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LÍNGUA PORTUGUESA
Leia atentamente o texto a seguir, extraído de uma das crônicas de Rachel de Queiroz, para responder as próximas questões.
“Se me perguntassem qual é o aspecto mais desolante da civilização moderna, eu diria que é a sua padronização. Neste mundo em que vivemos está se acabando realmente a invenção, a originalidade, a marca pessoal. Hoje, no mais longínquo sertão, as moças se vestem pelo figurino de Hollywood — talvez com uns toques de Brigitte Bardot ― tão igual, tão igual que dá bocejos, quando não dá risadas. Os concursos de beleza, então. As meninas são tão estereotipadas, tão decalcadas umas pelas outras, tão estandardizadas, dentro de dois ou três tipos, que parecem bonecas saídas de uma linha de montagem. Nem mesmo na roupa se diferenciam. Ou antes, muito menos se diferenciam na roupa, se justamente é a roupa o elemento principal da padronização. E se fossem só as misses. Mas ande-se em Copacabana e a impressão que se tem é que um colégio soltou as suas meninas pelas ruas do bairro sul. Tudo de blusa de listra horizontal e calça comprida colante — ou saia branca de tergal. Os penteados, os colares, a pintura, os sapatos (agora no inverno é mocassim) são também uniformes. E note- -se o traço mais curioso da coisa — elas têm prazer de se sentir idênticas, fazem questão de parecer reproduções fotográficas do mesmo modelo, adoram ser uma unidade num rebanho uniforme. Alguma que venha diferente, mesmo elegante, mesmo bem vestida, choca ― só mesmo porque é diferente. Parece que morreu aquela preocupação feminina da originalidade, que fazia as mulheres ricas pagarem fortunas por um ‘modelo’ único de grande costureiro, ou as moças pobres rasgarem a página escolhida no figurino da modista, para evitar outras cópias. Será que a humanidade está marchando mesmo para a padronização geral, será que o fim próprio do aperfeiçoamento da técnica, o progresso da indústria, o avanço danado da ciência vai nos levar a isso? Tudo parecido, como andorinhas no fio ou misses na passarela?”.
(Rebanho, de Rachel de Queiroz, com adaptações).
No trecho “alguma que venha diferente, mesmo elegante, mesmo bem vestida, choca”, aparece duas vezes o termo “mesmo”. Em ambos os casos, esse termo poderia ser substituído, sem prejuízo ao sentido pretendido pela autora, por:
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LÍNGUA PORTUGUESA
Leia atentamente o texto a seguir, extraído de uma das crônicas de Rachel de Queiroz, para responder as próximas questões.
“Se me perguntassem qual é o aspecto mais desolante da civilização moderna, eu diria que é a sua padronização. Neste mundo em que vivemos está se acabando realmente a invenção, a originalidade, a marca pessoal. Hoje, no mais longínquo sertão, as moças se vestem pelo figurino de Hollywood — talvez com uns toques de Brigitte Bardot ― tão igual, tão igual que dá bocejos, quando não dá risadas. Os concursos de beleza, então. As meninas são tão estereotipadas, tão decalcadas umas pelas outras, tão estandardizadas, dentro de dois ou três tipos, que parecem bonecas saídas de uma linha de montagem. Nem mesmo na roupa se diferenciam. Ou antes, muito menos se diferenciam na roupa, se justamente é a roupa o elemento principal da padronização. E se fossem só as misses. Mas ande-se em Copacabana e a impressão que se tem é que um colégio soltou as suas meninas pelas ruas do bairro sul. Tudo de blusa de listra horizontal e calça comprida colante — ou saia branca de tergal. Os penteados, os colares, a pintura, os sapatos (agora no inverno é mocassim) são também uniformes. E note- -se o traço mais curioso da coisa — elas têm prazer de se sentir idênticas, fazem questão de parecer reproduções fotográficas do mesmo modelo, adoram ser uma unidade num rebanho uniforme. Alguma que venha diferente, mesmo elegante, mesmo bem vestida, choca ― só mesmo porque é diferente. Parece que morreu aquela preocupação feminina da originalidade, que fazia as mulheres ricas pagarem fortunas por um ‘modelo’ único de grande costureiro, ou as moças pobres rasgarem a página escolhida no figurino da modista, para evitar outras cópias. Será que a humanidade está marchando mesmo para a padronização geral, será que o fim próprio do aperfeiçoamento da técnica, o progresso da indústria, o avanço danado da ciência vai nos levar a isso? Tudo parecido, como andorinhas no fio ou misses na passarela?”.
(Rebanho, de Rachel de Queiroz, com adaptações).
Marque a alternativa que NÃO indica uma palavra proparoxítona extraída do texto.
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Leia atentamente o texto a seguir, extraído de uma das crônicas de Rachel de Queiroz, para responder as próximas questões.
“Se me perguntassem qual é o aspecto mais desolante da civilização moderna, eu diria que é a sua padronização. Neste mundo em que vivemos está se acabando realmente a invenção, a originalidade, a marca pessoal. Hoje, no mais longínquo sertão, as moças se vestem pelo figurino de Hollywood — talvez com uns toques de Brigitte Bardot ― tão igual, tão igual que dá bocejos, quando não dá risadas. Os concursos de beleza, então. As meninas são tão estereotipadas, tão decalcadas umas pelas outras, tão estandardizadas, dentro de dois ou três tipos, que parecem bonecas saídas de uma linha de montagem. Nem mesmo na roupa se diferenciam. Ou antes, muito menos se diferenciam na roupa, se justamente é a roupa o elemento principal da padronização. E se fossem só as misses. Mas ande-se em Copacabana e a impressão que se tem é que um colégio soltou as suas meninas pelas ruas do bairro sul. Tudo de blusa de listra horizontal e calça comprida colante — ou saia branca de tergal. Os penteados, os colares, a pintura, os sapatos (agora no inverno é mocassim) são também uniformes. E note- -se o traço mais curioso da coisa — elas têm prazer de se sentir idênticas, fazem questão de parecer reproduções fotográficas do mesmo modelo, adoram ser uma unidade num rebanho uniforme. Alguma que venha diferente, mesmo elegante, mesmo bem vestida, choca ― só mesmo porque é diferente. Parece que morreu aquela preocupação feminina da originalidade, que fazia as mulheres ricas pagarem fortunas por um ‘modelo’ único de grande costureiro, ou as moças pobres rasgarem a página escolhida no figurino da modista, para evitar outras cópias. Será que a humanidade está marchando mesmo para a padronização geral, será que o fim próprio do aperfeiçoamento da técnica, o progresso da indústria, o avanço danado da ciência vai nos levar a isso? Tudo parecido, como andorinhas no fio ou misses na passarela?”.
(Rebanho, de Rachel de Queiroz, com adaptações).
Na oração “elas têm prazer de se sentir idênticas”, o verbo “têm” traz acento circunflexo porque:
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“Se me perguntassem qual é o aspecto mais desolante da civilização moderna, eu diria que é a sua padronização. Neste mundo em que vivemos está se acabando realmente a invenção, a originalidade, a marca pessoal. Hoje, no mais longínquo sertão, as moças se vestem pelo figurino de Hollywood — talvez com uns toques de Brigitte Bardot ― tão igual, tão igual que dá bocejos, quando não dá risadas. Os concursos de beleza, então. As meninas são tão estereotipadas, tão decalcadas umas pelas outras, tão estandardizadas, dentro de dois ou três tipos, que parecem bonecas saídas de uma linha de montagem. Nem mesmo na roupa se diferenciam. Ou antes, muito menos se diferenciam na roupa, se justamente é a roupa o elemento principal da padronização. E se fossem só as misses. Mas ande-se em Copacabana e a impressão que se tem é que um colégio soltou as suas meninas pelas ruas do bairro sul. Tudo de blusa de listra horizontal e calça comprida colante — ou saia branca de tergal. Os penteados, os colares, a pintura, os sapatos (agora no inverno é mocassim) são também uniformes. E note- -se o traço mais curioso da coisa — elas têm prazer de se sentir idênticas, fazem questão de parecer reproduções fotográficas do mesmo modelo, adoram ser uma unidade num rebanho uniforme. Alguma que venha diferente, mesmo elegante, mesmo bem vestida, choca ― só mesmo porque é diferente. Parece que morreu aquela preocupação feminina da originalidade, que fazia as mulheres ricas pagarem fortunas por um ‘modelo’ único de grande costureiro, ou as moças pobres rasgarem a página escolhida no figurino da modista, para evitar outras cópias. Será que a humanidade está marchando mesmo para a padronização geral, será que o fim próprio do aperfeiçoamento da técnica, o progresso da indústria, o avanço danado da ciência vai nos levar a isso? Tudo parecido, como andorinhas no fio ou misses na passarela?”.
(Rebanho, de Rachel de Queiroz, com adaptações).
