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Paz interior
Conta a lenda que um velho sábio, tido como um mestre
da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário. Ninguém
lhe roubava a paz. Certa tarde, um homem conhecido
por sua total falta de sentimentos apareceu com a intenção
de desafiar o mestre da paciência. O homem começou a insultá-lo,
chegou a jogar algumas pedras em sua direção e
cuspiu no seu rosto. Durante horas, fez de tudo para provocá-lo, mas o velho sábio permaneceu impassível.
No final da tarde, já exausto e humilhado, o homem se
deu por vencido e foi embora. Impressionados, os discípulos
que haviam assistido a tudo queriam saber como o mestre
pudera suportar tanta indignidade. O mestre perguntou: “Se
alguém vem até você com um presente e você não o aceita, a
quem pertence o presente?". “A quem tentou entregá-lo", respondeu
um dos discípulos. “Exatamente. O mesmo vale para
a inveja, a raiva e os insultos. Quando eles não são aceitos,
continuam pertencendo a quem os trazia consigo. Sua paz
interior depende exclusivamente de você".
As pessoas não podem lhe tirar a calma, a não ser se
você permitir. Não permita que tirem sua paz interior. Não
dê ouvidos a fofocas, não se preocupe com o que os outros
pensam ou falam de você, isso não muda nada, a Terra continua
girando. Muitas vezes nossa calma e nossa paz interior
incomodam as pessoas, que tentam nos tirar do sério. Não
caia nessa tentação, não aceite esse “presente".
Quando isso acontecer, respire fundo, olhe nos olhos
dessas pessoas e mantenha-se em silêncio por alguns segundos.
Dessa forma, você desarma qualquer um e ninguém
roubará sua paz interior.
Quem tem paz interior tem melhor qualidade de vida,
atrai mais amigos, é uma pessoa muito mais feliz e, por onde
passar, espalhará paz para todos que retornará para si mesmo.
A saúde agradece.
(Luis Carlos Fernandes. http://www.tribunaregiao.com.br. Adaptado)
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Paz interior
Conta a lenda que um velho sábio, tido como um mestre
da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário. Ninguém
lhe roubava a paz. Certa tarde, um homem conhecido
por sua total falta de sentimentos apareceu com a intenção
de desafiar o mestre da paciência. O homem começou a insultá-lo,
chegou a jogar algumas pedras em sua direção e
cuspiu no seu rosto. Durante horas, fez de tudo para provocá-lo, mas o velho sábio permaneceu impassível.
No final da tarde, já exausto e humilhado, o homem se
deu por vencido e foi embora. Impressionados, os discípulos
que haviam assistido a tudo queriam saber como o mestre
pudera suportar tanta indignidade. O mestre perguntou: “Se
alguém vem até você com um presente e você não o aceita, a
quem pertence o presente?". “A quem tentou entregá-lo", respondeu
um dos discípulos. “Exatamente. O mesmo vale para
a inveja, a raiva e os insultos. Quando eles não são aceitos,
continuam pertencendo a quem os trazia consigo. Sua paz
interior depende exclusivamente de você".
As pessoas não podem lhe tirar a calma, a não ser se
você permitir. Não permita que tirem sua paz interior. Não
dê ouvidos a fofocas, não se preocupe com o que os outros
pensam ou falam de você, isso não muda nada, a Terra continua
girando. Muitas vezes nossa calma e nossa paz interior
incomodam as pessoas, que tentam nos tirar do sério. Não
caia nessa tentação, não aceite esse “presente".
Quando isso acontecer, respire fundo, olhe nos olhos
dessas pessoas e mantenha-se em silêncio por alguns segundos.
Dessa forma, você desarma qualquer um e ninguém
roubará sua paz interior.
Quem tem paz interior tem melhor qualidade de vida,
atrai mais amigos, é uma pessoa muito mais feliz e, por onde
passar, espalhará paz para todos que retornará para si mesmo.
A saúde agradece.
(Luis Carlos Fernandes. http://www.tribunaregiao.com.br. Adaptado)
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Mentem como respiram
Conheço inúmeras pessoas que mentem. Para falar a verdade,
mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com
vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas;
comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um
horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas
costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que
vou viajar ou reclamo que não me sinto bem e fujo de um
compromisso; finjo para mim mesmo que, no próximo mês,
começo um regime e perderei a barriga.
Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam,
digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto,
digo que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia
uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até
considerada falta de educação.
Quantas mães e avós são assassinadas por empregados
que querem faltar ao trabalho? Outros dizem que estão
doentes. E por aí vai. A psicologia forjou um termo para designar
aquele que faz da mentira um hábito: síndrome de
Münchausen. Os mentirosos inventaram outro: “mentira branca",
aquela que não prejudica ninguém. Para mim, não existe
a tal “mentira branca". Tem gente que mente como respira.
Mentira é mentira, e a tal “mentira branca" é só uma mentira
a mais.
(Walcyr Carrasco. http://epoca.globo.com. Adaptado)
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Leia o texto para responder à questão
Você se lembra de O Guia do Mochileiro das Galáxias, romance de Douglas Adams lançado em 1979? A história começa com um chato tecnológico qualquer descartando a Terra por ser um planeta cujas formas de vida são tão primitivas que “elas ainda acham relógios digitais uma ideia bacana". Mas estamos falando do passado, dos primeiros estágios da revolução da tecnologia da informação.
De lá para cá, avançamos para coisas muito mais significativas, a tal ponto que a grande ideia tecnológica de 2015 é, até o momento, um relógio digital. Mas este instrui o portador a se levantar se ele passar tempo demais sentado.
Está bem, também estou sendo chato. Mas existe uma questão verdadeira nisso. Todo mundo sabe que vivemos em uma era de mudança tecnológica incrivelmente rápida, que está mudando tudo. Mas e se aquilo que todo mundo sabe estiver errado?
O Guia do Mochileiro das Galáxias foi publicado na era do “paradoxo da produtividade", um período de duas décadas durante o qual a tecnologia parecia estar avançando rapidamente – computadores pessoais, telefones celulares, redes de computação e os estágios iniciais da Internet –, mas o crescimento econômico era lento e a renda estava estagnada.
Apenas por volta de 1995, o crescimento da produtividade decolou. Mas não obtivemos um retorno sustentado a um rápido progresso econômico. Em lugar disso, tivemos um surto isolado de crescimento, que minguou cerca de uma década atrás. Desde então, vivemos em uma era de iPhones, iPads e AiMeuDeus; mas, mesmo que desconsiderados os efeitos da crise financeira, o crescimento e a tendência de renda retornaram à lentidão que caracterizou os anos 70 e 80.
Em outras palavras, a esta altura, toda a era digital, abarcando mais de quatro décadas, parece uma decepção. Novas tecnologias produziram grandes manchetes, mas resultados econômicos modestos. Por quê?
Uma possibilidade é que os números estejam desconsiderando a realidade, especialmente os benefícios dos novos produtos e serviços. Tecnologia que me permite assistir na Web apresentações ao vivo dos meus músicos favoritos me propicia muito prazer, mas isso não é computado no Produto Interno Bruto (PIB). Outra possibilidade é que as novas tecnologias sejam mais divertidas que fundamentais.
(Paul Krugman. Traduzido por Paulo Migliacci. Folha de S.Paulo, 25.05.2015. Adaptado)
Na expressão “paradoxo da produtividade", do quarto parágrafo,
o termo paradoxo deve ser interpretado com o
sentido de Revolução tecnológica pode ter sido tremendamente superestimada
Você se lembra de O Guia do Mochileiro das Galáxias, romance de Douglas Adams lançado em 1979? A história começa com um chato tecnológico qualquer descartando a Terra por ser um planeta cujas formas de vida são tão primitivas que “elas ainda acham relógios digitais uma ideia bacana". Mas estamos falando do passado, dos primeiros estágios da revolução da tecnologia da informação.
De lá para cá, avançamos para coisas muito mais significativas, a tal ponto que a grande ideia tecnológica de 2015 é, até o momento, um relógio digital. Mas este instrui o portador a se levantar se ele passar tempo demais sentado.
