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972210 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Descalvado-SP
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Leia a crônica “Ser Tudo", de Walcyr Carrasco, para responder à questão.

Ao entrar na sala de um amigo, observo uma luminária idêntica a um chifre. Ele a exibe, orgulhoso.

– Phillipe Starck1 . Só existem três no Brasil.

Atarraxo um sorriso de admiração. Como dizer que parece o despojo2 de uma fantasia de Carnaval? Entusiasmado, ele aconselha:

– Na loja havia uma cadeira de couro de vaca incrível, assinada. Você precisa comprar.

– Mas não preciso de mais uma cadeira.

– É uma oportunidade única, e você vai jogar fora?

Suspiro. É impressionante como as pessoas dão valor a grifes. Há bastante tempo vi uma linda carteira Louis Vuitton com desenho quadriculado. Fui verificar. Meus documentos não cabiam. O vendedor explicou:

– É que os documentos europeus são de tamanho menor. Os nossos ficam sobrando. Agradeci e ia sair da loja. Um amigo que me acompanhava se escandalizou.

– Não vai levar? – Onde vou botar minha identidade?

– Mas, quando você abrir a carteira, todo mundo vai notar. É chique.

Sou do tipo que só compra quando gosta e espanto-me quando vejo as pessoas se digladiando para ser elegantes.

É só observar a mania de conhecer vinhos. Se parte das pessoas se dedicasse a estudar os gregos com o mesmo afinco com que decora rótulos, teríamos um país de filósofos. Guerra semelhante acontece entre os que se dizem conhecedores de charuto. O fato é que a maioria seria incapaz de distinguir um cubano de um cigarro de palha do sítio. Respeito os apreciadores das coisas boas da vida. Mas é terrível ver alguém bebendo e fumando só para parecer o que não é, nem precisa ser.

Inventaram até uma expressão para dizer que alguma coisa é chique e imprescindível. Estava em uma famosa loja de roupas masculinas. A gerente conversava com um rapaz e comentou:

– Seu sapato é tudo.

O elogiado sorriu como se tivesse ganho a Mega-Sena.

– Eu sei. É mesmo. Tudo.

Como um sapato pode ser tudo?

Falando assim, parece que estou me referindo aos ricos ou à classe média abastada. Coisa nenhuma. Muitas pessoas gastam o pouco que ganham para ter roupa com etiqueta. Quanto mais jovens, mais estritos3 : é preciso usar os tênis que todos usam, botar o jeans, a calça. Caso contrário, serão desdenhados como o patinho feio. Fico pensando: nessa ânsia por ser especiais, as pessoas tornam-se idênticas. Ser “tudo" acaba sendo um bom caminho para terminar em nada.

(VejaSP, 05.04.2000. Adaptado)

1. Phillipe Starck: designer francês

2. despojo: resto, sobra

3. estrito: rigoroso, exato
A colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa em:
 

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972209 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Descalvado-SP
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Padeiros tiram férias e deixam Paris sem baguetes

A tentativa da França de fazer uma reforma no mercado de trabalho gerou algumas consequências inesperadas neste verão: está mais difícil conseguir uma baguete decente em Paris.

Pela primeira vez em 50 anos, os padeiros, considerados um serviço semipúblico na França, não têm mais as férias de verão reguladas pela prefeitura de Paris e podem tirar quanto tempo de folga quiserem em julho e agosto.

Anteriormente, os padeiros eram informados pela prefeitura sobre as semanas em que estavam autorizados a folgar, sistema que assegurava que cada área da cidade tivesse uma padaria aberta no verão.

Estima-se que atualmente 75% das padarias estejam fechadas em comparação com o habitual, que era a metade desse número.

Os padeiros, porém, ainda são instruídos pela prefeitura sobre o dia da semana em que podem tirar folga, de modo que todos os estabelecimentos não fechem juntos.

Desde que a escassez de comida ajudou a alimentar a Revolução Francesa, em 1789, os padeiros tiveram de declarar seu tempo de folga e, somente em 1986, o preço do pão deixou de ser fixado pelo governo.

(Financial Times. Publicado pela Folha de S.Paulo em 28.08.2015. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho reescrito, a partir das ideias do terceiro parágrafo, mantém o sentido do texto e apresenta a relação correta entre os tempos verbais.
 

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972208 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Descalvado-SP
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Leia a crônica “Ser Tudo”, de Walcyr Carrasco, para responder à questão.

Ao entrar na sala de um amigo, observo uma luminária idêntica a um chifre. Ele a exibe, orgulhoso.

– Phillipe Starck1 . Só existem três no Brasil.

Atarraxo um sorriso de admiração. Como dizer que parece o despojo2 de uma fantasia de Carnaval? Entusiasmado, ele aconselha:

– Na loja havia uma cadeira de couro de vaca incrível, assinada. Você precisa comprar.

– Mas não preciso de mais uma cadeira.

– É uma oportunidade única, e você vai jogar fora?

Suspiro. É impressionante como as pessoas dão valor a grifes. Há bastante tempo vi uma linda carteira Louis Vuitton com desenho quadriculado. Fui verificar. Meus documentos não cabiam. O vendedor explicou:

– É que os documentos europeus são de tamanho menor. Os nossos ficam sobrando.

Agradeci e ia sair da loja. Um amigo que me acompanhava se escandalizou.

– Não vai levar?

– Onde vou botar minha identidade?

– Mas, quando você abrir a carteira, todo mundo vai notar. É chique.

Sou do tipo que só compra quando gosta e espanto-me quando vejo as pessoas se digladiando para ser elegantes.

É só observar a mania de conhecer vinhos. Se parte das pessoas se dedicasse a estudar os gregos com o mesmo afinco com que decora rótulos, teríamos um país de filósofos. Guerra semelhante acontece entre os que se dizem conhecedores de charuto. O fato é que a maioria seria incapaz de distinguir um cubano de um cigarro de palha do sítio. Respeito os apreciadores das coisas boas da vida. Mas é terrível ver alguém bebendo e fumando só para parecer o que não é, nem precisa ser.

Inventaram até uma expressão para dizer que alguma coisa é chique e imprescindível. Estava em uma famosa loja de roupas masculinas. A gerente conversava com um rapaz e comentou:

– Seu sapato é tudo.

O elogiado sorriu como se tivesse ganho a Mega-Sena.

– Eu sei. É mesmo. Tudo.

Como um sapato pode ser tudo?

Falando assim, parece que estou me referindo aos ricos ou à classe média abastada. Coisa nenhuma. Muitas pessoas gastam o pouco que ganham para ter roupa com etiqueta. Quanto mais jovens, mais estritos3 : é preciso usar os tênis que todos usam, botar o jeans, a calça. Caso contrário, serão desdenhados como o patinho feio. Fico pensando: nessa ânsia por ser especiais, as pessoas tornam-se idênticas. Ser “tudo” acaba sendo um bom caminho para terminar em nada.

(VejaSP, 05.04.2000. Adaptado)

1. Phillipe Starck: designer francês

2. despojo: resto, sobra

3. estrito: rigoroso, exato

. Considere o trecho reescrito a partir do texto.

O amigo, _____ quem o narrador fez uma visita, ao recebê-lo em sua casa, fez menção ______ uma nova luminária que enfeitava a sala. O narrador fingiu admiração, mas na verdade ficou indiferente ____ peça decorativa que, a seu ver, parecia restos de Carnaval.

Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas desse trecho devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:

 

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972207 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Descalvado-SP
Considere o cartum Os piores inimigos das férias, da artista Maitena, para responder à questão.

enunciado 972207-1

(Maitena Burundarena. Mulheres alteradas I. Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2003)
. Observe as expressões em destaque acrescidas às falas das personagens e assinale a que apresenta circunstância adverbial de modo.
 

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972206 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Descalvado-SP
Considere o cartum Os piores inimigos das férias, da artista Maitena, para responder à questão.

enunciado 972206-1

(Maitena Burundarena. Mulheres alteradas I. Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2003)
Assinale a alternativa em que as vírgulas estão empregadas corretamente.
 

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972205 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Descalvado-SP
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Considere o cartum Os piores inimigos das férias, da artista Maitena, para responder à questão.

enunciado 972205-1
Assinale a alternativa em que as vírgulas estão empregadas corretamente.
 

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972204 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Descalvado-SP
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Leia a crônica “Ser Tudo", de Walcyr Carrasco, para responder à questão.

Ao entrar na sala de um amigo, observo uma luminária idêntica a um chifre. Ele a exibe, orgulhoso.

– Phillipe Starck1 . Só existem três no Brasil.

Atarraxo um sorriso de admiração. Como dizer que parece o despojo2 de uma fantasia de Carnaval? Entusiasmado, ele aconselha:

– Na loja havia uma cadeira de couro de vaca incrível, assinada. Você precisa comprar.

– Mas não preciso de mais uma cadeira.

– É uma oportunidade única, e você vai jogar fora?

Suspiro. É impressionante como as pessoas dão valor a grifes. Há bastante tempo vi uma linda carteira Louis Vuitton com desenho quadriculado. Fui verificar. Meus documentos não cabiam. O vendedor explicou:

– É que os documentos europeus são de tamanho menor. Os nossos ficam sobrando. Agradeci e ia sair da loja. Um amigo que me acompanhava se escandalizou.

– Não vai levar? – Onde vou botar minha identidade?

– Mas, quando você abrir a carteira, todo mundo vai notar. É chique.

Sou do tipo que só compra quando gosta e espanto-me quando vejo as pessoas se digladiando para ser elegantes.

É só observar a mania de conhecer vinhos. Se parte das pessoas se dedicasse a estudar os gregos com o mesmo afinco com que decora rótulos, teríamos um país de filósofos. Guerra semelhante acontece entre os que se dizem conhecedores de charuto. O fato é que a maioria seria incapaz de distinguir um cubano de um cigarro de palha do sítio. Respeito os apreciadores das coisas boas da vida. Mas é terrível ver alguém bebendo e fumando só para parecer o que não é, nem precisa ser.

Inventaram até uma expressão para dizer que alguma coisa é chique e imprescindível. Estava em uma famosa loja de roupas masculinas. A gerente conversava com um rapaz e comentou:

– Seu sapato é tudo.

O elogiado sorriu como se tivesse ganho a Mega-Sena.

– Eu sei. É mesmo. Tudo.

Como um sapato pode ser tudo?

Falando assim, parece que estou me referindo aos ricos ou à classe média abastada. Coisa nenhuma. Muitas pessoas gastam o pouco que ganham para ter roupa com etiqueta. Quanto mais jovens, mais estritos3 : é preciso usar os tênis que todos usam, botar o jeans, a calça. Caso contrário, serão desdenhados como o patinho feio. Fico pensando: nessa ânsia por ser especiais, as pessoas tornam-se idênticas. Ser “tudo" acaba sendo um bom caminho para terminar em nada.

(VejaSP, 05.04.2000. Adaptado)

1. Phillipe Starck: designer francês

2. despojo: resto, sobra

3. estrito: rigoroso, exato
De acordo com o conteúdo do texto, é correto afirmar que
 

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972203 Ano: 2015
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Descalvado-SP
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Trata-se da taxa de juros que iguala, numa única data, os fluxos de entrada e saída de caixa produzidos por uma operação financeira (aplicação ou captação). É a taxa de juros que, se utilizada para descontar um fluxo de caixa, produz um resultado nulo.
O conceito está representado pela formula:
FV = PF x (1 + i) n
O texto trata:
 

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972202 Ano: 2015
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Descalvado-SP
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A razão entre o número de meninos e meninas que estudam em uma escola é igual a 0,75. Sendo o total de estudantes dessa escola igual a 315, o número de meninas excede o número de meninos em
 

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972201 Ano: 2015
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Descalvado-SP
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Risco é conceituado como a possibilidade de prejuízo financeiro. Quanto ao retorno, é medido como o total de ganhos ou prejuízos dos proprietários decorrentes de um investimento durante um determinado período de tempo. Diante dessa afirmação, para reduzir o risco total de uma carteira que tenha uma correlação negativa, o investidor deverá
 

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