Magna Concursos

Foram encontradas 160 questões.

1409094 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF
Um amor conquistado
Encontrei Ivan Lessa na fila de lotação do bairro e estávamos conversando, quando Ivan se espantou e me disse: olhe que coisa esquisita. Olhei para trás e vi, da esquina para a gente, um homem vindo com seu tranquilo cachorro puxado pela correia. Só que não era cachorro. A atitude toda era de cachorro, e a do homem era a de um homem com o seu cão. Este é que não era. Tinha focinho acompridado de quem pode beber em copo fundo, rabo longo e duro – poderia, é verdade, ser apenas uma variação individual da raça. Ivan levantou a hipótese de quati, mas achei o bicho muito cachorro demais para ser quati, ou seria o quati mais resignado e enganado que jamais vi. Enquanto isso, o homem calmamente vindo. Calmamente, não; havia uma tensão nele, era uma calma de quem aceitou luta: seu ar era de um natural desafiador. Não se tratava de um pitoresco; era por coragem que andava em público com o seu bicho. Ivan sugeriu a hipótese de outro animal de que na hora não se lembrou o nome. Mas nada me convencia. Só depois entendi que minha atrapalhação não era propriamente minha, vinha de que aquele bicho já não sabia mais quem ele era, e não podia portanto me transmitir uma imagem nítida.
Até que o homem passou perto. Sem um sorriso, costas duras, altivamente se expondo – não, nunca foi fácil passar diante da fila humana. Fingia prescindir de admiração ou piedade; mas cada um de nós reconhece o martírio de quem está protegendo um sonho.
– Que bicho é esse? Perguntei-lhe, e intuitivamente meu tom foi suave para não feri-lo com uma curiosidade. Perguntei que bicho era aquele, mas na pergunta o tom talvez incluísse: “por que é que você faz isso? que carência é essa que faz você inventar um cachorro? e por que não um cachorro mesmo, então? pois se os cachorros existem! Ou você não teve outro modo de possuir a graça desse bicho senão com uma coleira? Mas você esmaga uma rosa se apertá-la com força!” Sei que o tom é uma unidade indivisível por palavras, sei que estou esmagando uma rosa, mas estilhaçar o silêncio em palavras é um dos meus modos desajeitados de amar o silêncio, e é assim que muitas vezes tenho matado o que compreendo. (Se bem que, glória a Deus, sei mais silêncio que palavras.)
O homem, sem parar, respondeu curto, embora sem aspereza. E era quati mesmo. Ficamos olhando. Nem Ivan nem eu sorrimos, ninguém na fila riu – esse era o tom, essa era a intuição. Ficamos olhando.
Era um quati que se pensava cachorro. s vezes, com seus gestos de cachorro, retinha o passo para cheirar as coisas, o que retesava a correia e retinha um pouco o dono, na usual sincronização de homem e cachorro. Fiquei olhando esse quati que não sabe quem é. Imagino: se o homem o leva para brincar na praça, tem uma hora que o quati se constrange todo: “mas, santo Deus, por que é que os cachorros me olham tanto?” Imagino também que, depois de um perfeito dia de cachorro, o quati se diga melancólico, olhando as estrelas; “que tenho afinal? Que me falta? Sou tão feliz como qualquer cachorro, por que então este vazio, esta nostalgia? Que ânsia é esta, como se eu só amasse o que não conheço?” E o homem, o único a poder livrá-lo da pergunta, esse homem nunca lhe dirá para não perdê-lo para sempre.
Penso também na iminência de ódio que há no quati. Ele sente amor e gratidão pelo homem. Mas por dentro não há como a verdade deixar de existir: e o quati só não percebe que o odeia porque está vitalmente confuso.
Mas se ao quati fosse de súbito revelado o mistério de sua verdadeira natureza? Tremo ao pensar no fatal acaso que fizesse esse quati inesperadamente defrontar-se com outro quati, e nele reconhecer-se, ao pensar nesse instante em que ele ia sentir o mais feliz pudor que nos é dado: eu...nós... Bem sei, ele teria direito, quando soubesse, de massacrar o homem com o ódio pelo que de pior um ser pode fazer a outro ser – adulterar-lhe a essência a fim de usá-lo. Eu sou pelo bicho, tomo o partido das vítimas do amor ruim. Mas imploro ao quati que perdoe o homem, e que o perdoe com muito amor. Antes de abandoná-lo, é claro.
(LISPECTOR, Clarice. Elenco de cronistas modernos – 25ª ed.– Rio de Janeiro: José Olympio, 2013.)
frente das frases citadas a seguir, está indicado o tipo de circunstância que elas expressam no texto. A indicação NÃO está correta em:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1408910 Ano: 2016
Disciplina: Química
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF
Existem, na natureza, milhões de substâncias orgânicas. A quantidade de reações químicas que podem ocorrer com estas substâncias é enorme. São de grande importância para processos industriais, laboratoriais e, ainda, para o desenvolvimento técnico-científico. Sobre as reações orgânicas, analise as afirmativas a seguir.
I. O produto formado da reação do benzaldeído + reagente de Tollens é o benzoato de sódio.
II. O tratamento do tert-butil metil éter com HBr resulta na formação de um álcool e um brometo de alquila.
III. Na hidratação do propino forma-se propanol.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1408617 Ano: 2016
Disciplina: Física
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF
Na iluminação de uma sala são utilizadas 5 lâmpadas incandescentes de 40W cuja eficiência é de 12 lm/W (lúmens por Watt). Com o objetivo de reduzir o consumo de energia, essas lâmpadas serão substituídas por modelos de LED de 80 lm/W e que fornecerão iluminação equivalente (mesma quantidade de lúmens). Quanto será economizado mensalmente, considerando que as lâmpadas ficam acesas 8 horas por dia e que o preço do KWh é de R$ 0,25?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1408117 Ano: 2016
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF
Patient: Well, Dr. Miles, what is you recommendation?
Doctor: If you don’t give up ____________, you’ll be in real trouble.

The verb form which completes the sentence is
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1407990 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF
Texto para responder à questão.
O altruísmo ainda tem lugar no mundo contemporâneo?
O altruísmo tem por base a preocupação de um ser humano para com outro ser humano. Este sentimento está cada vez mais raro e menos valorizado no mundo atual. Vivemos em uma sociedade onde ações, gestos e preocupações de um indivíduo para com seu semelhante estão se tornando exceções, quando na verdade deveriam ser a regra. Hoje percebemos um grande egoísmo do homem em tudo o que faz, e em todas as coisas e objetivos que quer atingir. Em nosso dia a dia valorizamos muito pouco os pequenos gestos de ajuda e colaboração.
Vejam os casos relatados diariamente nos jornais e nas TVs, o ser humano não pensa a longo prazo, pois o que hoje acontece com o outro um dia poderá acontecer com você. O curioso é que as manifestações de altruísmo surgem quando nos deparamos com grandes tragédias. Nesses casos, como nos terremotos do Haiti e do Japão ou das enchentes no Rio de Janeiro, existe uma grande comoção, todos procuram notícias, tentam ajudar e são solidários com as pessoas afetadas.
Esses casos nos levam às seguintes questões: Será que ainda podemos acreditar que é possível melhorar a sociedade em que vivemos? Será que ainda há esperança de um dia vermos os seres humanos preocupados com outros seres humanos? Por que o sentimento de solidariedade se manifesta, com grande ênfase, nos casos de tragédias de grande repercussão e muito pouco nos pequenos acontecimentos de nosso cotidiano?
Infelizmente ser altruísta está fora de moda, ter preocupação com seu semelhante parece que não acompanhou a velocidade das mudanças da sociedade contemporânea, a internet e as redes sociais substituíram o contato pessoal e aquele bom papo onde duas ou mais pessoas se conheciam, ficavam amigas, contavam seus problemas e se ajudavam mutuamente.
A banalização dos crimes e do “vou conquistar o que quero a qualquer preço”, mesmo que tenha que passar por cima de alguém, está deteriorando valores que faziam a vida ser mais justa, mais fraterna e mais humana. Ser solidário, companheiro, amigo e altruísta, entre tantos outros bons sentimentos, precisam ser resgatados para que se possa pensar, em longo prazo, numa sociedade onde sejamos menos desiguais e mais fraternos.
(Disponível em: http://tribunadoreconcavo.com/o-altruismo-ainda-tem-lugar-no-mundo-contemporaneo/. Editado por Tribuna do Recôncavo| Blog do Rossano.)
Em relação à sintaxe, dentre os segmentos destacados a seguir, todos apresentam verbos equivalentes quanto ao papel que representam junto ao predicado que compõem, EXCETO:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1407961 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF
A altura de um triângulo retângulo forma, na hipotenusa, segmentos de medida 9 cm e 16 cm. Logo, a soma das medidas do perímetro desse triângulo com sua altura é igual a, em cm:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1407913 Ano: 2016
Disciplina: Química
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF
A proflavina (1) é um agente bactericida que atua inibindo a biossíntese do DNA, pois pode se intercalar entre dois pares de bases adjacentes. Os valores das constantes de velocidade das reações direta e inversa de dimerização da proflavina podem ser determinados pela utilização do método do pulso de temperatura. Os valores encontrados são, respectivamente, 8,1 x 108 L mol–1 s–1 e 2,0 x 106 L mol–1 s–1.
enunciado 1407913-1
Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.
I. Foi preparada uma solução de NH3 0,010 M e, pela experiência de abaixamento do ponto de congelamento, determinou que o NH3 sofreu ionização de 4,2%. A constante de dissociação do NH3 é 1,8 x 10–5.
II. A constante de equilíbrio dessa reação de dimerização é 4 x 102.
III. A fórmula molecular da Proflavina é C13H7N3.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1406146 Ano: 2016
Disciplina: Medicina
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF
Entre os órgãos atingidos pelas queimaduras, a pele é a mais frequentemente afetada. Considerada o maior órgão do corpo humano, a pele é a parte do organismo que recobre e resguarda a superfície corporal, tendo algumas funções, tais como controlar a perda de água e proteger o corpo contra atritos. Um jovem de 25 anos, que sofreu queimaduras no membro superior esquerdo anteriormente, membro superior direito por completo, tórax e abdômen anteriormente e genitália, apresentará qual percentual de área corporal queimada?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1405782 Ano: 2016
Disciplina: Matemática
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF
Considere as matrizes M e N, cujo produto de seus determinantes é 42.
!$ M = \begin{vmatrix} 1 & 1 & 2 \\ 4 & 1 & 3 \\ 0 & 1 & 4 \end{vmatrix} !$ !$ N = \begin{vmatrix} 3 & 2 & 1 \\ 2 & 1 & k \\ 1 & 2 & 1 \end{vmatrix} !$
Nessas condições, o valor de k, com k ∈ R, é:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1405624 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IDECAN
Orgão: CBM-DF
Texto para responder à questão.
“Não pensar mais em si”
Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo – responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós – responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão – quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão – não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...]
(NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007.)
De acordo com o contexto, o termo grifado que poderia ser substituído sem prejuízo semântico pelo termo sugerido está indicado em:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas