Magna Concursos

Foram encontradas 50 questões.

3427658 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Sertãozinho-SP

Leia o texto para responder às questões de números 06 a 09.

A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo na parede: “Aqui mora um solteiro feliz”. Uma pitada de humor com um toque popular. Essa graça espontânea que a tudo dá gosto. Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. Era de fato um solitário. Precisava de ser só. Nisto, sua personalidade era feita de uma peça só. Incapaz de simulação, ou até, em certos casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social.

Nunca vi solitário de porta tão aberta. Neste sentido, falando de Minas, do tempo em que lá viveu, observava o recato, a quase avareza com que os mineiros tratam o forasteiro. Talvez por isto nunca se esqueceu de um almoço em Caeté, que lhe deu uma página antológica do ponto de vista das duas artes – a culinária e a literária. Sendo um temperamento encolhido, sobretudo na mocidade, gostava desse clima de intimidade que cria laços de confiança e amizade para sempre.

Talvez tivesse qualquer coisa de bicho, esse homem sensível à beleza fugaz deste mundo. Na sua relação com a natureza, não havia intermediação de ordem intelectual. O coração da vida pulsava no seu coração. Alerta nos cinco sentidos, ser instintivo, sólido bom senso, era capaz de estranhar. No sentido em que se pergunta de um cão se ele estranha. Guardava distância do poder, mas não julgava o poderoso pela aparência. Independente diante do grande e do pequeno.

Era um ser livre e lírico. Seu claro olhar de sabedoria espiava o Brasil com algum tédio. Paisão sem jeito, que trata mal as crianças e os pobres. O sentimento de justiça sem apelo ideológico. Muito antes do modismo conservacionista, pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser ameaçado. Tinha uma disponibilidade fundamental para ver e escrever. Um senhor poeta, o cronista Rubem Braga.

(Otto Lara Resende. Um ano de ausência. Folha de S. Paulo, 19.12.1991. Adaptado)

No trecho “A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo na parede...” (1º parágrafo), a vírgula foi empregada pela mesma razão que no trecho:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3427657 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Sertãozinho-SP

Leia o texto para responder às questões de números 06 a 09.

A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo na parede: “Aqui mora um solteiro feliz”. Uma pitada de humor com um toque popular. Essa graça espontânea que a tudo dá gosto. Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. Era de fato um solitário. Precisava de ser só. Nisto, sua personalidade era feita de uma peça só. Incapaz de simulação, ou até, em certos casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social.

Nunca vi solitário de porta tão aberta. Neste sentido, falando de Minas, do tempo em que lá viveu, observava o recato, a quase avareza com que os mineiros tratam o forasteiro. Talvez por isto nunca se esqueceu de um almoço em Caeté, que lhe deu uma página antológica do ponto de vista das duas artes – a culinária e a literária. Sendo um temperamento encolhido, sobretudo na mocidade, gostava desse clima de intimidade que cria laços de confiança e amizade para sempre.

Talvez tivesse qualquer coisa de bicho, esse homem sensível à beleza fugaz deste mundo. Na sua relação com a natureza, não havia intermediação de ordem intelectual. O coração da vida pulsava no seu coração. Alerta nos cinco sentidos, ser instintivo, sólido bom senso, era capaz de estranhar. No sentido em que se pergunta de um cão se ele estranha. Guardava distância do poder, mas não julgava o poderoso pela aparência. Independente diante do grande e do pequeno.

Era um ser livre e lírico. Seu claro olhar de sabedoria espiava o Brasil com algum tédio. Paisão sem jeito, que trata mal as crianças e os pobres. O sentimento de justiça sem apelo ideológico. Muito antes do modismo conservacionista, pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser ameaçado. Tinha uma disponibilidade fundamental para ver e escrever. Um senhor poeta, o cronista Rubem Braga.

(Otto Lara Resende. Um ano de ausência. Folha de S. Paulo, 19.12.1991. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o vocábulo em destaque foi empregado em sentido figurado no contexto em que se encontra.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3427656 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Sertãozinho-SP

Leia o texto para responder às questões de números 06 a 09.

A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo na parede: “Aqui mora um solteiro feliz”. Uma pitada de humor com um toque popular. Essa graça espontânea que a tudo dá gosto. Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. Era de fato um solitário. Precisava de ser só. Nisto, sua personalidade era feita de uma peça só. Incapaz de simulação, ou até, em certos casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social.