No texto em questão, a oração “agora no inverno é mocassim” encontra-se entre parênteses. Nesse caso, os parênteses servem para introduzir no texto uma:
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Leia atentamente o texto a seguir, extraído de uma das crônicas de Rachel de Queiroz, para responder as próximas questões.
“Se me perguntassem qual é o aspecto mais desolante da civilização moderna, eu diria que é a sua padronização. Neste mundo em que vivemos está se acabando realmente a invenção, a originalidade, a marca pessoal. Hoje, no mais longínquo sertão, as moças se vestem pelo figurino de Hollywood — talvez com uns toques de Brigitte Bardot ― tão igual, tão igual que dá bocejos, quando não dá risadas. Os concursos de beleza, então. As meninas são tão estereotipadas, tão decalcadas umas pelas outras, tão estandardizadas, dentro de dois ou três tipos, que parecem bonecas saídas de uma linha de montagem. Nem mesmo na roupa se diferenciam. Ou antes, muito menos se diferenciam na roupa, se justamente é a roupa o elemento principal da padronização. E se fossem só as misses. Mas ande-se em Copacabana e a impressão que se tem é que um colégio soltou as suas meninas pelas ruas do bairro sul. Tudo de blusa de listra horizontal e calça comprida colante — ou saia branca de tergal. Os penteados, os colares, a pintura, os sapatos (agora no inverno é mocassim) são também uniformes. E note- -se o traço mais curioso da coisa — elas têm prazer de se sentir idênticas, fazem questão de parecer reproduções fotográficas do mesmo modelo, adoram ser uma unidade num rebanho uniforme. Alguma que venha diferente, mesmo elegante, mesmo bem vestida, choca ― só mesmo porque é diferente. Parece que morreu aquela preocupação feminina da originalidade, que fazia as mulheres ricas pagarem fortunas por um ‘modelo’ único de grande costureiro, ou as moças pobres rasgarem a página escolhida no figurino da modista, para evitar outras cópias. Será que a humanidade está marchando mesmo para a padronização geral, será que o fim próprio do aperfeiçoamento da técnica, o progresso da indústria, o avanço danado da ciência vai nos levar a isso? Tudo parecido, como andorinhas no fio ou misses na passarela?”.
(Rebanho, de Rachel de Queiroz, com adaptações).
Segundo a autora, as meninas nos concursos de beleza seriam “estandardizadas”. Marque a alternativa que apresenta um dos possíveis sentidos desse termo.
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LÍNGUA PORTUGUESA
Leia atentamente o texto a seguir, extraído de uma das crônicas de Rachel de Queiroz, para responder as próximas questões.
“Se me perguntassem qual é o aspecto mais desolante da civilização moderna, eu diria que é a sua padronização. Neste mundo em que vivemos está se acabando realmente a invenção, a originalidade, a marca pessoal. Hoje, no mais longínquo sertão, as moças se vestem pelo figurino de Hollywood — talvez com uns toques de Brigitte Bardot ― tão igual, tão igual que dá bocejos, quando não dá risadas. Os concursos de beleza, então. As meninas são tão estereotipadas, tão decalcadas umas pelas outras, tão estandardizadas, dentro de dois ou três tipos, que parecem bonecas saídas de uma linha de montagem. Nem mesmo na roupa se diferenciam. Ou antes, muito menos se diferenciam na roupa, se justamente é a roupa o elemento principal da padronização. E se fossem só as misses. Mas ande-se em Copacabana e a impressão que se tem é que um colégio soltou as suas meninas pelas ruas do bairro sul. Tudo de blusa de listra horizontal e calça comprida colante — ou saia branca de tergal. Os penteados, os colares, a pintura, os sapatos (agora no inverno é mocassim) são também uniformes. E note- -se o traço mais curioso da coisa — elas têm prazer de se sentir idênticas, fazem questão de parecer reproduções fotográficas do mesmo modelo, adoram ser uma unidade num rebanho uniforme. Alguma que venha diferente, mesmo elegante, mesmo bem vestida, choca ― só mesmo porque é diferente. Parece que morreu aquela preocupação feminina da originalidade, que fazia as mulheres ricas pagarem fortunas por um ‘modelo’ único de grande costureiro, ou as moças pobres rasgarem a página escolhida no figurino da modista, para evitar outras cópias. Será que a humanidade está marchando mesmo para a padronização geral, será que o fim próprio do aperfeiçoamento da técnica, o progresso da indústria, o avanço danado da ciência vai nos levar a isso? Tudo parecido, como andorinhas no fio ou misses na passarela?”.
(Rebanho, de Rachel de Queiroz, com adaptações).