Está bem, também estou sendo chato. Mas existe uma questão verdadeira nisso. Todo mundo sabe que vivemos em uma era de mudança tecnológica incrivelmente rápida, que está mudando tudo. Mas e se aquilo que todo mundo sabe estiver errado?
O Guia do Mochileiro das Galáxias foi publicado na era do “paradoxo da produtividade", um período de duas décadas durante o qual a tecnologia parecia estar avançando rapidamente – computadores pessoais, telefones celulares, redes de computação e os estágios iniciais da Internet –, mas o crescimento econômico era lento e a renda estava estagnada.
Apenas por volta de 1995, o crescimento da produtividade decolou. Mas não obtivemos um retorno sustentado a um rápido progresso econômico. Em lugar disso, tivemos um surto isolado de crescimento, que minguou cerca de uma década atrás. Desde então, vivemos em uma era de iPhones, iPads e AiMeuDeus; mas, mesmo que desconsiderados os efeitos da crise financeira, o crescimento e a tendência de renda retornaram à lentidão que caracterizou os anos 70 e 80.
Em outras palavras, a esta altura, toda a era digital, abarcando mais de quatro décadas, parece uma decepção. Novas tecnologias produziram grandes manchetes, mas resultados econômicos modestos. Por quê?
Uma possibilidade é que os números estejam desconsiderando a realidade, especialmente os benefícios dos novos produtos e serviços. Tecnologia que me permite assistir na Web apresentações ao vivo dos meus músicos favoritos me propicia muito prazer, mas isso não é computado no Produto Interno Bruto (PIB). Outra possibilidade é que as novas tecnologias sejam mais divertidas que fundamentais.
(Paul Krugman. Traduzido por Paulo Migliacci. Folha de S.Paulo, 25.05.2015. Adaptado)
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Considere a charge.

A forma verbal cria é empregada, na charge, de maneira ambígua, com os sentidos de

A forma verbal cria é empregada, na charge, de maneira ambígua, com os sentidos de
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Leia a tirinha.
A partir da leitura da tirinha, conclui-se que as pessoas
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Paz interior
Conta a lenda que um velho sábio, tido como um mestre
da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário. Ninguém
lhe roubava a paz. Certa tarde, um homem conhecido
por sua total falta de sentimentos apareceu com a intenção
de desafiar o mestre da paciência. O homem começou a insultá-lo,
chegou a jogar algumas pedras em sua direção e
cuspiu no seu rosto. Durante horas, fez de tudo para provocá-lo, mas o velho sábio permaneceu impassível.
No final da tarde, já exausto e humilhado, o homem se
deu por vencido e foi embora. Impressionados, os discípulos
que haviam assistido a tudo queriam saber como o mestre
pudera suportar tanta indignidade. O mestre perguntou: “Se
alguém vem até você com um presente e você não o aceita, a
quem pertence o presente?". “A quem tentou entregá-lo", respondeu
um dos discípulos. “Exatamente. O mesmo vale para
a inveja, a raiva e os insultos. Quando eles não são aceitos,
continuam pertencendo a quem os trazia consigo. Sua paz
interior depende exclusivamente de você".
As pessoas não podem lhe tirar a calma, a não ser se
você permitir. Não permita que tirem sua paz interior. Não
dê ouvidos a fofocas, não se preocupe com o que os outros
pensam ou falam de você, isso não muda nada, a Terra continua
girando. Muitas vezes nossa calma e nossa paz interior
incomodam as pessoas, que tentam nos tirar do sério. Não
caia nessa tentação, não aceite esse “presente".
Quando isso acontecer, respire fundo, olhe nos olhos
dessas pessoas e mantenha-se em silêncio por alguns segundos.
Dessa forma, você desarma qualquer um e ninguém
roubará sua paz interior.
Quem tem paz interior tem melhor qualidade de vida,
atrai mais amigos, é uma pessoa muito mais feliz e, por onde
passar, espalhará paz para todos que retornará para si mesmo.
A saúde agradece.
(Luis Carlos Fernandes. http://www.tribunaregiao.com.br. Adaptado)
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Paz interior
Conta a lenda que um velho sábio, tido como um mestre
da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário. Ninguém
lhe roubava a paz. Certa tarde, um homem conhecido
por sua total falta de sentimentos apareceu com a intenção
de desafiar o mestre da paciência. O homem começou a insultá-lo,
chegou a jogar algumas pedras em sua direção e
cuspiu no seu rosto. Durante horas, fez de tudo para provocá-lo, mas o velho sábio permaneceu impassível.
No final da tarde, já exausto e humilhado, o homem se
deu por vencido e foi embora. Impressionados, os discípulos
que haviam assistido a tudo queriam saber como o mestre
pudera suportar tanta indignidade. O mestre perguntou: “Se
alguém vem até você com um presente e você não o aceita, a
quem pertence o presente?". “A quem tentou entregá-lo", respondeu
um dos discípulos. “Exatamente. O mesmo vale para
a inveja, a raiva e os insultos. Quando eles não são aceitos,
continuam pertencendo a quem os trazia consigo. Sua paz
interior depende exclusivamente de você".
As pessoas não podem lhe tirar a calma, a não ser se
você permitir. Não permita que tirem sua paz interior. Não
dê ouvidos a fofocas, não se preocupe com o que os outros
pensam ou falam de você, isso não muda nada, a Terra continua
girando. Muitas vezes nossa calma e nossa paz interior
incomodam as pessoas, que tentam nos tirar do sério. Não
caia nessa tentação, não aceite esse “presente".
Quando isso acontecer, respire fundo, olhe nos olhos
dessas pessoas e mantenha-se em silêncio por alguns segundos.
Dessa forma, você desarma qualquer um e ninguém
roubará sua paz interior.
Quem tem paz interior tem melhor qualidade de vida,
atrai mais amigos, é uma pessoa muito mais feliz e, por onde
passar, espalhará paz para todos que retornará para si mesmo.
A saúde agradece.
(Luis Carlos Fernandes. http://www.tribunaregiao.com.br. Adaptado)
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Mentem como respiram
Conheço inúmeras pessoas que mentem. Para falar a verdade,
mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com
vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas;
comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um
horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas
costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que
vou viajar ou reclamo que não me sinto bem e fujo de um
compromisso; finjo para mim mesmo que, no próximo mês,
começo um regime e perderei a barriga.
Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam,
digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto,
digo que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia
uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até
considerada falta de educação.
Quantas mães e avós são assassinadas por empregados
que querem faltar ao trabalho? Outros dizem que estão
doentes. E por aí vai. A psicologia forjou um termo para designar
aquele que faz da mentira um hábito: síndrome de
Münchausen. Os mentirosos inventaram outro: “mentira branca",
aquela que não prejudica ninguém. Para mim, não existe
a tal “mentira branca". Tem gente que mente como respira.
Mentira é mentira, e a tal “mentira branca" é só uma mentira
a mais.
(Walcyr Carrasco. http://epoca.globo.com. Adaptado)
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Questão presente nas seguintes provas
Mentem como respiram
Conheço inúmeras pessoas que mentem. Para falar a verdade,
mente-se por qualquer motivo: as pessoas ficam com
vergonha quando estão doentes e dizem que estão ótimas;
comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um
horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas
costas que continua gordíssima. Eu mesmo minto: digo que
vou viajar ou reclamo que não me sinto bem e fujo de um
compromisso; finjo para mim mesmo que, no próximo mês,
começo um regime e perderei a barriga.
Ultimamente, tento parar com isso. Se me convidam,
digo que não posso. Se vou a uma peça de teatro e não gosto,
digo que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia
uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até
considerada falta de educação.
Quantas mães e avós são assassinadas por empregados
que querem faltar ao trabalho? Outros dizem que estão
doentes. E por aí vai. A psicologia forjou um termo para designar
aquele que faz da mentira um hábito: síndrome de
Münchausen. Os mentirosos inventaram outro: “mentira branca",
aquela que não prejudica ninguém. Para mim, não existe
a tal “mentira branca". Tem gente que mente como respira.
Mentira é mentira, e a tal “mentira branca" é só uma mentira
a mais.
(Walcyr Carrasco. http://epoca.globo.com. Adaptado)
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