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816429 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Indaiatuba-SP
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Leia o texto para responder a questão.
A última crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea paratomar um café junto ao balcão. Na realidade, estou adiando omomento de escrever.
A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado,de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitorescono cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher davida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto daconvivência, que a faz mais digna de ser vivida. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer naspalavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador. Sem mais nada para contar, curvoa cabeça e tomo meu café, enquanto o verso de um poetase repete na lembrança: “assim eu quereria o meu últimopoema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço entãoum último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos quemerecem uma crônica.
Ao fundo do botequim, um casal acaba de sentar-senuma das últimas mesas de mármore ao longo da parede deespelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de umamenininha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa. Trêsseres esquivos que compõem em torno à mesa a instituiçãotradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, quese preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiroque discretamente retirou do bolso, aborda o garçom e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. Este ouve,concentrado, o pedido do homem e depois se afasta paraatendê-lo. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolocom a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A menininha olha a garrafa de refrigerante e o pratinhoque o garçom deixou à sua frente. Vejo que os três, pai, mãee filha, obedecem em torno à mesa a um discreto ritual. Amãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho.Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve orefrigerante, o pai risca o fósforo e acende as velas. A menininha sopra com força, apagando as chamas. Imediatamentepõe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando numbalbucio, a que os pais se juntam, discretos: “parabéns pravocê, parabéns pra você...”. A menininha agarra finalmenteo bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo.A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe afitinha no cabelo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. Opai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigode súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele seperturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça,mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse puracomo esse sorriso.
(Fernando Sabino. http//contobrasileiro.com.br. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa correta quanto à ocorrência ou não da crase.
 

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816428 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Indaiatuba-SP
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Leia a tira, para responder à questão.
enunciado 816428-1

(André Dahmer. Malvados. Disponível em:http://www.malvados.com.br)
É correto afirmar que a tira tem efeito de sentido de
 

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816427 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Indaiatuba-SP
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Leia o texto para responder a questão.
A última crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade, estou adiando o momento de escrever.
A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno- -me simples espectador. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso de um poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim, um casal acaba de sentar-se numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma menininha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A menininha olha a garrafa de refrigerante e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa a um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve o refrigerante, o pai risca o fósforo e acende as velas. A menininha sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “parabéns pra você, parabéns pra você...”. A menininha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
(Fernando Sabino. http//contobrasileiro.com.br. Adaptado)
A frase redigida de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa e, ao mesmo tempo, fiel às ideias do texto está na alternativa:
 

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816425 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Indaiatuba-SP
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A última crônica
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea paratomar um café junto ao balcão. Na realidade, estou adiando omomento de escrever.
A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado,de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitorescono cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher davida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto daconvivência, que a faz mais digna de ser vivida. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer naspalavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador. Sem mais nada para contar, curvoa cabeça e tomo meu café, enquanto o verso de um poetase repete na lembrança: “assim eu quereria o meu últimopoema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço entãoum último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos quemerecem uma crônica.
Ao fundo do botequim, um casal acaba de sentar-senuma das últimas mesas de mármore ao longo da parede deespelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de umamenininha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa. Trêsseres esquivos que compõem em torno à mesa a instituiçãotradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, quese preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiroque discretamente retirou do bolso, aborda o garçom e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. Este ouve,concentrado, o pedido do homem e depois se afasta paraatendê-lo. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolocom a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.
A menininha olha a garrafa de refrigerante e o pratinhoque o garçom deixou à sua frente. Vejo que os três, pai, mãee filha, obedecem em torno à mesa a um discreto ritual. Amãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho.Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve orefrigerante, o pai risca o fósforo e acende as velas. A menininha sopra com força, apagando as chamas. Imediatamentepõe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando numbalbucio, a que os pais se juntam, discretos: “parabéns pravocê, parabéns pra você...”. A menininha agarra finalmenteo bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo.A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe afitinha no cabelo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. Opai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigode súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele seperturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça,mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse puracomo esse sorriso.
(Fernando Sabino. http//contobrasileiro.com.br. Adaptado)
A frase redigida de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa e, ao mesmo tempo, fiel às ideias do texto está na alternativa:
 

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816424 Ano: 2018
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Indaiatuba-SP
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Em dezembro de 2017, o Peru viveu dois eventos importantes, que foram:
 

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816423 Ano: 2018
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Indaiatuba-SP
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Quinto ocupante da Cadeira no 3 da Academia Brasileira de Letras (ABL), ele foi eleito em 23 de março de 2000 e tomou posse em 31 de maio do mesmo ano. Nasceu no Rio em 14 de março de 1926. Começou a carreira em 1952 como redator da Rádio Jornal do Brasil. Também passou pelas redações do Correio da Manhã, da Folha de S.Paulo e da rádio CBN. Como escritor, ganhou três prêmios Jabuti pelos romances Quase Memória, A Casa do Poeta Trágico e Romance sem Palavras. Segundo a ABL, com o golpe militar de 1964, foi preso várias vezes e passou um período na Europa e em Cuba. Morreu na noite de ontem, 05 de janeiro de 2018, aos 91 anos.

(Kleber Sampaio. EBC. http://goo.gl/NZY1Ve. 06.01.2018. Adaptado)

A notícia trata de

 

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816422 Ano: 2018
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Indaiatuba-SP
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Sobre as relações entre as Coreias, é correto afirmar que
 

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816421 Ano: 2018
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Indaiatuba-SP
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Detentos fazem a terceira rebelião, nesta sexta-feira, 5 de janeiro deste ano, em complexo prisional. O motim começou por volta das 4h30 na Penitenciária Odenir Guimarães (POG), unidade de regime fechado do complexo, quando tiros começaram a ser ouvidos no local. Segundo a Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP), o Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope), com apoio da Polícia Militar, invadiu o presídio e constatou focos de incêndio. A primeira rebelião ocorreu na última segunda-feira, 1º, quando nove presos foram assassinados e 14 ficaram feridos durante um confronto entre detentos do regime semiaberto. Os presos do prédio do Complexo Agroindustrial do Regime Semiaberto fizeram na noite de quinta-feira, 4 de janeiro, o segundo motim. Segundo a polícia, a situação foi controlada e não houve mortos ou feridos.

(Ana Paula Niederauer. Estadão. http://goo.gl/5bQrQT. 05.01.2018. Adaptado)

A rebelião apresentada ocorreu no estado

 

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816420 Ano: 2018
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Indaiatuba-SP
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A balança comercial brasileira registrou, em 2017,
 

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816419 Ano: 2018
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Indaiatuba-SP
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O preço p de um produto deveria ser reajustado a cada mês com a taxa fixa de 3%, aplicada sobre o preço do mês imediatamente anterior. Um cálculo que pode ser utilizado para determinar a porcentagem total de reajuste (R) desse produto, após 12 meses desses reajustes, é
 

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