No trecho “tão igual, tão igual que dá bocejos”, a repetição da expressão “tão igual” caracteriza uma figura de linguagem. Marque a alternativa que a identifica.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FAUEL
Orgão: Câm. Douradina-PR
LÍNGUA PORTUGUESA
Leia atentamente o texto a seguir, extraído de uma das crônicas de Rachel de Queiroz, para responder as próximas questões.
“Se me perguntassem qual é o aspecto mais desolante da civilização moderna, eu diria que é a sua padronização. Neste mundo em que vivemos está se acabando realmente a invenção, a originalidade, a marca pessoal. Hoje, no mais longínquo sertão, as moças se vestem pelo figurino de Hollywood — talvez com uns toques de Brigitte Bardot ― tão igual, tão igual que dá bocejos, quando não dá risadas. Os concursos de beleza, então. As meninas são tão estereotipadas, tão decalcadas umas pelas outras, tão estandardizadas, dentro de dois ou três tipos, que parecem bonecas saídas de uma linha de montagem. Nem mesmo na roupa se diferenciam. Ou antes, muito menos se diferenciam na roupa, se justamente é a roupa o elemento principal da padronização. E se fossem só as misses. Mas ande-se em Copacabana e a impressão que se tem é que um colégio soltou as suas meninas pelas ruas do bairro sul. Tudo de blusa de listra horizontal e calça comprida colante — ou saia branca de tergal. Os penteados, os colares, a pintura, os sapatos (agora no inverno é mocassim) são também uniformes. E note- -se o traço mais curioso da coisa — elas têm prazer de se sentir idênticas, fazem questão de parecer reproduções fotográficas do mesmo modelo, adoram ser uma unidade num rebanho uniforme. Alguma que venha diferente, mesmo elegante, mesmo bem vestida, choca ― só mesmo porque é diferente. Parece que morreu aquela preocupação feminina da originalidade, que fazia as mulheres ricas pagarem fortunas por um ‘modelo’ único de grande costureiro, ou as moças pobres rasgarem a página escolhida no figurino da modista, para evitar outras cópias. Será que a humanidade está marchando mesmo para a padronização geral, será que o fim próprio do aperfeiçoamento da técnica, o progresso da indústria, o avanço danado da ciência vai nos levar a isso? Tudo parecido, como andorinhas no fio ou misses na passarela?”.
(Rebanho, de Rachel de Queiroz, com adaptações).
Em sua crônica, Rachel de Queiroz argumenta que o mundo moderno tem se caracterizado pelo declínio de algumas coisas. Marque a alternativa que NÃO indica uma delas.
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“Se me perguntassem qual é o aspecto mais desolante da civilização moderna, eu diria que é a sua padronização. Neste mundo em que vivemos está se acabando realmente a invenção, a originalidade, a marca pessoal. Hoje, no mais longínquo sertão, as moças se vestem pelo figurino de Hollywood — talvez com uns toques de Brigitte Bardot ― tão igual, tão igual que dá bocejos, quando não dá risadas. Os concursos de beleza, então. As meninas são tão estereotipadas, tão decalcadas umas pelas outras, tão estandardizadas, dentro de dois ou três tipos, que parecem bonecas saídas de uma linha de montagem. Nem mesmo na roupa se diferenciam. Ou antes, muito menos se diferenciam na roupa, se justamente é a roupa o elemento principal da padronização. E se fossem só as misses. Mas ande-se em Copacabana e a impressão que se tem é que um colégio soltou as suas meninas pelas ruas do bairro sul. Tudo de blusa de listra horizontal e calça comprida colante — ou saia branca de tergal. Os penteados, os colares, a pintura, os sapatos (agora no inverno é mocassim) são também uniformes. E note- -se o traço mais curioso da coisa — elas têm prazer de se sentir idênticas, fazem questão de parecer reproduções fotográficas do mesmo modelo, adoram ser uma unidade num rebanho uniforme. Alguma que venha diferente, mesmo elegante, mesmo bem vestida, choca ― só mesmo porque é diferente. Parece que morreu aquela preocupação feminina da originalidade, que fazia as mulheres ricas pagarem fortunas por um ‘modelo’ único de grande costureiro, ou as moças pobres rasgarem a página escolhida no figurino da modista, para evitar outras cópias. Será que a humanidade está marchando mesmo para a padronização geral, será que o fim próprio do aperfeiçoamento da técnica, o progresso da indústria, o avanço danado da ciência vai nos levar a isso? Tudo parecido, como andorinhas no fio ou misses na passarela?”.
(Rebanho, de Rachel de Queiroz, com adaptações).
A autora busca descrever, em seu texto, aquilo que julga ser o “aspecto mais desolante da civilização moderna”. Em relação ao adjetivo “desolante”, marque a alternativa que indica um de seus possíveis significados.
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“Se me perguntassem qual é o aspecto mais desolante da civilização moderna, eu diria que é a sua padronização. Neste mundo em que vivemos está se acabando realmente a invenção, a originalidade, a marca pessoal. Hoje, no mais longínquo sertão, as moças se vestem pelo figurino de Hollywood — talvez com uns toques de Brigitte Bardot ― tão igual, tão igual que dá bocejos, quando não dá risadas. Os concursos de beleza, então. As meninas são tão estereotipadas, tão decalcadas umas pelas outras, tão estandardizadas, dentro de dois ou três tipos, que parecem bonecas saídas de uma linha de montagem. Nem mesmo na roupa se diferenciam. Ou antes, muito menos se diferenciam na roupa, se justamente é a roupa o elemento principal da padronização. E se fossem só as misses. Mas ande-se em Copacabana e a impressão que se tem é que um colégio soltou as suas meninas pelas ruas do bairro sul. Tudo de blusa de listra horizontal e calça comprida colante — ou saia branca de tergal. Os penteados, os colares, a pintura, os sapatos (agora no inverno é mocassim) são também uniformes. E note- -se o traço mais curioso da coisa — elas têm prazer de se sentir idênticas, fazem questão de parecer reproduções fotográficas do mesmo modelo, adoram ser uma unidade num rebanho uniforme. Alguma que venha diferente, mesmo elegante, mesmo bem vestida, choca ― só mesmo porque é diferente. Parece que morreu aquela preocupação feminina da originalidade, que fazia as mulheres ricas pagarem fortunas por um ‘modelo’ único de grande costureiro, ou as moças pobres rasgarem a página escolhida no figurino da modista, para evitar outras cópias. Será que a humanidade está marchando mesmo para a padronização geral, será que o fim próprio do aperfeiçoamento da técnica, o progresso da indústria, o avanço danado da ciência vai nos levar a isso? Tudo parecido, como andorinhas no fio ou misses na passarela?”.
(Rebanho, de Rachel de Queiroz, com adaptações).
No início do texto, o verbo “perguntassem” está flexionado de modo a sugerir uma:
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Leia atentamente o texto a seguir, extraído de uma das crônicas de Rachel de Queiroz, para responder as próximas questões.
“Se me perguntassem qual é o aspecto mais desolante da civilização moderna, eu diria que é a sua padronização. Neste mundo em que vivemos está se acabando realmente a invenção, a originalidade, a marca pessoal. Hoje, no mais longínquo sertão, as moças se vestem pelo figurino de Hollywood — talvez com uns toques de Brigitte Bardot ― tão igual, tão igual que dá bocejos, quando não dá risadas. Os concursos de beleza, então. As meninas são tão estereotipadas, tão decalcadas umas pelas outras, tão estandardizadas, dentro de dois ou três tipos, que parecem bonecas saídas de uma linha de montagem. Nem mesmo na roupa se diferenciam. Ou antes, muito menos se diferenciam na roupa, se justamente é a roupa o elemento principal da padronização. E se fossem só as misses. Mas ande-se em Copacabana e a impressão que se tem é que um colégio soltou as suas meninas pelas ruas do bairro sul. Tudo de blusa de listra horizontal e calça comprida colante — ou saia branca de tergal. Os penteados, os colares, a pintura, os sapatos (agora no inverno é mocassim) são também uniformes. E note- -se o traço mais curioso da coisa — elas têm prazer de se sentir idênticas, fazem questão de parecer reproduções fotográficas do mesmo modelo, adoram ser uma unidade num rebanho uniforme. Alguma que venha diferente, mesmo elegante, mesmo bem vestida, choca ― só mesmo porque é diferente. Parece que morreu aquela preocupação feminina da originalidade, que fazia as mulheres ricas pagarem fortunas por um ‘modelo’ único de grande costureiro, ou as moças pobres rasgarem a página escolhida no figurino da modista, para evitar outras cópias. Será que a humanidade está marchando mesmo para a padronização geral, será que o fim próprio do aperfeiçoamento da técnica, o progresso da indústria, o avanço danado da ciência vai nos levar a isso? Tudo parecido, como andorinhas no fio ou misses na passarela?”.
(Rebanho, de Rachel de Queiroz, com adaptações).
Em relação à interpretação geral do texto, pode-se afirmar que a autora:
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