Nunca vi solitário de porta tão aberta. Neste sentido, falando de Minas, do tempo em que lá viveu, observava o recato, a quase avareza com que os mineiros tratam o forasteiro. Talvez por isto nunca se esqueceu de um almoço em Caeté, que lhe deu uma página antológica do ponto de vista das duas artes – a culinária e a literária. Sendo um temperamento encolhido, sobretudo na mocidade, gostava desse clima de intimidade que cria laços de confiança e amizade para sempre.

Talvez tivesse qualquer coisa de bicho, esse homem sensível à beleza fugaz deste mundo. Na sua relação com a natureza, não havia intermediação de ordem intelectual. O coração da vida pulsava no seu coração. Alerta nos cinco sentidos, ser instintivo, sólido bom senso, era capaz de estranhar. No sentido em que se pergunta de um cão se ele estranha. Guardava distância do poder, mas não julgava o poderoso pela aparência. Independente diante do grande e do pequeno.

Era um ser livre e lírico. Seu claro olhar de sabedoria espiava o Brasil com algum tédio. Paisão sem jeito, que trata mal as crianças e os pobres. O sentimento de justiça sem apelo ideológico. Muito antes do modismo conservacionista, pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser ameaçado. Tinha uma disponibilidade fundamental para ver e escrever. Um senhor poeta, o cronista Rubem Braga.

(Otto Lara Resende. Um ano de ausência. Folha de S. Paulo, 19.12.1991. Adaptado)

No trecho “Incapaz de simulação, ou até, em certos casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social” (1º parágrafo), o vocábulo em destaque tem como sinônimo no contexto em que se encontra:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3427655 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Sertãozinho-SP

Leia o texto para responder às questões de números 06 a 09.

A porta aberta, você dava logo de cara com um azulejo na parede: “Aqui mora um solteiro feliz”. Uma pitada de humor com um toque popular. Essa graça espontânea que a tudo dá gosto. Do contrário, a vida é só enfado e mormaço. Era de fato um solitário. Precisava de ser só. Nisto, sua personalidade era feita de uma peça só. Incapaz de simulação, ou até, em certos casos, de uma ponta de hipocrisia que se debita à polidez social.

Nunca vi solitário de porta tão aberta. Neste sentido, falando de Minas, do tempo em que lá viveu, observava o recato, a quase avareza com que os mineiros tratam o forasteiro. Talvez por isto nunca se esqueceu de um almoço em Caeté, que lhe deu uma página antológica do ponto de vista das duas artes – a culinária e a literária. Sendo um temperamento encolhido, sobretudo na mocidade, gostava desse clima de intimidade que cria laços de confiança e amizade para sempre.

Talvez tivesse qualquer coisa de bicho, esse homem sensível à beleza fugaz deste mundo. Na sua relação com a natureza, não havia intermediação de ordem intelectual. O coração da vida pulsava no seu coração. Alerta nos cinco sentidos, ser instintivo, sólido bom senso, era capaz de estranhar. No sentido em que se pergunta de um cão se ele estranha. Guardava distância do poder, mas não julgava o poderoso pela aparência. Independente diante do grande e do pequeno.

Era um ser livre e lírico. Seu claro olhar de sabedoria espiava o Brasil com algum tédio. Paisão sem jeito, que trata mal as crianças e os pobres. O sentimento de justiça sem apelo ideológico. Muito antes do modismo conservacionista, pleiteou a causa do macaco carvoeiro e de todo e qualquer ser ameaçado. Tinha uma disponibilidade fundamental para ver e escrever. Um senhor poeta, o cronista Rubem Braga.

(Otto Lara Resende. Um ano de ausência. Folha de S. Paulo, 19.12.1991. Adaptado)

Quanto à descrição que Otto Lara Resende faz de Rubem Braga, está correta a afirmação:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3427654 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Sertãozinho-SP

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 04.

Já se observou há muito tempo que a estimativa que alguém faz de duração de tempo pode variar amplamente dependendo das circunstâncias: o estado emocional, o que está acontecendo em volta e os eventos específicos que se observam e se avaliam quanto à sua duração. “Nossa percepção do tempo se harmoniza com diferentes disposições mentais”, escreveu William James. Maneiras ainda mais interessantes de retardar ou acelerar o relógio do intervalo do tempo com base na atitude mental da pessoa, do conteúdo do que estavam experimentando ou as duas coisas foram reveladas. Cientistas as tinham descoberto já na década passada.

Se você observar brevemente a imagem de um rosto num monitor de computador, sua estimativa da duração dependerá se o rosto é de um idoso ou de um jovem, se é mais ou menos atraente, se tem a sua mesma idade e etnia. Tem-se a impressão de que fotos de gatinhos e de chocolate duram mais na tela do que imagens igualmente breves de assustadoras aranhas e morcegos. Não faz muito tempo, me deparei com um trabalho intitulado “O tempo voa quando lemos palavras que são tabu”, no qual os pesquisadores testavam as propriedades de distorção do tempo de várias palavras grosseiras. Os autores, no entanto, apesar de terem se valido dos tabuísmos no trabalho, optaram por não os incluir no texto, em nome do decoro acadêmico; uma nota no fim dizia que eu deveria solicitá-las diretamente ao autor. Eu o fiz e, quando a lista chegou, constatei que palavras como “babaca”, quando vistas no monitor de um computador, pareciam não durar tanto quanto palavras como “bicicleta” e “zebra”, mesmo tendo a mesma duração na tela.

(Alan Burdick. Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica. Todavia, 2020. Adaptado)

O autor do texto, ao mencionar o trabalho acadêmico intitulado “O tempo voa quando lemos palavras que são tabu”, afirma que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3427653 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Sertãozinho-SP

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 04.

Já se observou há muito tempo que a estimativa que alguém faz de duração de tempo pode variar amplamente dependendo das circunstâncias: o estado emocional, o que está acontecendo em volta e os eventos específicos que se observam e se avaliam quanto à sua duração. “Nossa percepção do tempo se harmoniza com diferentes disposições mentais”, escreveu William James. Maneiras ainda mais interessantes de retardar ou acelerar o relógio do intervalo do tempo com base na atitude mental da pessoa, do conteúdo do que estavam experimentando ou as duas coisas foram reveladas. Cientistas as tinham descoberto já na década passada.

Se você observar brevemente a imagem de um rosto num monitor de computador, sua estimativa da duração dependerá se o rosto é de um idoso ou de um jovem, se é mais ou menos atraente, se tem a sua mesma idade e etnia. Tem-se a impressão de que fotos de gatinhos e de chocolate duram mais na tela do que imagens igualmente breves de assustadoras aranhas e morcegos. Não faz muito tempo, me deparei com um trabalho intitulado “O tempo voa quando lemos palavras que são tabu”, no qual os pesquisadores testavam as propriedades de distorção do tempo de várias palavras grosseiras. Os autores, no entanto, apesar de terem se valido dos tabuísmos no trabalho, optaram por não os incluir no texto, em nome do decoro acadêmico; uma nota no fim dizia que eu deveria solicitá-las diretamente ao autor. Eu o fiz e, quando a lista chegou, constatei que palavras como “babaca”, quando vistas no monitor de um computador, pareciam não durar tanto quanto palavras como “bicicleta” e “zebra”, mesmo tendo a mesma duração na tela.

(Alan Burdick. Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica. Todavia, 2020. Adaptado)

A partir de informações presentes no texto, é correto afirmar que

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

“As receitas e as despesas devem ser evidenciadas na lei orçamentária de forma discriminada, de tal forma que se possa saber, pormenorizadamente, as origens dos recursos e sua aplicação.”

(https://www2.camara.leg.br/orcamento-da-uniao/cidadao/entenda/cursopo/principios.html)

É correto afirmar que esse trecho reflete diretamente o princípio orçamentário

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3427651 Ano: 2023
Disciplina: Direito Financeiro
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Sertãozinho-SP

Se uma Prefeitura deseja (1) vincular receitas públicas correntes a uma determinada finalidade, (2) segregando orçamentariamente a execução das despesas futuras arcadas com essas receitas, (3) a fim de aumentar a transparência sobre os recursos aplicados, mas (4) sem criar uma nova entidade da administração indireta, então, esta Prefeitura pode criar, por

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

O Relatório de Gestão Fiscal será emitido, pelos titulares dos Poderes e órgãos referidos na Lei Complementar nº 101/2000,

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
3427649 Ano: 2023
Disciplina: Direito Financeiro
Banca: VUNESP
Orgão: Câm. Sertãozinho-SP

Segundo estabelece a Lei Complementar nº 101/2000, são instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público, entre outros:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas