linguagem, pais e professores de português devido à preocupação de que o hábito, muito presente na vida dos jovens, afete outros contextos de produção escrita. Polêmicas à parte, podemos entender essa prática como uma forma que os internautas encontram de garantir uma comunicação mais rápida, para poderem se comunicar com várias pessoas ao mesmo tempo.
Maria Cristina Parreira da Silva e Abner Maicon Fortunato Batista. Internet: <http://linguaportuguesa.uol.com.br> (com adaptações).
Acerca das ideias e dos aspectos gramaticais do texto acima, julgue o próximo item.
Depreende-se do texto que o emprego de abreviaturas em documentos elaborados no Brasil Colônia deveu-se mais à necessidade de redução de gastos financeiros com materiais usados na escrita do que à ausência de um sistema ortográfico oficial.
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Antes de tudo, a gramática normativa depende da linguística sincrônica, ou gramática descritiva, para não ser caprichosa e contraproducente. Regras de direito que não assentam na realidade social, depreendida pelo estudo sociológico puro, caem no vazio e são ou inoperantes ou negativas até. Assim, também, só é altamente nociva uma higiene que não assenta em verdades biológicas. Não se compreende uma situação inversa. Depois, mesmo quando convém a correção de um procedimento linguístico (porque marca desfavoravelmente o indivíduo do ponto de vista da posição social, ou porque prejudica a clareza e a eficiência da sua capacidade de comunicação, ou porque cria um cisma perturbador em um uso mais geral adotado), é preciso saber a causa profunda desse procedimento, para poder combatê-lo na gramática normativa. Finalmente, a norma não pode ser uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com cada situação social específica. O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara. E assim por diante.
Joaquim Mattoso Câmara Jr. In: Evanildo Bechara.
Estudo da língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 308-9 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item seguinte.
Para referir-se à possibilidade de a gramática normativa ser “caprichosa e contraproducente”, o autor do texto utiliza o recurso da analogia entre as regras gramaticais e as regras de direito e as de higiene, afirmando que essas regras não prescindem dos conhecimentos produzidos, respectivamente, nos estudos da linguística, da sociologia e da biologia.
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Antes de tudo, a gramática normativa depende da linguística sincrônica, ou gramática descritiva, para não ser caprichosa e contraproducente. Regras de direito que não assentam na realidade social, depreendida pelo estudo sociológico puro, caem no vazio e são ou inoperantes ou negativas até. Assim, também, só é altamente nociva uma higiene que não assenta em verdades biológicas. Não se compreende uma situação inversa. Depois, mesmo quando convém a correção de um procedimento linguístico (porque marca desfavoravelmente o indivíduo do ponto de vista da posição social, ou porque prejudica a clareza e a eficiência da sua capacidade de comunicação, ou porque cria um cisma perturbador em um uso mais geral adotado), é preciso saber a causa profunda desse procedimento, para poder combatê-lo na gramática normativa. Finalmente, a norma não pode ser uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com cada situação social específica. O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara. E assim por diante.
Joaquim Mattoso Câmara Jr. In: Evanildo Bechara.
Estudo da língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 308-9 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item seguinte.
o autor do texto estabelece relação de sinonímia entre as expressões “linguística sincrônica” e “gramática descritiva”, como evidenciam o emprego de vírgula e o do conector “ou”, bem como a omissão da preposição de combinada com o artigo a (da) logo depois do conector “ou”.
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Antes de tudo, a gramática normativa depende da linguística sincrônica, ou gramática descritiva, para não ser caprichosa e contraproducente. Regras de direito que não assentam na realidade social, depreendida pelo estudo sociológico puro, caem no vazio e são ou inoperantes ou negativas até. Assim, também, só é altamente nociva uma higiene que não assenta em verdades biológicas. Não se compreende uma situação inversa. Depois, mesmo quando convém a correção de um procedimento linguístico (porque marca desfavoravelmente o indivíduo do ponto de vista da posição social, ou porque prejudica a clareza e a eficiência da sua capacidade de comunicação, ou porque cria um cisma perturbador em um uso mais geral adotado), é preciso saber a causa profunda desse procedimento, para poder combatê-lo na gramática normativa. Finalmente, a norma não pode ser uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com cada situação social específica. O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara. E assim por diante.
Joaquim Mattoso Câmara Jr. In: Evanildo Bechara.
Estudo da língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 308-9 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item seguinte.
No período “O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara”, o autor utiliza-se da exemplificação como recurso para sustentar a argumentação desenvolvida no texto.
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Antes de tudo, a gramática normativa depende da linguística sincrônica, ou gramática descritiva, para não ser caprichosa e contraproducente. Regras de direito que não assentam na realidade social, depreendida pelo estudo sociológico puro, caem no vazio e são ou inoperantes ou negativas até. Assim, também, só é altamente nociva uma higiene que não assenta em verdades biológicas. Não se compreende uma situação inversa. Depois, mesmo quando convém a correção de um procedimento linguístico (porque marca desfavoravelmente o indivíduo do ponto de vista da posição social, ou porque prejudica a clareza e a eficiência da sua capacidade de comunicação, ou porque cria um cisma perturbador em um uso mais geral adotado), é preciso saber a causa profunda desse procedimento, para poder combatê-lo na gramática normativa. Finalmente, a norma não pode ser uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com cada situação social específica. O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara. E assim por diante.
Joaquim Mattoso Câmara Jr. In: Evanildo Bechara.
Estudo da língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 308-9 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item seguinte.
Entre as causas de se efetuar a “correção de um procedimento linguístico” inclui-se a de uso inadequado de uma variante linguística em situação que exigiria o uso da modalidade prestigiada, ou seja, da que atende à norma padrão.
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Antes de tudo, a gramática normativa depende da linguística sincrônica, ou gramática descritiva, para não ser caprichosa e contraproducente. Regras de direito que não assentam na realidade social, depreendida pelo estudo sociológico puro, caem no vazio e são ou inoperantes ou negativas até. Assim, também, só é altamente nociva uma higiene que não assenta em verdades biológicas. Não se compreende uma situação inversa. Depois, mesmo quando convém a correção de um procedimento linguístico (porque marca desfavoravelmente o indivíduo do ponto de vista da posição social, ou porque prejudica a clareza e a eficiência da sua capacidade de comunicação, ou porque cria um cisma perturbador em um uso mais geral adotado), é preciso saber a causa profunda desse procedimento, para poder combatê-lo na gramática normativa. Finalmente, a norma não pode ser uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com cada situação social específica. O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara. E assim por diante.
Joaquim Mattoso Câmara Jr. In: Evanildo Bechara.
Estudo da língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 308-9 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item seguinte.
Seria mantida a correção gramatical do texto se as formas verbais “convém” e “é” fossem substituídas, respectivamente, por convir e seria.
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Antes de tudo, a gramática normativa depende da linguística sincrônica, ou gramática descritiva, para não ser caprichosa e contraproducente. Regras de direito que não assentam na realidade social, depreendida pelo estudo sociológico puro, caem no vazio e são ou inoperantes ou negativas até. Assim, também, só é altamente nociva uma higiene que não assenta em verdades biológicas. Não se compreende uma situação inversa. Depois, mesmo quando convém a correção de um procedimento linguístico (porque marca desfavoravelmente o indivíduo do ponto de vista da posição social, ou porque prejudica a clareza e a eficiência da sua capacidade de comunicação, ou porque cria um cisma perturbador em um uso mais geral adotado), é preciso saber a causa profunda desse procedimento, para poder combatê-lo na gramática normativa. Finalmente, a norma não pode ser uniforme e rígida. Ela é elástica e contingente, de acordo com cada situação social específica. O deputado não fala na rua, ao se encontrar com um amigo, como falaria em uma sessão da Câmara. E assim por diante.
Joaquim Mattoso Câmara Jr. In: Evanildo Bechara.
Estudo da língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 308-9 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item seguinte.
Haveria mudança de sentido do terceiro período do texto se fosse alterada a posição da palavra “só”, como na seguinte construção: Assim, também, é altamente nociva uma higiene que não se assenta só em verdades biológicas.
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